ANTIPARASITÁRIOS
1) Importância do parasitismo para a veterinária
1.1. Animais de produção
Perdas econômicas altas (mesmo que muitas vezes não são percebidas pelos proprietários) pela redução no ganho de peso, na produtividade e aumento na susceptibilidade a várias doenças;
Busca-se, geralmente, o controle da parasitose em níveis aceitáveis, e não a eliminação do mesmo. Se define em níveis aceitáveis como níveis que não comprometem a saúde e a produtividade do animal.
1.2 Pequenos animais
Busca-se a erradicação dos parasitas, por estarem próximos e em contato com humanos, e algumas zoonoses são muito importantes, tais como a toxoplasmose.
Acreditava-se que os parasitas induziam de forma pequena a imunidade do animal. Hoje, sabe-se que, apesar de induzir o sistema imune, muitas vezes apenas isto não é suficiente para eliminar as infecções maciças pelos parasitas. Algumas levam à alto limitantes (alto-cura) quando o animal chega à certa idade, enquanto outras superam a imunidade.
A partir disso, sabemos que é fundamental o controle total das parasitoses, pelo manejo, pelo tratamento específico, pela higienização da instalação, etc...
Tratamento específico: utilização apenas da droga espécifica que se quer combater. Apesar de terem amplo espectro, deve-se evitar preparações com mais de uma droga para não encarecer o tratamento e não aumentar a chance de surgir resistência. Realizar exame de fezes ou outro método de diagnóstico sempre que possível.
2) Papel das drogas antiparasitárias
Dois objetivos:
Eliminação do agente;
Controle do agente a níveis toleráveis pelo hospedeiro.
3) Propriedades desejáveis em um antiparasitário.
Eficiência: Amplo espectro de atividade; destruir a maior porcentagem possível de parasitas; atuar em todas as fases de desenvolvimento dos parasitas. Abaixo de 75% é considerado ineficiente. Recomendado 95% ou mais.
Isento de efeitos colaterais, apesar de muitos atacarem as células do hospedeiro, pela sua baixa seletividade.
4) Vias de administração
Intra-ruminal: para bovinos; restringe quadros de peritonite, reduzindo risco.
Oral: indicado para equinos, animais de companhia e no tratamento massal de aves, coelhos e suínos; Em bovinos é pouco utilizada pela dificuldade na aplicação e grande número do rebanho.
OU pour-on: veículo especial que leva a pele a absorver a droga. Ela é mais cara, porém facilita a vermifugaçãoImidoba em grandes rebanhos.
Bolus: pouco usado no Brasil; comprimido revestido por uma série de camadas que libera lentamente a droga pela ação dos microorganismos ruminais; vantagem de ter a medicação de forma eficaz e prolongada; níveis terapêuticos mais estáveis e menos oscilantes.
5) Fatores gerais relacionados ao hospedeiro e ao parasita
Espécie e raça:
adaptar a dose terapêutica de uma espécie à outra;
algumas espécies não podem receber determinada droga;
Idade:
aumenta junto com o aumento de maturidade enzimática do hospedeiro
carga parasitária: maior cuidado com os mais debilitados e maior carga parasitária, pois a morte simultânea de grande quantidade de endoparasitas pode destir a luz intestinal ou obstruir vasos sanguíneos.
Peso:
Determina, a partir dele, a dose do medicamento;
Deve ser respeitada a dose para não desenvolver resistência à droga pelo parasita. O uso excessivo, medicação desnecessária ou uso de subdores levam à resistência.
Estado fisiopatológico do animal:
Fêmeas gestantes: não se utiliza drogas teratogênicas. O manuseio estressante pode levar ao aborto.
Drogas tóxicas devem ser evitadas por nefropatas, hepatopatas, animais desidratados ou debilitados de forma geral















