A evolução do consumo brasileiro. E a nova ferramenta de barganha
Em economias mais desenvolvidas há mais de uma década a estratégia de criar eventos para elevar e baixar preços para submeter o consumidor ao impulso da compra não funciona mais, pois os consumidores conscientes têm acesso a base histórica de preço e sabem quando o valor é inaceitável.
# A mudança no mercado.
Daí surgiu, principalmente com o Wal-Mart em 1994, a estratégia "Preço baixo todo dia", ou seja, bastaria o consumidor ir ao varejista que seria garantido o menor preço. Bom a realidade é diferente, apesar dos baixos preços, em um mercado onde não há igualdade de oportunidade, não é um mercado competitivo e justo, parafraseando Rawls. O consumidor fica limitado, pois o lojista não tem para cada produto um display com os preços dos concorrentes, logo não permite a comparação e oportunizar o seu concorrente.
# Primeira tentativa. "Os buscadores de preços".
Como seria se houvesse necessidade de ir de loja em loja, site em site? Os buscadores de preços ajudam. Bom, mas mesmo assim não temos como barganhar. Se você não confiar na loja que está vendendo com o menor preço. Adeus! Pois você não poderá voltar na loja confiável e pagar o preço da loja não confiável, ou seja, você não pode barganhar. Pois, o "cobre tudo" não funciona para os casos de compras na Internet. É isso mesmo. Aquela conversa de "reconhecido em cartório", "pode vir que cobrimos a oferta" não funciona na Internet (sugestão para o canal do otário). Por que? Porque o consumidor teria o poder de barganha com alguns cliques.
# Segunda Tentativa. "As compras coletivas".
Todo mundo sabe o lado bom e o lado ruim das compras coletivas. Começando pelo lado ruim é que não vemos bons produtos e em vários casos podemos pagar 25% a mais nesse tipo de compra em comparação a ter ido na loja direto. O lado bom é que em teoria você tenha a capacidade de barganhar em grupo, mas a realidade é outra.
# Terceira tentativa. "Pregão Eletrônico".
Funciona para o Governo Federal o qual economizou mais de 2 bilhões em 2011. Essa economia resulta da diferença entre o valor dos produtos no mercado e o efetivamente pago pelos cofres públicos no fechamento das licitações. Pena que não existe essa modalidade para o cidadão comum. Ou não existia ;)
#Quarta tentativa. Otimizando as ferramentas.
Buscador de preço + Compras em grupo + Pregão eletrônico = Vantagens para o consumidor.
É uma nova experiência de compra. É uma mudança de atitude. Se eu posso gastar menos, pagar mais por quê? A idéia surgiu quando identificamos que os atuais modelos não promoviam a livre concorrência, a barganha e o ganha-ganha. Trata-se de um serviço Web que compara os preços entre as principais lojas do varejo eletrônico, como CasasBahia, FastShop, Fnac, Extra, PontoFrio, Efácil, Magazineluiza, WalMart, Submarino, etc. e com o menor preço em mãos juntamos amigos interessados no mesmo produto onde o grupo oferece ao lojista a oportunidade de vender para mais pessoas por um preço menor. A primeira oferta que realizamos decidimos juntar amigos para comprar, para cada um, o iPad 3G+Wi-fi Apple. Conseguimos em 5 dias derrubar o preço de R$ 2.049,00 para R$ 1.580,00. Participaram da disputa FastShop, Fnac, iPlace, ShopFato, RicardoEletro e outros.
Você pode criar a sua oferta no Bambae. Fazemos tudo para você comprar bem!















