O lítio das baterias não cai do céu, ele é explorado em minas como essa - ReproduçãoPlacas solares, baterias de lítio e até mesmo hidroelétricas poluem e degradam o meio ambiente, apontam estudos.Em um mundo cada vez mais preocupado com o meio ambiente, a busca por fontes de energia limpa e sustentável tornou-se um tema central no debate global. Contudo, muitas das soluções tidas como verdes apresentam suas próprias desvantagens e impactos ambientais que os entusiastas dessas novidades tentam esconder a todo custo.Segundo o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda por minerais como lítio, cobalto e níquel, usados na fabricação de baterias e sistemas de energia, deve crescer até sete vezes até 2040. A mineração desses minerais envolve processos que podem ser prejudiciais ao meio ambiente, como a emissão de gases de efeito estufa e a contaminação de recursos hídricos.De acordo com o estudo publicado na revista científica Nature, a extração de lítio em alguns casos pode gerar até 14,5 kg de CO2 por quilograma de lítio produzido, contra 2,28 kg de um litro de gasolina. Além disso, a mineração de cobalto, comumente realizada na República Democrática do Congo, tem sido associada a violações dos direitos humanos e condições de trabalho precárias.Outra fonte de energia tida como verde são as placas solares, cuja produção também tem um impacto ambiental considerável. Um estudo do Instituto Fraunhofer de Engenharia de Sistemas Energéticos Solares (ISE) aponta que a produção de painéis solares de silício cristalino emite cerca de 40 a 50 gramas de CO2 por quilowatt-hora gerado, ao longo do ciclo de vida do produto.Além disso, o descarte de painéis solares e baterias representa um problema crescente. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que até 2050 haverá cerca de 60 a 78 milhões de toneladas de resíduos de painéis solares em todo o mundo, e a maioria dos países ainda não possui infraestrutura adequada para lidar com esse tipo de resíduo.PREÇO PROIBITIVO - No entanto, a pesquisa em tecnologias mais sustentáveis e menos poluentes continua a todo vapor. Entre as alternativas promissoras estão as células de combustível e o hidrogênio. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), as células de combustível produzem eletricidade a partir de hidrogênio e oxigênio, com água como único subproduto. Além disso, o hidrogênio pode ser produzido a partir de várias fontes, incluindo energia renovável, o que reduziria significativamente as emissões de gases de efeito estufa.Contudo, essas tecnologias ainda enfrentam desafios para sua aplicação em larga escala. De acordo com o relatório da Agência Internacional de Energia, o custo das células de combustível de hidrogênio ainda é cerca de duas a quatro vezes maior do que os custos das tecnologias convencionais, como motores a combustão interna. Além disso, a produção de hidrogênio a partir de energia renovável ainda é limitada e, em muitos casos, o hidrogênio é produzido a partir de combustíveis fósseis, o que aumenta as emissões de gases de efeito estufa.Outro desafio relacionado à implementação dessas tecnologias é a infraestrutura necessária para a distribuição e armazenamento de hidrogênio. A construção de uma rede de abastecimento de hidrogênio e a instalação de estações de abastecimento em larga escala exigem investimentos significativos, o que pode ser um obstáculo para a adoção dessa tecnologia em muitos países.TECNOLOGIA EM CRIAÇÃO - No entanto, diversos governos e empresas têm investido no desenvolvimento de tecnologias de energia mais limpas e sustentáveis. A União Europeia, por exemplo, lançou a "Aliança Europeia do Hidrogênio Limpo" em 2020, com o objetivo de expandir a produção e o uso de hidrogênio como uma solução de energia verde. Além disso, várias empresas automobilísticas, como a Toyota e a Hyundai, têm trabalhado no desenvolvimento de veículos movidos a células de combustível de hidrogênio, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis e diminuir as emissões de gases de efeito estufa.Embora as tecnologias atuais de baterias e sistemas de energia tidos como verdes apresentem desvantagens e impactos ambientais, é importante reconhecer o papel que elas desempenham na transição para uma matriz energética mais sustentável. À medida que a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas e eficientes avançam, é crucial que governos e empresas invistam em soluções sustentáveis e trabalhem juntos para enfrentar os desafios ambientais globais.Hidrelétricas: uma falsa imagem de energia limpaO antigo discurso oficial de que as usinas hidrelétricas eram um modelo de geração de energia limpa, isto é, que não contribuíam para o aquecimento global, foi desmentido por um estudo realizado por pesquisadores da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa mostrou que as barragens das hidrelétricas emitem quantidades consideráveis de metano, gás carbônico e óxido nitroso, gases que causam o efeito estufa. Em alguns casos, essas usinas podem emitir mais gases poluentes do que as próprias termelétricas movidas a carvão mineral ou a gás natural.De acordo com o geógrafo Marco Aurélio dos Santos, um dos autores do estudo, a produção desses gases nas hidrelétricas é causada por três fatores: a decomposição da vegetação pré-existente, afetada pela inundação das áreas usadas na construção dos reservatórios; a ação de algas primárias que emitem CO2 nos lagos das usinas; e o acúmulo de nutrientes orgânicos nas barragens, trazidos pelos rios e chuvas.O estudo da Coppe foi apresentado durante a conferência Rio 02 sobre mudanças climáticas e energias renováveis. A pesquisa identificou duas formas de produção de gases de efeito estufa em usinas hidrelétricas: por difusão ou por bolhas. A primeira ocorre na superfície do reservatório, onde bactérias decompõem a matéria orgânica e emitem gás carbônico, que se difunde pela água. Já o metano é obtido pela decomposição de matéria orgânica no fundo dos lagos das usinas, onde a presença de oxigênio é nula ou muito pequena, e chega à superfície por meio de bolhas.O pesquisador destacou a importância da relação entre a potência energética e a geometria do reservatório para a produção de gases de efeito estufa. Lagos profundos em áreas pequenas, com grande potência energética, emitem menos gases do que lagos rasos em áreas extensas e com pouca densidade de potência.Conheça nossas mídias sociais:Facebook: https://www.facebook.com/pirapopnoticiasInstagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/IbhgJV9OmuPGafDggyAZyxYoutube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLygMais notícias da TecnologiaPara saber o que acontece em Piracicaba e Região Metropolitana, acesse nosso site e os outros canais!Site: https://pirapop.com.brFacebook:https://www.facebook.com/pirapopnoticias Instagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GsJ6s2s1tR6JD65zFm6bk5Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLyg








