By Joao Vicente
Correntina, Bahia, Brazil
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By Joao Vicente
Correntina, Bahia, Brazil
Mega-Sena premiou apostador de Maragogipe, neste sábado (01/10)
Mega-Sena premiou apostador de Maragogipe, neste sábado (01/10)
Além das duas apostas que dividiram o maior prêmio da história regular da Mega-Sena, 814 apostadores acertaram cinco dezenas e ficaram muito perto de se tornarem milionários. Como prêmio de consolação, cada um vai ganhar R$ 33.910,24. Na Bahia, 26 apostas ficaram por uma dezena. Elas foram registradas nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Camaçari (3 apostas), Correntina, Juazeiro, Maragogipe,…
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Atraído pelos vários rios que cercam a pequena cidade no oeste baiano, o agronegócio chegou em Correntina algumas décadas atrás tomando posse de terras, ameaçando o povo, sem seguir lei muito menos respeito. De 20 anos pra cá, conforme relato de Jandira Lopes da Articulação do Semiárido-ASA, os rios de Correntina começaram a secar.
Em 2015, a crise hídrica já atingia a população de 30 mil moradores. Mesmo assim, naquele ano, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) concedeu à Fazenda Igarashi o direito de retirar do rio Arrojado 106 milhões de litros de água por dia (uma vazão de 182.203 m³/dia, durante 14 horas/dia, para a irrigação de 2.539,21 hectares), o suficiente para abastecer a população toda durante um mês. Apesar dos protestos da população, nada foi feito.
Cansada de passar sede, no Dia de Finados de 2017, a população organizou uma revolta popular, entrando nas fazendas Igarashi e Curitiba para quebrar as instalações de equipamentos que tiravam a água dos mananciais e os ineficientes pivôs centrais de irrigação.
Fica aqui nossa homenagem ao povo de Correntina e um alerta sobre o esgotamento hídrico causado pelo agronegócio em diversos municípios do país. A sede não gera solidariedade, sem água tudo morre. A sede é fonte de conflitos, revoltas e, até, guerras.
Saiba mais: "Pesquisador da Fiocruz Pernambuco fala sobre o protesto em Correntina (BA) contra o uso indiscriminado de água para irrigação" - EcoDebate: https://bit.ly/2HRZQef "Correntina: as Guerras da Água chegam ao Brasil" - Outras Palavras: https://bit.ly/38alNQ7
Atraído pelos vários rios que cercam a pequena cidade no oeste baiano, o agronegócio chegou em Correntina algumas décadas atrás tomando posse de terras, ameaçando o povo, sem seguir lei muito menos respeito. De 20 anos pra cá, conforme relato de Jandira Lopes da Articulação do Semiárido-ASA, os rios de Correntina começaram a secar. Em 2015, a crise hídrica já atingia a população de 30 mil moradores. Mesmo assim, naquele ano, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) concedeu à Fazenda Igarashi o direito de retirar do rio Arrojado 106 milhões de litros de água por dia (uma vazão de 182.203 m³/dia, durante 14 horas/dia, para a irrigação de 2.539,21 hectares), o suficiente para abastecer a população toda durante um mês. Apesar dos protestos da população, nada foi feito. Cansada de passar sede, no Dia de Finados de 2017, a população organizou uma revolta popular, entrando nas fazendas Igarashi e Curitiba para quebrar as instalações de equipamentos que tiravam a água dos mananciais e os ineficientes pivôs centrais de irrigação. Isso aconteceu há 3 anos. Fica aqui nossa homenagem ao povo de Correntina e um alerta sobre o esgotamento hídrico causado pelo agronegócio em diversos municípios do país. A sede não gera solidariedade, sem água tudo morre. A sede é fonte de conflitos, revoltas e, até, guerras.
Saiba mais:"
Pesquisador da Fiocruz Pernambuco fala sobre o protesto em Correntina (BA) contra o uso indiscriminado de água para irrigação" - EcoDebate: https://bit.ly/2HRZQef
"Correntina: as Guerras da Água chegam ao Brasil" - Outras Palavras: https://bit.ly/38alNQ7
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#Férias, aqui Posto Precioso do Oeste em Correntina/BA. Setembro do Ano de 2017. "Elimine as âncoras que não te levam a lugar nenhum, e agarre aos balões que te fazem voar bem alto." #feriasemfamilia #postopreciosodooeste #correntina #bahia #nostalgia #praiabrasileiras (em Posto Precioso - Correntina BA) https://www.instagram.com/p/B-kkxcADxAu/?igshid=14caugwljf0z4
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Brejo Verde - Folgen des Klimawandels live (Gabriele und Elisabeth)
Am 5. Dezember besuchten wir mit Tania, Julita und Samuel die Comunidade Brejo Verde in der Nähe von Correntina. Wir fuhren zunächst ca. eine Stunde mit dem Auto.
Vor Ort konnten wir den Garten besichtigen, in dem Setzlinge gezogen werden, die später ausgesetzt werden (Cashew, Tomaten, Orangen, …).
Das ist eine Pequi-Frucht. Sie wächst auf einem im Cerrado geschützten Baum, der auch nur hier vorkommt. Wenn die Frucht reif ist, wird die Schale mit Reis, Bohnen, Huhn oder Fleisch gekocht. Man kann auch die Nuss im Inneren essen, wenn man sie 15 Tage lang in der Sonne liegen gelassen hat. Aber Vorsicht: Sie ist sehr nährstoffreich, und es geht die Mär, dass Frauen, die diese Nüsse essen, leichter schwanger werden :)
Mit einem etwas älteren Automodell (Pick up), wo wir vorne neben dem Fahrer sitzen durften und alle anderen auf der Ladefläche Platz nahmen, machten wir uns auf den Weg zum „rancho“ der Gemeinschaft. Das ist ein kleiner Platz, wo sich zwei Häuser befinden – eines davon kürzlich neu gebaut. Dort bleiben einige Männer immer wieder für 4 bis 6 Tage, um die Rinder zu beaufsichtigen.
Nach ca. 20 Minuten mussten wir allerdings umkehren, da es Probleme mit dem Auto gab. Nach einer Stunde und 15 Minuten ging es dann mit einem anderen Auto weiter. Inzwischen hatten wir Kaffeepause, und João, der im Rahmen seines Studiums Forschungen über die Geschichte und den Wandel der Landwirtschaft in ländlichen Gebieten betreibt, erklärte uns einiges darüber: Er besucht vier bis fünf comunidades, schreibt ihre Geschichte auf und analysiert die veränderten Anbaubedingungen sowie die Gründe dafür. Auch in Brejo Verde konnte er bereits einiges feststellen: Früher wurden vor allem Reis und Bohnen angebaut, sowie Mais. Durch die Klimaveränderung ist das allerdings kaum mehr möglich. Der Reis wurde zum Beispiel im September oder Oktober gepflanzt, aber da es jetzt meist erst Ende November regnet, ist das nicht mehr möglich. Außerdem ist es für die Gemeinschaft mittlerweile billiger, den Reis zum eigenen Gebrauch in der Stadt zu kaufen.
Seit gut 15 Jahren geht auch die Menge der Rinder pro Familie zurück. Früher hatte eine Familie um die 30, jetzt meist nur mehr 10. Daran sind vor allem die Fazendeiros schuld, die die Menschen immer wieder einschüchtern und von ihrem Land vertreiben wollen, das ihnen seit Generationen gehört.
Nachdem die Männer zur Sicherheit noch ein Motorrad auf der Ladefläche fixiert hatten (falls es wieder Probleme mit dem Auto gibt), machten wir uns wieder auf den Weg. Die Landschaft des Cerrado ist unglaublich schön, von weitem kann man nicht einmal einen Weg erkennen. Wir blieben unterwegs einmal stehen und einer der Männer zeigte uns abgesägte Pfosten. Die Fazendeiros hatten einfach einen Zaun errichtet. In einer Nacht- und Nebelaktion versammelten sich über 100 Menschen und schnitten die Holzpfosten auf einer Strecke von 23 km um. Niemand weiß, wer’s war :)
Beim Rancho angekommen, wurden wir sehr freundlich begrüßt, auch wenn die Männer am Anfang nicht so viel mit uns anzufangen wussten. Aber nach dem ersten Cachaça tauten sie auf…
Das Rancho liegt direkt an einer Quelle, die die Flüsse der Region speist. Dort gibt es Anakondas und wenn es viel geregnet hat, auch Krokodile. Anakondas heißen hier “sucuri” (ein Wort aus einer Indigenensprache). Immer wieder zerstören Fazendeiros auch Quellen, was natürlich einer Katastrophe gleichkommt.
Die Männer bringen Lebensmittel mit, es gibt ein gemeinsames Lager für alles, und die Männer kochen und essen gemeinsam. Mit dem Pferd brauchen sie ca. 2 Stunden für die Strecke, wenn sie die Tiere hinbringen, sind sie 7 Stunden lang unterwegs. Jeder Mann hat ein großes Messer mit, einerseits um den Weg freizumachen, andererseits aber auch als Verteidigung gegen Leoparden. Die medizinische Versorgung war ebenfalls noch Thema. Brasilianische Ärzte weigerten sich eine Zeit lang, im Hinterland zu arbeiten, daher kamen Ärzte aus Kuba.
Vor dem gemeinsamen Essen, das am offenen Feuer gekocht worden war, gab es einen Austausch. Die Männer erzählten von ihrem Kampf um Land und Wasser und ihre Rechte. Sie werden nicht aufgeben, da sie schon sehr lange das Land bewirtschaften und es für ihre Kinder erhalten wollen. Es ist für sie ein großes Geschenk, wenn Besuch von außerhalb kommt, weil sie dadurch gestärkt werden, sich wertgeschätzt fühlen und neue Hoffnung bekommen.
Einer der Männer hat für uns ganz eine „chula“ angesungen – ein klassisches Lied der rancho-Männer, das normalerweise ein Wechselgesang ist. Leider waren die restlichen Männer nicht besonders sangesfreudig, aber wir bekamen einen kleinen Eindruck davon.
Für die CPT (Kommission für Landpastoral) war dieser Tag kein normaler Arbeitsbesuch. Ca. einmal pro Jahr fahren sie zu einer Gemeinschaft, um einfach Zeit mit den Menschen zu verbringen, miteinander zu essen und zu trinken und sich zu unterhalten. Das hilft auch beim Vertrauensaufbau und wird von allen Seiten sehr geschätzt.
Correntina (Gabriele)
Ich habe die letzten Tage in Correntina verbracht und darf euch die Stadt kurz vorstellen:
Correntina ist eine Gemeinde im Nordosten des Landes im Bundesstaates Bahia. Die Stadt liegt auf 575 m Seehöhe, beheimatet 31.249 Einwohner/innen und das Gesamtgebiet erstreckt sich über eine Fläche von 12.142.427 km². Correntina ist 914 km von Salvador und 527 km von Brasilia entfernt.
Durchzogen wird das Gebiet von den Flüssen Correntina, Arrojado, Santo Antônio, Guará und Rio do Meio, alle mit kristallklarem Wasser. Der Rio Correntina ist der Hauptfluss, dessen Flussbett das Stadtzentrum durchschneidet. Nur 1.200 m vom Stadtzentrum entfernt befindet sich der Archipel „Sete Ilhas“ („Sieben Inseln“), dessen Schönheit und Einzigartigkeit mit Worten kaum zu beschreiben ist.
Die Stadt wurde im November 2017 landesweit bekannt für die Besetzung und Zerstörung von landwirtschaftlichen Maschinen, die unrechtmäßig täglich Millionen Kubikmeter Wasser erbeuteten. Beteiligt an dieser Aktion war eine Gruppe von über 1.000 Menschen, vorwiegend Landarbeiter, die mit dieser Aktion auf den Wasser-Raub in der Region aufmerksam machen wollten. Es entstand ein Schaden in der Höhe von ca. € 10 Mio.
Am 2. November diesen Jahres versammelten sich 10.000 Menschen in Correntina, um auf den Wasser-Raub und die damit verbundenen ökologischen Schäden aufmerksam zu machen. Sie trugen großteils T-Shirts mit der Aufschrift:
SEM CERRADO
SEM ÁGUA
SEM VIDA
Es ist dieselbe Aufschrift, die für die nationale Kampagne zur Verteidigung des Cerrado verwendet wird.