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Que aperto no coração.
Naquele dia chuvoso a única coisa que eu queria era vê "diário de uma paixão" e me afundar em um pote de sorvete, mas ai eu resolvi vê "jogos mortais" e te encontrei... "Aprende que quem te ama de verdade, não te faz sofrer assim, pequena" e eu sabia, eu sabia que não deveria sofrer assim. Sabia que quando o amor é bom, é puro, ele não te faz sofrer como eu sofria. Mas eu te amei mesmo sofrendo, te amei como ninguém vai te amar. Mas também cansei, cansei de te amar e só receber dor em troca. Eu queria mais que isso, eu merecia mais que isso. Mas não pensa que eu te desejo coisas ruins, não mesmo. Te quero bem, te quero muito bem. Porque sei que dentro desse filho da puta aí, existe um cara legal capaz de amar de verdade. Lembra aquela música que você dizia que era nossa? Eu passei a odiá-la. Ela me lembra você, me lembra tudo o que a gente já passou. Mas porque cargas d'água eu não consigo parar de ouvi-la? Mas uma hora vai passar. Tudo passa, tudo sempre passa, não é? Eu só preciso de um tempo. Tempo pra entender que te amar foi e sempre vai ser errado. Um tempo pra deixar de gostar de você. Um tempo pra mim. Eu preciso entender que nunca existiu nós. Existiu eu e você. Era sempre a mesma história... Você errava, a gente brigava e você aparecia na minha janela com flores e mil desculpas. Você sumia um dia inteiro, voltava a noitinha e achava que estava "tudo bem". Era até engraçado quando eu falava sobre casamento e você se apavorava logo. Eu precisava acabar com aquilo. Então decidi de uma vez da um fim naquilo. — "A gente precisa conversar" sms, claro. Eu estava acabada, não sabia o que ele responderia e aquilo me matava. — "O que foi?" ele mandou por fim. — "Te ligo mais tarde" Meu coração parou de bater por um segundo. "Será que eu deveria?" pensei. É claro que eu deveria, aquilo já não dava mais. Eram exatamente 19:06 da noite. "Vou esperar até as 20:00" pensei. Me daria mais um tempo pra pensar no que falar. Eu não poderia chorar. Iria estragar tudo. Eu olhava o relógio de cinco em cinco minutos. "E essa hora que não passa?" resmunguei. O relógio já marcava 20:00. "É agora ou nunca mais" falei e fui pegar meu celular. — Oi. — Oi Thiago. — Aconteceu alguma coisa Ana? — Eu quero terminar. Meu coração parou de bater por um segundo. Eu tremia dos pés até meu último fio de cabelo. — O quê? — A gente precisa terminar, não dá mais e você sabe disso. — Mas... — Não tem mais, Thiago. Acabou. Tudo de bom pra você. Se cuida. "Respira... 1,2,3... Respira... 1,2,3..." Eu não ia chorar. Não podia chorar. Acabou porque precisava acabar. Esperei ele responder. — Mas eu te amo Anabelle. Eu prometo mudar. — Eu preciso de atitudes Thiago. Palavras já não me ganham mais. Se tiver que ser Thiago, será. Só você pode fazer isso da certo. Mas eu preciso de um tempo pra mim. — "Não faz isso com a gente... Não me deixa, Ana. Eu preciso de você..." Respirei fundo e desliguei o telefone. Porque se eu ouvisse mais uma palavra dele esqueceria tudo o que já aconteceu e desistiria de qualquer coisa pra ficar com ele. "Não é certo."falei pra mim mesma. "E se ele mudar? E se ele tivesse falando a verdade?" Não! Aquilo já aconteceu antes. Chega. Eu preciso de atitudes. Só o tempo pra dizer se ele vai mudar. Se ele vai me merecer. Já eram 22:30 e eu ainda estava com o pensamento na mesma pessoa. Até que por fim, meu celular tocou. "É ele" sussurrei. O coração me mandava atender, mas a razão dizia que não era certo. A ligação chegou ao fim. O telefone apitou e vi que tinha chegado mensagem. — "Atende o celular Ana. Só quero te dizer uma coisa." Não tive tempo de ter reação alguma. 1 minuto depois ele ligou novamente. — O que você quer Thiago? Tentei ser grossa. Péssima tentativa. — Só me escuta... Anabelle, eu sei que eu fui um idiota e que deveria ter te dado mais valor. Que você foi a única que esteve comigo quando ninguém mais estava. A única que aguentava meus porres ás sextas e minha ressaca aos sábados. Você foi a única que me amou sem nunca esperar algo em troca. Eu sei que eu só te magoei e que fui um filho da puta. Mas nunca duvide que eu te amei. Sei que amo de um jeito meio torto, meio errado, mas eu te amo de verdade. Eu te entendo e sei que isso foi o melhor para o momento. Você vai vê Ana, vai vê que não existe mais ninguém pra você. Vai vê que eu sou seu e você é minha e que não é esse meu jeito filho da puta que vai estragar tudo o que aconteceu entre nós. Eu vou te mostrar que eu vou e posso mudar pra te fazer feliz. Eu só preciso de um tempo Ana. Um tempo pra te mostrar que o cara que você conheceu na locadora naquele dia chuvoso, ainda existe aqui. Só te imploro pra que não me esqueça. Não esquece que vivemos momentos maravilhosos e que um dia eu fui capaz de te fazer feliz. Eu vou voltar pra você. Só te peço um tempo pra te mostrar que nós fomos feitos um pro outros... - Ele fez uma pequena pausa antes de falar. Eu entendi, não tinha mais nada a ser dito. E então ele continuou - Era só isso. Se cuida por favor e... Eu te amo, Anabelle, não esquece. — "só não demora..." sussurrei. Foi a única coisa que eu consegui dizer. Eu ainda o amava, era óbvio. E eu iria esperar por ele, óbvio também. Eu só precisava de tempo. Nós precisávamos. E era isso que teríamos... Tempo. Tempo pra perceber que nada é mais perfeito que nós dois juntos.
Mas toda garota já amou um idiota, caso ainda não tenha amado, não se apavore, você vai superar isso, s-tarsky.
— Mas eu não quero que você vá embora. — Mas eu prometo de ligar o dia todo, toda hora. — Mas eu vou sentir sua falta. A gente nunca passou nem um dia separado... Uma semana é muito tempo. — Mas eu preciso ir. Eu não quero, mas preciso. — Promete não arrumar ninguém por lá? — É claro que eu vou arrumar. Uma loira daquelas bem lindas, bem gostosas... — Cala a boca, Caíque. Ele ri. — É claro que eu não vou arrumar ninguém. Até porque eu só estou indo porque eu sou obrigado. — Me leva? Eu vou na mala, vou quietinha. Prometo. — Uma mala dentro de outra mala? Ele ri. — Como você é idiota. — Idiota que te ama muito e vai morrer sem você. — Me leva, já disse. — Te levo. — Sério? — Sério, anda, se arruma e vamos. Porque eu sei que não vou conseguir passar um dia sem olhar esse seu rosto perfeito e sem escutar essa sua risadinha maravilhosa. — Mas você não disse que lá é roça e que não tem internet e... Ele a interrompe. — Nada disso importa, eu vou ter você. Preciso de mais alguma coisa? — Eu e você juntos e qualquer lugar fica perfeito.
Oh no! Seriously, dear?
— Híque, vem cá. — O que eu já te disse sobre você ficar me chamando de "Híque"? — Mas é um apelido carinhoso, poxa. — Não é, é gay. Mau nome é Caíque e não "Híque". — Tudo bem, Caíque. -Silêncio- — O que você queria falar? — Nada não, Caíque. Ele ri. — Você é muito boba. — Não sou não, você que quer que eu te chame assim. Ele a agarra e a joga no sofá. — Me deixa Caíque. Que saco! — TPM? — Você ainda não viu nada, Caíque. — Af Olivia, dá pra parar? — Parar com o que? — De me chamar assim. — Assim como? — De Caíque. — Mas esse é seu nome, não é? — É, mas pra você não. — Você quem foi que disse que "Híque" é coisa de gay. — Eu te amo sabia? Amo esse seu jeito. Toda linda. — Tá querendo o que hein Híque? — Hí... - Ela o interrompe. — Quero dizer, Caíque. — Linda. — Lindo. - Ela sorri. — Minha. — Meu Híque. — Eu até deixo você me chamar assim, mas só se você me der um beijo daqueles de cinema agora. - Ele ri. Ela se joga em cima dele, aproxima seu rosto do dele e sussura. — Promete ser meu pra sempre? — Pra todo sempre. Agora me beija logo. — E se eu não der? — Não vai poder mais me chamar de Híque. Ela morde a boca dele, levanta do sofá e grita: — Sonha Híque, sonha.
Noite fria, sofá aconchegante e aquele apelido que você odeia. — Mariana Almeida, s-tarsky.
Mas pensa, pensa bem, não sou eu a única que posso aguentar essas suas manias?
I don't love you, I suffer.
Eu não te amo. Eu não te amo. Eu não te amo. Eu não te amo. Eu não te amo. Eu não te amo. Eu não te amo. Eu não te amo. Mesmo depois de repetir isso centenas de vezes pra mim mesma, porque eu ainda continuo te amando tanto?
I don't love you, I suffer.
Deixe estar. O que tiver que ser, meu amigo, será.
I don't love you, I suffer.
Engraçado como na hora que eu mais preciso, todo mundo some.