Inteira, mesmo sozinha.
Parece que eu nasci pra formar casais, e não pra ser parte de um. Tenho esse dom estranho de unir pessoas, de ver o amor florescer ao meu redor, menos em mim. Às vezes eu rio disso, como se o destino tivesse me colocado nesse papel de cupido de coração partido — aquele que ajuda os outros a se encontrarem, mas sempre fica de fora da história.Talvez seja sina, talvez escolha… ou só mais uma ironia da vida. O fato é que aprendi a não forçar o que não é pra ser. E enquanto o amor dos outros acontece, eu sigo aqui — inteira, mesmo sozinha.














