Eu não posso falar da vida dos outros como se estivesse acima de alguém, porque também estou em construção. Sou peregrino nesta terra, aprendendo, errando, recomeçando… confiando que Deus ainda está moldando o meu coração.
Minha passagem pela igreja foi profundamente importante para a transformação da minha mente e da minha história. Considerando o lugar de onde vim, reconheço com humildade que, se não fosse por aquilo que vivi ali, talvez eu tivesse me tornado alguém de quem não me orgulharia. Deus usou aquele tempo como instrumento de cuidado e direção.
Com o passar dos anos, acabei buscando meu próprio caminho até Deus — não por rebeldia, mas por necessidade de verdade. E aprendi que caminhar com Ele não é sobre rótulos, mas sobre relacionamento. Não sei se é mais fácil sozinho; sei apenas que é mais sincero quando o coração está disposto.
Há algo que sempre ecoa dentro de mim: eu voltaria a ser cristão todos os dias, se eu mesmo me parecesse mais com Cristo — e se visse Cristo refletido na maioria dos que dizem segui-Lo. Porque no fim, não é o discurso que convence, é o amor vivido.
Carregamos a Bíblia debaixo do braço, passamos horas lendo, meditamos, fazemos devocional, jejum, propósitos, promessas, evangelizamos, usamos palavras eloquentes… mas o que realmente fala alto é o nosso comportamento nas pequenas e grandes situações da vida.
As nossas escolhas diárias pregam sermões silenciosos. O mundo não está observando o quanto ficamos dentro da igreja, mas como agimos nas praças, nas ruas, no trânsito, no trabalho, nas filas, nos momentos de conflito. É ali que Cristo precisa aparecer.
Ser exemplo não é ser perfeito — é ser coerente. É amar quando é difícil. É perdoar quando dói. É agir com misericórdia quando seria mais fácil julgar.
Como está escrito na Bíblia:
“Aquele que diz estar nele, ande como ele andou.”
Que possamos andar como Ele andou — com graça, verdade e amor.













