De solidão, ele recomeça –
como se fosse a última vez que respira,
e portanto seja agora
que respira pela primeira vez além das garras do singular.
Está vivo, e portanto é nada além do que se afoga no insondável poço de seu olho,
e o que vê é tudo o que não é: uma cidade
do indecifrado evento,
e portanto uma língua de pedras, já que sabe que pelo todo da vida uma pedra abrirá seu caminho a outra pedra para erguer um muro
e que todas essas pedras formarão a suma monstruosa
dos particulares.
Paul Auster, in Disappearances, 1975
Voz/ Read by: Daniela Morais














