[⠀⠀🔗⠀⠀⛧⠀⠀𝐓𝐀𝐒𝐊⠀⠀.⠀.⠀.⠀⠀]⠀⠀o que faria alguém perder o controle? deixar a sua sanidade de lado para se entregar aos instintos mais primitivos da sua espécie. em new york, a capital do mundo, as esquinas estão cheias de gente tentando fazer os seus sonhos acontecer, subir na vida mesmo que precise derrubar outros pelo caminho. você pode culpar alguém por desejar tanto algo que simplesmente não consegue aceitar a ideia de não ter aquilo em sua vida? é hora de descobrir até onde você iria para garantir o seu sucesso... ou evitar o êxito dos outros.
nossa primeira task é algo bastante simples: uma entrevista. essa tarefa está dividida em duas partes, a primeira está sendo postada agora, e a segunda vai ser postada depois do nosso primeiro plot drop, quando vocês tiverem tido tempo para construir melhor as dinâmicas entre os seus personagens. você deve responder as perguntas abaixo no formato e tamanho que desejar.
o quão difícil é te tirar do sério? qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? o quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
até onde você iria para alcançar seus objetivos? existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
como você lida com o fracasso? quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
essa é uma task obrigatória, e é interessante que seja postada até o dia 26/09. juntamente com a segunda parte e as informações respondidas na ficha, conseguiremos designar quem fez parte da conspiração contra bernardo, assim como selecionar personagens para participarem de determinados plot drops.
você pode respondê-la no formato que desejar. pode ser na primeira pessoa com a voz do seu personagem ou na terceira pessoa, sendo explicado por você mesmo. também pode incluir ações se assim desejar, como se estivesse realmente sendo entrevistado em um talk show ou numa sessão com a psicóloga. não existe tamanho mínimo, o que for suficiente pra você, é suficiente pra gente.
ao postar as respostas, use as tags #dante:tasks e #dante:task01
o quão difícil é te tirar do sério? qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? o quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
até onde você iria para alcançar seus objetivos? existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
como você lida com o fracasso? quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
1. “Dizem que é bem fácil, mas a verdade é que eu gosto de educação. Se você não for educado comigo vai me deixar bem puta. Que tipo de ser vivo é você que não consegue respeitar diferenças e amar todos os filhos de Gaia? Sinceramente até os religiosos fervorosos são mais respeitosos do que gente mal-educada.”
2. “Eu não guardo rancor nem me considero vingativa, tudo é sobre perspectiva. Eu sou muito justa, e acredito que se as coisas tem um preço devemos pagar por ele. Agora, quão fácil é para recuperar minha confiança? Quão útil é um copo que não segura o líquido pelas rachaduras? De que vale um espelho quebrado? Se você me fode uma vez, a culpa é sua, se você me fode duas... A culpa é minha. E eu não guardo rancor, lembra?!”
3. “Acredito que não são todos que podem dizer isso, mas já que meus objetivos são puros e sinceros, com a benção de Gaia eu digo que sim, os fins sempre justificam os meios na causa ambiental. Afinal, sem o planeta Terra nós não teríamos nem a possibilidade dessa discussão. Você acha que eu me importo de explodir uma ou duas fábricas ou data centers se isso significa salvar a natureza e salientar os limites dela? Ah, por favor. Isso já tá me tirando do sério, que tipo de pergunta é essa? Você pelo menos sabe com quem tá falando?”
4. “Lealdade foi a lição mais preciosa que minha vó me ensinou, então eu sou sempre sincera e direto ao ponto quanto à isso, eu sou leal à causa e não ao homem. Seres sempre mudam de ideia, são instáveis. Eu não, eu só quero que a natureza tenha paz.”
5. “Fracasso? Eu jamais fracassei na minha vida, filhão. Você acha que na nossa luta tem espaço pra falhas? Ou você acerta ou morre, é simples assim. Eu estar aqui agora, em pelo e osso, já é resposta o suficiente. Terminamos aqui? Ótimo, você é um entrevistador de merda. Essa parte vai aparecer também, certo?”
// gravação perdida de uma sessão de terapia psicológica
o quão difícil é te tirar do sério? qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
oh, não é difícil de acontecer. um olhar, uma palavra errada. sou facilmente tentada a abrigar. sempre deixo minhas emoções ultrapassarem a razão, e por isso meu pai sempre acabava brigando comigo. sei que preciso ser mais responsável, mas quem liga?
você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? o quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
depende da situação. não sou muito propensa a perdoar, e não pretendo fazê-lo. e sim, guardo rancor e posso me vingar, mas tudo no momento certo. por mais que eu não goste de estudar e pensar, para isso meu cérebro serve.
até onde você iria para alcançar seus objetivos? existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
o fim sempre justifica os meios. e eu não tenho limites, se eu já falei na cara do meu irmão a única pessoa que eu amo o que estaria disposta a fazer, qual seria a diferença agora?
já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
desleal? creio que não. o que é a lealdade? perante ao seus. desleal foi meu pai trair tudo que trabalhamos. isso foi desleal, mas em geral tudo tem como ser explicado. não sei se existem linhas, porém todos já me viram brigando e gritando sobre tudo.
como você lida com o fracasso? quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
o quão difícil é te tirar do sério? qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
bunny nunca soube o que era ser calmo, por isso mesmo ele ganhou esse apelido do seu pai. seus instintos vivem naturalmente aflorados, parte disso se deve ao fato dele ter crescido sendo a piada entre os lobisomens ao seu redor. no início, aguentava muita coisa calado em respeito aos seus pais, mas depois de um tempo, ele começou a provocar de volta para que os outros acabassem perdendo o controle e tivesse uma desculpa pra cair na porrada. existem duas coisas que sempre vão tirar o rapaz do sério — mexerem com as pessoas que ele ama e desrespeitarem a memória do seu pai. não se importa que façam comentários ao seu respeito, mesmo que alguns machuquem sem ele deixar mostrar, o problema está em brincar com aqueles que ele protege.
você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? o quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
ele não liga para coisas pequenas, sabe que erra mais do que qualquer pessoa, então mesmo que fique com raiva no momento, acaba deixando pra lá depois de umas cervejas. mas quando se trata de uma traição, ainda mais de alguém por quem o rapaz tenha consideração, ele vai lembrar pra sempre do que foi feito. recuperar a sua confiança é uma tarefa praticamente impossível porque bunny sente que algo foi quebrado naquele elo, e não existe uma forma do lobisomem conseguir olhar para aquela relação sem enxergar as marcas do passado.
até onde você iria para alcançar seus objetivos? existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
edmund diria que não tem limites, que não liga para quem vai cair no caminho desde que a sua tribo esteja no topo. ele já fez muita coisa que o garoto de dez anos que corria pelas ruas de new jersey teria vergonha de saber, mas ainda assim, existem limites que ele não cruzaria. por mais que sempre agir por impulso faça com que ele acabe machucando as pessoas com quem se importa, isso nunca é feito de forma consciente. ele não trairia seus amigos por ganho pessoal.
já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
inúmeras vezes. nas pistas e no ringue. lá, ele não acredita em regras, está pronto para fazer qualquer coisa pela vitória. não é algo que passa muito tempo pensando porque sempre vai existir uma próxima luta ou corrida, e precisa estar focado. mas já foi desleal também com pessoas inocentes, usando o que sabia sobre elas pela sua própria sobrevivência. não demonstra nenhum receio na hora, mas quando está sozinho, repassa as suas escolhas uma por uma, tentando justificar o que fez.
como você lida com o fracasso? quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
de certa forma, as três opções. fracasso pro bunny é uma maldição familiar. é o que ele viu corroer o pai aos poucos, o que teme ver refletido no espelho. quando algo dá errado, ele sente a pressão no peito como se o mundo estivesse prestes a desmoronar de novo. por dentro, ele se enche de culpa, é duro consigo mesmo, quase cruel. por fora, pode culpar os outros ao seu redor, especialmente quando se trata de uma falha compartilhada. é a raiva pela frustração de ter fracassado. quando a poeira baixa, ele tenta aprender, de verdade, mas as vezes a lição é engolida pela urgência de não parecer fraco na frente dos outros.
A confissão semanal de Beatrice às vezes tomava rumos que nem mesmo a freira poderia esperar. Já viveu dias em que o demônio Marbas desejava tomar seu corpo nesse momento só para apavorar o pobre padre ancião que não fazia ideia do tipo blasfemo de mulher que se ajoelhava a sua frente.
Naquele dia, por exemplo, ela não se deparava com o velho padre Nicholas que sempre estava ali no horário da sexta a noite. A voz do padre que se dirigiu a ela indicava alguém jovem, porém experiente. E quando a pessoa em questão abriu a boca, ela percebeu se tratar de um Nefandi. Alguém que sabia exatamente quem ela era e o que fazia ali.
— Irmã Beatrice, é uma honra poder receber suas confissões hoje. Tem algo em específico que queira compartilhar?
Ela engoliu em seco. Geralmente contava meias-verdades. Fantasiava tudo o que fazia com uma maquiagem colorida para humanos poderem compreender. Mas com um Nefandi, isso não seria necessário. Então, o que diria?
— Perdoe-me, Padre, pois eu pequei.
— Sim é claro, não estaria aqui se não tivesse, não é? Me conte seus pecados, irmã, e tenho certeza que Deus a perdoará após o pagamento da penitência correta.
Ela hesitou. Não fazia ideia de como responder aquilo. Não estava acostumada com aquela casualidade na fala. Quase parecia que não era um padre de verdade ali, e ela considerou apenas virar-se e ir embora, mas decidiu que não era uma boa ideia, diplomaticamente falando.
— Prefere que eu faça perguntas mais diretas, irmã? Assim você pode confessar seus pecados através de suas respostas.
— Seria de grande ajuda, Padre, agradeço.
— Certo certo, então vamos lá.
PS: Esse questionário vai ser respondido de duas formas: a verdade, que Beatrice diz apenas em sua cabeça, e a mentira, que ela usa para manter as aparências.
O quão difícil é te tirar do sério? Qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
Tentou lembrar-se da última vez em que perdeu a calma. Não era incomum que se irritasse, mas costumava saber como se controlar usando de orações ou até mesmo um abertão em seus anéis pontiagudos de penitência até que gotas de sangue estivessem saindo de seus dedos. — O senhor meu Deus não vê com bons olhos quem se irrita facilmente e demonstra isso. Então, não posso ser provocada facilmente, apenas quando O insultam e insultam Seus planos.
Você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? O quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
— Vingança é um ato desonroso cometido por aqueles que não temem uma pós vida queimando no quinto dos infernos. — e ela já tinha sido um desses seres desonrosos. Lembrava-se de perseguir o homem que havia tentado se forçar para ela e não desistir até tirar sua vida com os poderes concedidos pelo demônio Marbas. Lembrava-se do rancor que guardava da Madre Suprema por conta daquela aliança suja e impensada que os colocava a mercê de bestas consumidoras de carne crua e sangue. Ela guardava rancor, sim, e eventualmente se vingava, mas não era algo que uma boa cristã faria. Me perdoe, Deus, pela mentira que estou prestes a contar. — O perdão é não apenas a base das crenças cristãs, como deveria ser o décimo primeiro testamento. Sendo assim, conceder o perdão a quem errou comigo é minha única opção, e a única que eu me prestaria a considerar.
Até onde você iria para alcançar seus objetivos? Existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
Beatrice odiava aquela frase. “Os fins justificam os meios”. Era sempre usada por homens desonrosos e criaturas sem escrúpulos. Lembrava-se de ouvir isso durante a guerra e sempre se irritava. — Nunca colocaria em risco a minha integridade, Padre. Meu corpo é sagrado, um templo que abriga não apenas os mandamentos do nosso Deus todo poderoso e a responsabilidade de espalhar Sua palavra, como também as vontades de meu mestre. Ele conta comigo para que sua marca seja espalhada pelo mundo, e não posso fazer isso se não estiver aqui. Então posso dizer que eu iria longe o suficiente, mas não mais que isso.
Já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? Consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? Se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
Precisou de alguns segundos para decidir sua resposta. O que seria considerado desleal, no caso de alguém que em grandes partes só conseguia seguir ordens o tempo todo? — Sou leal apenas ao Senhor todo poderoso e ao meu mestre. Qualquer atitude que eu tenha tomado em nome deles, mesmo que signifique colocar a faca nas costas de alguém, não passa de uma prova da minha fidelidade a eles. E eu não tenho medo de seguir ordens de ambos.
Como você lida com o fracasso? Quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
— Deus escreve certo por linhas tortas. — dessa vez sua voz saía firme e com convicção. A certeza plena que tinha daquela resposta era um diferencial em relação às outras. — Se um plano não saiu como deveria, é porque Ele tinha seus próprios planos. Não devemos culpar ninguém nesse caso, pois assim estaríamos culpando a Ele e Ele nunca erra.
Terminada a confissão, o padre solicitou que ela rezasse um terço inteiro três vezes, ajoelhada como penitência. E assim o fez, encaixando as correntes em seus anéis pontiagudos e forçando suas mãos a ficarem em posição de oração através das pequenas correntes. Ali, nas mãos restringidas através dos dedos, ela segurava seu terço. Não demorou muito até que tivesse sangue vermelho pelas contas de um branco perolado, certamente um objeto caro.
Mas ela não aparentava perceber ou se importar. Apenas focava em suas orações.
Quando a professora de Annabel sugeriu que Henrique fizesse terapia, ele sentiu como se fosse um ataque pessoal. Raramente se irritava com pessoas que estavam só fazendo seu trabalho, mas havia ficado implícito que ela achava que tinha algo errado com a sua filha e a forma que cuidava dela, então preparava-se para arranjar uma briga quando ela se justificou.
A menina, embora nova com seus apenas três anos de idade, tinha sérios problemas de raiva e constantemente era vista batendo em seus colegas. É claro, ela era só um bebê, mas já dava para perceber esses impulsos muito mais intensos que nas outras crianças. A possibilidade dela ter o gene lobo assustava Henrique, mas ele já estava se preparando para esse caso, pois sabia que as chances eram altas. Por isso, decidiu tentar ao máximo ensiná-la a controlar a raiva antes que o momento de sua primeira transformação chegasse.
O obstáculo era que, para isso, ele mesmo precisava aprender a controlar sua raiva. Por ser mais calmo que a maioria dos lobos, todos julgavam que ele tinha muito controle sobre a própria raiva, mas o caso era outro: apesar de não se irritar muito, quando se irritava, não sabia se controlar. Então, seguiu o conselho da mulher e procurou uma terapeuta. Uma humana associada aos fenris com a qual outros já tinham se consultado, pois sabia que uma psicóloga comum não saberia como ajudá-lo.
Sentou-se na frente da mulher mais nervoso do que costumava ficar em qualquer situação e esperou enquanto ela começava com suas perguntas.
O quão difícil é te tirar do sério? Qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
— É difícil para alguém de nossa espécie dizer que não se irrita facilmente. Nós lobos não somos conhecidos por nossa paciência e é a raiva o sentimento na qual nossa transformação mais se apega. Mas desde muito novo, nunca fui do tipo que perde a calma tão facilmente, como os outros lobos. Não tenho um orgulho inflado por isso não me deixo levar por xingamentos e insultos a minha pessoa, especialmente quando são simples mentiras. Por isso, é um pouco... Complicado para mim me acalmar quando me irrito para valer. Meu pai sempre me ensinou a me controlar, a respirar fundo e controlar minhas emoções ao invés de deixá-las me controlar, e raras foram as vezes que precisei usá-las. Mas se alguém pretende me irritar, se ameaçar minha filha, falar algo desrespeitoso sobre meu pai ou minha irmã, talvez consiga muito mais que isso.
Você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? O quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
— O nível da traição é um tópico importante nesse caso. Eu não sou alguém vingativo, mas chegarei a esse ponto se for para derrubar esses empresários malditos que destroem a natureza em prol de seu próprio lucro. E é claro, jamais deixaria impune qualquer movimento contra a minha família. No mais, sou bem fácil de dar meu perdão a quem eu achar que merece. Guardar rancor é algo que enfraquece a alma. Eu só tenho um único rancor na vida e pretendo manter assim, pois sei que manter esse sentimento me faz fraco dentro desse assunto em específico.
Até onde você iria para alcançar seus objetivos? Existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
— Nunca em hipótese alguma colocaria a vida de alguém que eu amo em risco. Ou a vida de inocentes. Não quero alcançar meus objetivos às custas de pessoas que não fizeram nada contra mim. Só quero prejudicar quem prejudica outras pessoas e criaturas sem remorso.
Já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? Consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? Se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
— Não. Isso iria contra todos os meus princípios. Trair alguém para meu próprio ganho não me faria melhor que aqueles contra quem nós lutamos. Quero alcançar as coisas que almejo mantendo a minha integridade no caminho, não roubando, matando e trapaceando.
Como você lida com o fracasso? Quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
— Eu me decepciono, é claro, como qualquer pessoa normal. Mas não culpo ninguém além de mim mesmo. Se fracassei é porque não me esforcei o suficiente. E não me resta fazer nada além de tentar com mais força da próxima vez.
— Vamos começar? — ele disse, enquanto se sentava de maneira relaxada na frente do entrevistado. Não era do tipo que se envolvia com jornalistas, achava toda a ideia de que as pessoas deviam saber sobre o sobrenatural muito estúpida. Mas, quando um escritor lhe procurou dizendo que sabia sobre os vampiros e que queria escrever um livro de “ficção” baseado na vida de um, deixou seu ego falar mais alto.
O homem pigarreou e começou com suas perguntas.
O quão difícil é te tirar do sério? Qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
Cesare deu uma risada. — Não, não é muito difícil. Mesmo depois de quase cinco séculos caminhando por este mundo, ainda sou um homem vaidoso, sabe. Se me insultam, me sentirei ofendido, especialmente quando não ouvem meus conselhos. Eu sou muito sábio, entende? Todos deveriam me ouvir. Mas a maneira mais fácil de me tirar do sério talvez seja insultar como me visto. Eu tenho um gosto impecável para moda.
Você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? O quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
— Depende de quem foi, do que fez. Posso ser muito misericordioso, entende? Não me deixo levar por pequenos erros cometidos se eles forem uma consequência de uma alma fraca, são naturalmente covardes e se entregam facilmente a chantagens e ameaças. Eles não têm culpa de serem inferiores. Agora, quando foi algo cometido por alguém com plena capacidade de tomar as próprias decisões, gosto de cultivar meu rancor como um jardim de inverno. Com calma, cuidado e delicadeza, deixando-o marinar no meu ódio até o momento certo de executar uma vingança à altura da minha elegância.
Até onde você iria para alcançar seus objetivos? Existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
— Existem muitas linhas que eu não cruzaria, sou um vampiro de muita honra. Só passo por cima de quem for inferior e merecer ser deixado para trás. Não tenho culpa que sou a criatura mais gloriosa viva atualmente e todos estão tão abaixo do meu próprio patamar que o som de seus ossos se quebrando sob meus sapatos não passa de música para meus ouvidos.
Já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? Consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? Se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
— Acho que desleal é uma palavra muito forte. Vocês humanos têm uma noção muito rasa de lealdade e deslealdade, é tudo muito preto no branco. No nosso mundo, as coisas têm tons diferentes de cinza. Não, não sinto culpa por nada, nem tento justificar ações passadas. Eu fiz o que precisei fazer para chegar onde estou. Se não fizesse, teria sido desleal a mim mesmo, e isso não é ainda pior?
Como você lida com o fracasso? Quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
— Novamente, outro conceito humano extremamente raso. Fracasso. O que é fracasso, para você? — o escritor pareceu confuso por ter sido questionado, olhando para os lados de forma nervosa, mesmo não tendo ninguém ali. Cesare se irritou, então continuou, antes que ele dissesse alguma coisa: — Fracasso é algo que só humanos vivem a experiência com tanta intensidade. Para mim, não existe fracasso. Tenho anos de experiência o suficiente atrás de mim e muitos outros a frente para me planejar e considerar todos os pormenores antes de colocar em prática objetivos arriscado. Se algo não sai como planejado, não é minha culpa, pois se tenho uma certeza é que planejei tudo de maneira minuciosa, não é minha culpa que algumas pessoas não sabem seguir roteiros. E é claro, isso também me ensina em quem posso confiar e quem vai me desapontar com o passar do tempo, assim como aprendo quais situações devo tirar proveito e quais não vale a pena me arriscar.
Espero que essas respostas tenham sito satisfatórias para você.
o quão difícil é te tirar do sério? qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? o quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
até onde você iria para alcançar seus objetivos? existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
como você lida com o fracasso? quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
❝ Infelizmente, muito facilmente. Basta falarem do meu casamento de merda e prontos, já fico alterado. ”
❝ Obviamente que prefiro me vingar. Preciso provar pro mundo que Bayode não desceu até a Terra para ser mandando, mas para mandar. Eu encomendo vinganças, doutorx! E para me reconquistar de novo só me provando do que você é capaz por mim. Andarias no sol pelo teu duque? Usaria uma coleira de prata pelo teu duque? Perderias uma presa pelo teu duque? Se sim, então prontos, perdoo-te.”
❝ Eu não tenho medo de nada, muito sinceramente. Então eu iria longe. Depois de tudo que passei para chegar até aqui, nada me corromperá mais do que o que já vivi. ”
❝ Sim, anos atrás. E não me arrependo. Faria tudo de novo. ”
❝ Não nasci para fracassar. Fracassar é para os fracos. Mas se erro, jogo a culpa em outra pessoa. Sou um duque, doutorx. Pessoas importantes fazem isso... ”