We'd remember tonight for the rest of our lives ♦ Selene&Darius
Diante do grande espelho da penteadeira presente em seu quarto, a jovem dama da rainha analisava o ferimento resultante de um misterioso atentado. O corte estava lá, exposto e avermelhado, rente ao couro cabeludo. Já os outros pequeninos ferimentos e hematomas já havia desaparecido quase por completo. Aquele pequeno corte havia sido uma das desculpas que Selene dera para si mesma para não ir ao baile, já que parte da máscara ficaria em cima do machucado. Porém, ela tinha consciência de que estava apenas mentindo para si mesma. O principal motivo para a recusa em ir o baile era que, definitivamente, não conseguiria se divertir. Não conseguiria fingir um sorriso feliz ou fingir que seu coração não doía a cada batida. Queria, pelo menos por um dia, ficar trancada em seu quarto, alimentando-se se deu próprio sofrimento. Mas não. Levantou-se do banco acochado e andou de um lado para o outro em seu cômodo. Mais cedo naquele mesmo dia, tinha decido ficar no quarto, pranteando sua dor. E esta hipótese era concebível há apenas alguns segundos, entretanto, havia algo dentro dela que a impulsionava a se arrumar e ir para aquele baile. Era como uma forte e irrecusável atração.
Cedendo ao magnetismo que a puxava para o salão de festas, Selene ajustou seu vestido ao corpo e ajeitou os cabelos mais uma vez. Iria, afinal. Faria isso por sua prima. Precisava estar lá para ela. Assim como Amelie era a única família que restava à Selene, a jovem também era a única família que restara a rainha. Choramingou ao colocar a máscara dourada, que exatamente como havia previsto, ficara por cima de seu ferimento. Suspirou, aprumando-se e então colocou um sorriso no rosto, pronta para fingir felicidade.
O salão estava esplêndido, todo decorado com peças dourados, o que dava certeza a Selene que de que tal decoração só servia para ostentar o ouro e luxo do reino. Muitas pessoas já dançavam, outras estavam próximas à mesas de bebes e comes. E a lady não sabia para onde iria. Ou que fazer. Talvez dançar com um nobre? A opção era válida, e nem precisou pensar muito a respeito, pois logo um Lord se aproximou dela. “Lady Selene, estais muito bela esta noite” o ouviu dizer, e pelo voz o reconheceu. Lord Stevson. Era um homem agradável na maioria das vezes. Sorriu para ele, agradecendo ao cumprimento. — Obrigada, Lord. — disse com habitual modo doce.












