⚠️ “Nem todo investimento em IA trará retorno”, alerta o CEO do Goldman Sachs
Durante a Italy Tech Week, em Turim, o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, fez um alerta que cortou o ar da euforia com a inteligência artificial:
“O mercado não sobe em linha reta. Muitos dos investimentos feitos hoje em IA nunca darão retorno.”
Nos últimos meses, o entusiasmo em torno da IA empurrou ações de empresas como NVIDIA, Microsoft, Alphabet (Google) e Palantir a patamares quase surreais. Mas, segundo Solomon, essa história soa familiar — como a bolha da internet nos anos 1990.
De 1995 a 2000, o índice S&P 500 subiu por cinco anos seguidos, até que o castelo de expectativas desmoronou. O resultado? Três anos consecutivos de queda, com perdas de até 23 %.
“Foram os melhores e os piores tempos de Wall Street”, relembra Solomon.
“Hoje, o cenário é diferente — mas o perigo da euforia continua o mesmo.”
Solomon, que viveu o crash de 1987, a crise de 2008 e a pandemia, lembra:
“As pessoas se concentram nas boas notícias e ignoram tudo que pode dar errado.”
Segundo a LPL Financial, correções de mercado são parte natural do jogo:
quedas de 5–10 % acontecem 3 vezes por ano;
quedas de 10–20 %, 1 vez por ano;
e bear markets (mais de 20 %) a cada 3 ou 4 anos.
O alerta faz sentido.
A corrida pela IA é real, transformadora e inevitável — mas também repleta de excesso de capital e promessas frágeis. As grandes vencedoras (NVIDIA, Microsoft, OpenAI) têm lucros reais; o resto do mercado, nem tanto.
A IA não é uma bolha. Mas dentro dela, há muitas bolhas.
Investir em tecnologia é acreditar no futuro, mas também lembrar que nenhuma revolução vem sem correção.
O mercado ama promessas, mas o tempo sempre cobra fundamentos.
Entre a euforia e a paciência, é a segunda que costuma vencer.