❛ depois de algumas horas reclamando para o próprio espelho porque c@ralh@0s tinha sido escolhida para lutar em sicília, rouge aquietou. o rosto não tinha mais expressão, porque não tinha saco para expressar o quanto ela repudiava situações como aquelas. e ela se segurava muito para não reclamar ainda mais, mesmo que a garganta jpa começasse a doer. bom para quem não fosse ouvir, pensou. ela podia, inclusive pensar em milhares de razões para desviar o assunto de ter que estar ali. vários deles com comentários hiláricos, que não tinham graça alguma. o cansaço de ter trocado o dia pela noite pela luta intensa do final de segunda ainda assolava o corpo. okay, talvez por isso a garganta doía. fazia sentido, porque rouge raramente externava os pensamentos reais dela. deu de ombros. era o momento de descanso dela, enquanto parte do grupo estava lá fora fazendo o que vieram fazer, ela estava com a cabeça enfiada no grimório, este pouco familiar devido os acontecimentos recentes, mas seu objetivo ainda permanecia ler e reler até conseguir tirar tudo da cabeça. incoscientemente, rouge não percebeu que coçava a própria cabeça ao ponto dos fios vermelhos se desalinharem (e faziam alguns nós, para ter honestidade) enquanto murmurava bem baixo as coisas para si. não podia esconder que, por mais que fosse de sua natureza não se abalar ou não reagir, ela ainda remoía para si mesma o medo de morrer a qualquer momento em batalha. por sorte, sobreviveu ao primeiro dia. não sabia se teria sorte nos dias seguintes até os surto se conter. então, a voz era um pouco craquelada, ainda audível por mais que baixinha. balançou a cabeça enquanto tremia um pouco, frio. nisso, pôde olhar para o lado, claramente alguém próximo o suficiente para escutar as coisas desconexas e situação desprezível que ela deixava escapar minimamente. “viu alguma coisa?”, o tom não era grosso. pelo contrário, era tão frio quanto distante. “não viu nada, né?” o seguinte acompanhava de uma fala falsa, ela apenas esperava uma confirmação de que o outro não tinha visto nada. a cabeça pendeu um pouco para trás, e, logo após, estava esticando um pouco o pescoço para os lados. “não é como se eu tivesse muita coisa para fazer com a cabeça sem nada e um número surpreenmente igual de coisas para fazer senão morrer lá fora. ou morrer tentanto.” errou o ditado, não proposital. ela era terrível com ditados. ❜