Lágrimas de uma borboleta
De um mundo que mais parecia fundo, uma pequena lagarta surgiu. Andar, andar, andar.
Ainda lagarta sou? Borboleta queria ser.. mas andando eu vou, até o amanhecer.
Lágrimas por favor saiam!
Mundo por favor gire!
Pessoas por favor amem!
Seres compreendam!
Sol por favor ilumine! Antes que eu grite.
Querer e não poder cantar, ter que ouvir, comprimir, apenas aguentar falar.
Lágrimas, ainda permanecem aí? Escorram, por favor saiam daqui!
Quero ser alguém e um dia poder voar, mas essas lágrimas insistem em pesar.
Quero ser alguém e conseguir cantar, mas essa voz gasguita, comprimida, presa. Que também quer voar. Nem asas ao menos tens? É, lagarta ainda sou também.
No outro mundo longínquo, mas que a luz não deixa esconder, ouço música e que bela. Por isso continuarei a andar, correr.
Que mundo belo, será real? Tão perfeito para um casulo, ó que belo mundo.
Ainda lagarta sou? Borboleta queria ser... mas esperar eu vou, até o amanhecer.
Lágrimas, vocês realmente não sairão? Queria voar, mas vocês não deixarão.
Asas já tenho, o que mais falta? Será a liberdade? Talvez esteja presa em minha alma.
Liberte-se! Infelizmente não posso. Um muito ainda me pesa.
Essas lágrimas infelizes, que não querem ser libertas.
De um mundo que mais parecia tudo, uma grande Borboleta surgiu. Voar, voar, voar.
Que leveza!
Como é bom a liberdade.