Estamos em constante mudança.
Crescemos, mudamos, tudo se transforma, o tempo nunca para, o mundo muda. E é estranho pensar que não somos mais quem éramos á apenas duas semanas atrás. E tudo o que nos resta são as lembranças dos bons momentos.
Estamos sempre em colisão, com nós mesmos do passado, com nossos planos, com nossas vidas e com as vidas de outras pessoas também. E todas as mudanças são drásticas, levam a caminhos que jamais percorreríamos em diferentes situações, as escolhas nos trazem consequências que nem sempre estamos preparados para arcar.
A vida é uma grande incerteza, e incerteza gera medo e o medo trava, prende no mesmo lugar impedindo de avançar. Se apenas conseguíssemos entender que a roda da fortuna gira e tudo que começa tem de ter um final não nos prenderíamos tanto aos "adeus" e agradeceríamos por termos tido a oportunidade de viver, desfrutar do que temos nas mãos, dos detalhes que passam despercebidos, do toque, olharíamos mais nos olhos e menos nos celulares, do timbre da voz, dos segredos que são contados nas madrugadas.
Eis aqui, minha última carta á ti, já fomos poeira estelar que em um impacto se encontraram e agora somos um amontoado de átomos e células que morrem e nascem a cada instante. Quando nossos corpos colidiram, encontramos abrigo no peito faminto por um sentimento desconhecido e ali ficamos, parados, rezando para que jamais tivesse um fim. Agora que tudo acabou meu corpo ainda sente os prejuízos da explosão.
Somos como o x da equação, vivemos em busca de uma solução da qual nem conhecemos o problema, mas ainda sim sabemos, lá no fundo que há uma chance, uma fagulha.
Hoje eu sei que estamos em constante mudança, e a menina que conheceu á um ano atrás é somente meu passado, e esse é o caminho para ser quem eu sou. O você que eu conheci, já não é mais o mesmo, então devo estar sempre me permitindo conhecer-te novamente. E quem sabe as retas que antes eram paralelas venham a se cruzar novamente.