Meu próprio prefácio, sobre meu próprio texto:
Primeiro, eu achei esse título bacanudo - ponto.
Eu o escolhi antes de sequer escrever qualquer palavra ou vírgula do texto a seguir, mas, e apenas, baseado em 15 minutos de total e pessoal introspectividade durante o trânsito pra casa, depois, claro, de 2 horas de discussão intensa, a ponto do garçom ficar "de prontidão" à mesa, aguardando mediar algum possível enfrentamento corporal.
A questão inicial era (na minha cabeça e baseada na imparcialidade mediadora):
"Na visão dos réus, os Defensores Públicos são a pior escolha perante os Defensores Privados"
(Maiúsculas para indicar dois seres, ou grupos dos mesmo, individuais, ainda que em grupos).
Iniciamos a discussão, sem qualquer pré-requisito ou até mesmo indicação de que seria realmente uma defesa de partes, e terminamos com a defesa dos Defensores Públicos e a desdefesa (sic) dos mesmos.
A visão a qual combati era de que os Defensores Públicos eram a melhor escolha, já que, na visão do discursante, eles tinham uma posição mais "ética" e, por isso entenderia-se mais correta, sobre o ato julgado.
No caso, o ato julgado era o mensalão, e os réus os atores (posso chamá-los assim?).
Assucedeusse (linguagem jurídica popular dos povos oriundos da população em geral) que ao longo da discussão, minha defesa se baseou em "quebrar" as teses ou afirmações citadas pelo discursante. O que em si, sabendo que se tratava de um casal - discursante e debatedor - não é lá uma boa ideia, ou ainda, não teria um final conciso, ou pelo menos, nada agradável ao debatedor. Em palavras mais (in)diretas - No sex today.
Ainda assim ambos dissertaram.
Ignorando totalmente as duas horas dissertativas entre discursante e debatedor, a conclusão não foi de conciliação, o que, imagino, seja de se esperar - já que o título induz à ideia de mediação.
Ao contrário - e é aqui em que me baseio para o texto, e os 15 minutos de pensamento introspectivo - a conciliação se apresentou justamente na falta de conciliação, e explico-me:
A posição defendida féticamente (o acento, por minha conta, afim de indicar "base na fé") não alterou seus argumentos durante todas as 2 horas da discussão, enquanto minha posição foi de quebrar a fé, sem manter uma posição fixa, ou seja, "acreditar indiscriminadamente" versus "total imparcialidade", nesse caso do certo ou do errado.
(Me seguro à afirmar - e por escrever entre parênteses, não me segurei - que a falta de fé leva a total e pura imparcialidade)
Minha conclusão final, e apenas minha, é de que a total imparcialidade de uma parte em uma discussão leva a falta de conciliação, já que, esperasse, discursante e debatedor tenham posições contrárias e fixas, para que então um mediador, um terceiro, possa indicar a vencedora, e veja, ainda assim não alterando as posições defendidas. Aqui entende-se a existência de julgamentos, um acusador, um defensor e um juiz.
Resumindo (ufa), a discussão em si, entre duas posições, não leva a nada!
Minha conclusão (opa) totalmente imparcial, é que o melhor meio de solução entre duas posições é um embate ímpar - esqueça livros como "Aprendendo a Ganhar" ou "Vencendo uma Discussão" ou ainda "Como Chegar ao Sim", aqui indico treinar "par ou ímpar" ou "joquempô".