Ele tinha olhos lindos.
Olhos que acompanhavam letras e linhas de cada página que lia, que seguiam tudo que movimentasse seu centro de existência. Eram possuidores de certo brilho dourado capaz de envolver e capturar o ar, decifrando momentos perdidos entre uma troca de palavras. Olhos brilhantes que se acendiam por alegria, dor, solidão, compreensão, olhos que queimavam como fogo na pele. Olhos que pareciam entender.














