El Chaltén - Argentina
Chegamos em El Chaltén no dia 16 de janeiro. El Chaltén é uma das cidades sobre as quais recaía uma grande expectativa, vez que é conhecida como a capital argentina do trekking.
El Chaltén fica na província argentina de Santa Cruz, aos pés da Cordilheira dos Andes, possuindo 1.627 habitantes em seu único quilômetro quadrado de extensão.
Chegamos lá já eram 19 horas. Munidos do nome do Hostel e de seu endereço, saímos da rodoviária para tomar um taxi até lá. Para nossa surpresa, não haviam táxis na rodoviária, motivo pelo qual saímos caminhando a esmo pelas poucas e pacatas ruas da cidade.
Depois de pouco tempo de caminhada e algumas informações desencontradas, chegamos ao Hostel Aylen Aike.
O Hostel era bem confortável, custando a média dos demais que passamos até agora, 140 pesos.
No entanto, o Hostel pecou em dois pontos decisivos. O primeiro foi a internet, que para nos que estamos longe de casa é muito importante. Ela não funcionava direito, era muito lerda e só pegava fora do Hostel, o que inviabilizava o uso. O segundo e pior dos pontos foi o chuveiro. O Hostel conta com duas caldeiras para o aquecimento da água, porém, uma delas quebrou e ainda não foi arrumada. Aí você começava a tomar banho quentinho, e de repente o chuveiro dava uma cuspida e mandava um jato de água fria, o que é muito desagradável no frio que faz por estas bandas.
Chegamos no Hostel e ja nos informamos com o dono sobre os passeios disponíveis na cidade. Depois, saímos para jantar, tendo parado em uma padaria próxima ao Hostel, chamada Que Ryca, na qual comemos bife de chorizo (o original) com batatas fritas, ao custo de 120 pesos cada um.
Durante o jantar, planejamos fazer uma trilha nos entoemos do Cerro Fitz Roy, indicada pelo dono do Hostel, não para o dia seguinte, mas depois.
Jantamos e voltamos para o Hostel, onde tomamos uma garrafa de vinho tinto comprada em um kiosko que ficava no caminho.
Acordamos lá pelas 10 horas, tendo o dono do Hostel nos informado que o dia estava perfeito para o trekking que tínhamos planejado para o outro dia, o que nos animou a fazê-lo antes do planejado.
O dia estava realmente muito bonito, com céu claro e pouco vento. Para começarmos o trekking, deveríamos ir de taxi até outro Hostel, distante 17 quilômetros de El Chalten.
Antes de sairmos, paramos comer em um lugar chamado Porter, que faz uns hambúrgueres enormes e meio baratos, 60 pesos cada um.
Como o dia estava bom para trekking, foi difícil arrumar um taxi, pois haviam muitas pessoas indo para as montanhas. Depois de algumas ligações, o dono do Hostel descolou uma caminhonete que nos levaria. A corrida custou 200 pesos, tendo o motorista nos deixado na entrada da trilha, que fica ao lado da Hosteria El Pilar, parando antes para uma foto.
Dali, começamos a caminhada de 15 quilômetros que, passando pelos entornos do Cerro Fitz Roy, nos levaria de volta a El Chalten. Começamos lá pelas 13 horas (ps: os 5,5 mencionados na placa dizem respeito somente a primeira parte do percurso, que vai da Hosteria El Pilar até o Acampamento Poincenot).
No começo, parece uma caminhada no bosque, até que começam os desníveis que sobem e descem por quilômetros. Depois de uma hora e meia de caminhada, chegamos ao primeiro mirante, da onde pudemos apreciar a primeira e já impressionante vista do Cerro Fitz Roy e do Glaciar Piedras Blancas.
O Cerro Fitz Roy possui 3.375 metros de altitude. Apesar da altura ser relativamente baixa comparada com outros picos da região, segundo foi nos informado, o Cerro Fitz Roy é um dos mais difíceis de ser escalado, por conta das suas paredes verticais e do clima peculiar da região.
Nós realmente demos muita sorte no que diz respeito ao tempo. Pegamos um dia de tempo limpo e sol alto. Segundo o dono do Hostel, fazia mais de um mês que não fazia um dia bonito como aquele em El Chalten.
Do mirante, apreciamos o Cerro por algum tempo e continuamos o trekking. Depois de mais algumas horas de caminhada, chegamos ao acampamento Poincenot, onde se encontravam varias pessoas.
Durante a cainhada, apreciamos varias vistas não só do Cerro Fitz Roy, mas de toda a região. Do acampamento Poincenot, continuamos a caminhada morro acima.
A idéia original era subir até um local chamado Laguna De Los Tres, porém, ao chegarmos no refúgio de montanha nos deparamos com uma placa que indicava o tempo médio de 2 horas de caminhada para chegar. Por conta da hora, decidimos não subir, vez que já eram 17 horas e se subíssemos so voltaríamos ao refúgio as 21 horas, o que significava voltar para El Chalten durante a noite, no meio do mato.
Perto do refúgio, abastecemos as garrafas de água em um córrego que passava por ali, de água potável que desce direto da montanha. Antes de voltar, paramos no refúgio e comemos alguns sanduíches que levamos na mochila.
Voltamos ao acampamento e de lá pegamos a trilha para El Chalten. Depois de mais umas horas de caminhada, sempre parando para tirar fotos nos mirantes existentes, chegamos na cidade. Antes de ir para o Hostel, paramos em uma cafeteira próxima ao final da trilha, onde comemos whaffels e tomamos café.
De lá, voltamos para o Hostel para tomar banho e depois fomos mais uma vez ao Porter para tomar uma cerveja.
No Porter, tomamos uma ceveja artesanal chamada Supay, fabricada ali mesmo em El Chalten. No bar, nos deparamos com um cartaz de um filme que foi gravado na cidade, sobre um grupo de alpinistas que escalaram livremente o Cerro Torre, considerado por muitos alpinistas o mais difícil do mundo.
Coincidentemente, o lançamento especial do filme para a cidade estava ocorrendo naquela noite, mais precisamente dentro de 10 minutos. Pagamos a conta e corremos para o ginásio de esportes local, onde foi instalado um telão para que a população pudesse assistir ao filme.
Haviam muitas pessoas no local, mas arrumamos uns lugares no chão mesmo, bem na frente da tela, do qual assistimos o filme.
O filme é realmente muito bom, narrando toda a trajetória da montanha e dos alpinistas que a escalaram, bem como as controversias que cercam a escala de Cesare Maestri, primeiro a escalar livremente o Cerro Torre, em 1959.
Após, são mostradas as varias tentativas de David Lama de escalar a montanha livremente, até a derradeira escalada realizada em fevereiro de 2010, quando atingiu seu intento.
Depois do filme, os espectadores foram chamados a frente pois David Lama estaria autografando pôsteres do filme. Como ja estávamos na frente, eu e o Vini se enfiamos no meio do muvuca e saímos de lá com dois pôsteres.
Saímos do ginásio comunal e comemos umas empadas em um restaurante porco pra caramba que tinha ali perto, para depois irmos até um bar próximo ao Hostel, onde ficamos umas duas horas antes de ir dormir.
No outro dia, acordamos perto do meio dia, fizemos check out no Hostel e fomos pra rodoviária, onde tomamos um ônibus as 13 horas rumo a El Calafate.












