Resumo do dia: duas obras de arte, apenas mais duas oportunidades
Hoje (como ontem) foi mais um dia vida louca meio corrido, mas acho que o resultado no todo foi um pouco melhor que ontem.
Bom, além de aula de Processo Penal (ai, céus) e almoçar com minha melhor amiga, ainda consegui espremer um monte de coisa no dia. Como ontem, procurei primeiro encaixar alguns filmes da 36ª Mostra Internacional de Cinema na minha programação. A minha decisão em relação aos filmes da Mostra que vou ver estão sendo uma mistura dos horários que posso com os filmes que quero (com o primeiro critério, infelizmente, dominando quase sempre), então sempre rolam umas confusões na hora de montar minha programação (falo sobre isso com calma depois).
Ontem, por exemplo, acabei vendo dois filmes beeeem diferentes - o dinamarquês Alimente-me com suas palavras e o norueguês O quase homem. Enquanto o primeiro é bem intrigante e tinha uma estrutura digna de nota, o segundo é sem sal até dizer chega.
Então, originalmente meu plano para hoje era assistir um filme japonês chamado Rio às 14h, e depois um documentário sobre o grupo de arte-guerrilha Voina (que amo, aliás) às 16h00. Acontece que tudo deu caquinha porque perdi o horário das 14h. Aí surtei, fui pro Centro Cultural buscar um livros que precisava pegar emprestado.
Conclusão: fui parar numa sessão do filme Em Família. Não me arrependi nem um pouco - o filme demora um pouco pra engatar, mas ele consegue contar uma história que está caindo no senso comum (casal de mesmo sexo, um dos cônjuges sobrevive o outro e precisa lutar pela custódia do filho do casal) de uma forma que sai totalmente do esperado. Algumas cenas (como uma passagem na cozinha da casa, logo após a morte em questão) são pura poesia, e o desfecho também quebra com nossas expectativas. Recomendo muito - só vai ser exibido mais duas vezes na mostra, então corra.
Depois, corri para a Livraria da Vila da Lorena, para o lançamento do livro Metamorfoses Privadas, do Rui Xavier. Confissão nº 1: não conhecia até hoje a Livraria da Vila da Lorena - acho que já fui em outra, mas não lembro qual.
Confissão nº 2: não gostei do da Lorena. Pronto, falei. Não é acolhedor, me senti em uma loja de cristais ou um antiquário, sei lá, tem um ar meio burguês e dá a sensação de que você não deve tocar nos livros (aliás, de que você não deve tocar em nada). O contrário do que espero de uma livraria (ou de qualquer ambiente que abrigue cultura, aliás).
De lá, corri (é, vocês tão vendo que o dia não foi fácil) para o Sesc Consolação para ver DentroFora. Sorte minha! A peça é muito simples e mesmo assim muito impactante (diferente de umas produções bem maiores que vi recentemente). O grande destaque é a interpretação - o olhar vivaz que a personagem lança à plateia ao final da peça, que contrasta com seus movimento mecanizados até então, é de gelar os ossos.
Má notícia: também só há mais duas apresentações, segunda e terça que vem. Hora de correr para ver!








