Eu rezo à ovelha Infame e obediente Revolta fala adocicada Temperamento rosa vermelha Ao espectador, expectativas Que foram expectoradas Em rodas de mexeriqueiros Pronta a calcificar um novo mito à opinião lúdica Se eu for despedida em um piscar de olhos Saiba, que engoli os punhos com minha farta carne Se eu desaparecer, saiba que rasteiramente Tiraram-me a vida, em troca de um feitio de Caim Meu desgosto pertence ao apêndice Que condiciona verbetes plácidos O heroísmo inviável e por isso impossível Celebrado em fogueiras de vaidades Inquestionável virtude Rachaduras no mitema pés de barro Bailando com pesadelos Fantasiados de um Apolo ameno Eu sangrei em teu batom O último beijo confissão E ardera como um tiro Desnorteando-me de meu filo E a conjugação era doce Sua queda, uma contemplação Meu instinto, a derradeira certeza Agora filo arisco, és pai de todo o medo Sinônimo e sintoma Em uma ferrugem que lhe corrói Teu nome, ante tributo Hoje, puramente um insulto...
Olhos Saltados, Pierrot Ruivo











