Em meu mar não mergulhará aquele que, por tristeza, me fizer desaguar pelos olhos.
Felipo Rolim.
seen from United States
seen from China
seen from United States
seen from China
seen from Georgia
seen from Macao SAR China
seen from Peru

seen from Sweden
seen from United States

seen from Australia
seen from China
seen from China
seen from China

seen from United States
seen from Japan

seen from United States
seen from Brazil
seen from Taiwan
seen from United Kingdom
seen from United States
Em meu mar não mergulhará aquele que, por tristeza, me fizer desaguar pelos olhos.
Felipo Rolim.
DESAGUAR. 10
Hoje mergulhei em mim a procura de algo novo ou a redescoberta do conhecido. Venta em minhas profundezas ao mesmo tempo que borbulha o quebrar das ondas, me sentir despedaça a angústia na raiz do ser e acaba com o que germina no grão da terra, transforma as falhas em folhas secas para reinventar a construção de ser quem si é, desde o verdadeiro princípio.
Me embalo no balançar de Cage The Elephant com o soprar das nuvens à mercê do céu junto ao tempo. Os cílios abraçam com delicadeza o fascínio do olhar que agarra com as mãos a beleza de saber enxergar as coisas não vistas pressas no agora. A dor no calcanhar vira líquido em minha boca, ácido aquoso colecionador de fracassos e plágio do que se origina do pecado embaralhado no solo dos atos da carne. Podridão desenfreada que jaz mais que tu razão, quando te encontrar em minhas veias sobre o mar de sangue que pulsa o meu coração, a pigmentação que enlaça a minha alma mudará o caminho errado que a bússola falha nos dar.
Cobri meus olhos em direção aos teus passos A vontade abrupta rachava pupilas A prática fama fomentava uma faminta criança Morre a vida vadia, vadiando em esquinas Turismólogo tato Procurando teu viés Em outros corpos bárbaros Proseando concretismos de prosódias Necrofilia cinéfila Transando verbos rosebuds E matéria noir noviça O fatal aqui seria a ala intelectual O vidente vingativo Rogava maus amantes Em momentos de previsão Proclamada de derradeiro amor Imaturo provérbio Foco visão turva A orelha do porco era a fala Agonizante da visceralidade oriunda Imaculado corpo Tens fissuras por desgaste A carcaça prova o sal do tempo Amaldiçoe a cirurgiã que lhe negava da boca pra fora... Densos cosmos orbitando em meus olhos Abaixo vê-se buracos negros Fixados e transpassados em peles Resultando em olheiras marítimas O niilismo parece o fim funesto Onde há de desaguar toda a valsa de infância Confinados em umbigos amados e amargos Por um fetiche criterioso, o infame come de nós, como o verme...
Auto Bacamarte, Pierrot Ruivo
As vezes é bom soltar do cárcere a emoção acorrentada, para pintar o íntimo com a cor que se desgastou
As borboletas morreram afogadas no suco gástrico do meu estômago, por isso o mal estar
Os seres que vivem mergulhados no seu mundinho morrem em si e renascem no choro.
DESAGUAR. 09
A rotina me tira as cores da criatividade com as palavras. Consigo ver com a cabeça erguida as suas folhas jogadas pelo céu do raciocínio. Alguns segundos brilha feito chama nas sombras das árvores enraizadas nas ilusões inerentes a mim, mas se apaga tão rápido que a escuridão vira mar. Eu sei que ela está aqui pelo princípio do zumbido que cala a voz dos pensamentos, mas como mosca se afasta com o susto do balanço das minhas mãos. Oh querida, se soubesse como a quero engolir para aperfeiçoar o fascínio da arte os propósitos da razão, me beijaria a boca com desejo fugaz de ser entendida.
Call me
Honey, me conte o que vem fazendo cócegas nos teus ouvidos. A música que não sai do play e as graças dos dias que inspiram o teu riso.