Aninhei-me em meu próprio peito e me permiti sentir a dor. Uma pequena fração daquele sentimento que fica engasgado na garganta de vez em quando, mas que é melhor colocar para fora do que deixar entalado. As flores do meu jardim tinham sua essência perfumada, mas eu havia me esquecido dos espinhos. Eles cortaram e sangraram minha alma, que com a dor, esmiuçou. Deixei regar com as lágrimas a doce terra do meu quintal. E permiti que novos brotos semeassem com a luz do sol.














