Você vem e vai, e dói. E eu sempre fico, dada um nó, sangrando enquanto você sorri.
reg
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Você vem e vai, e dói. E eu sempre fico, dada um nó, sangrando enquanto você sorri.
reg
Não siga o roteiro. Te digo isso com a voz séria e firme. Não siga o roteiro, por favor. Deixe que nós escrevamos nossa história. Deixe que eu te mime, enquanto você assiste a tv. Não gosto de pensar que teremos um fim. Não gosto de me imaginar fazendo supermercado sozinha. Não gosto de te imaginar só. Mas sei que ficaremos assim. Longe um cadinho, longe o suficiente pra dor me rasgar ao meio. Não me diga que tens que partir, que não dá mais ou que cansou. Diga-me que vai tentar mais um pouco, que nós valemos a pena. Diga, amor, que vai ficar. Diga que nós seremos como o casal daquele filme: tenta, tenta ficar juntos até o final, e ficam. Unem-se não por alianças ou matrimônio, mas pelo sangue que brota de seus ferimentos. Morreram juntos. E eu choro um pouco, calo um pouco mais e te olho. Não quero que a gente morra, longe disso! Mas quero ficar com você, dizendo que vai ser eterno, por quê eu não consigo te dizer que o pra sempre não exista. Faça com exista, por favor, faça. Então você me olha e pergunta por quê diabos estou te encarando com o olhar triste, e eu te digo: não siga o roteiro, amor.
Não siga o roteiro, amor.
Laisse Ribeiro
Fiquei esperando você voltar. Me pedindo pra voltar. Com o abraço quente que eu sempre gostei tanto. Desmarquei os compromissos do sábado à noite, e fiquei do lado do telefone. Talvez você ligasse, perguntando se poderia ir me ver. Minha resposta seria um sim imediato, mesmo que isso me fizesse parecer desesperada. Aliás, eu estava desesperada. Louca pra você tocar a campainha, ou só bater no portão com os três toques que você sempre dá. Louca pra você aparecer, pra nós tomarmos um suco de laranja comendo pão de queijo. Louca pra ficar deitada no teu colo. Pra ficar te olhando enquanto você assistia alguma coisa que passava na tv. Louca pra você dizer que eu sou a tua princesa, tua vida ou algo clichê do tipo. Mas você não veio e não ligou. E foi mais um sábado desperdiçado. Seu idiota!
Desconhecido
Você, que eu sempre quis que ficasse, foi embora. Você, que eu nunca esperei, chegou. E eu, que jurei nunca mais gostar de alguém, hoje, entrego-te meu coração.
Laisse Ribeiro