Día 95: Se debe aprender a dar noticias malas y buenas, no importa quien sea, las cosas se dicen de frente, sin rodeos.
Un Chico Escribiendo.
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Día 95: Se debe aprender a dar noticias malas y buenas, no importa quien sea, las cosas se dicen de frente, sin rodeos.
Un Chico Escribiendo.
95-Uma música que você considera simples
Maria Rita - Samba Meu
Dia 95
Hoje tive uma discussão comigo próprio na minha cabeça( outra das possibilidades para quando estamos sozinhos). De realçar que, para mim, discussão não é um diálogo negativo ou com fins prejudiciais, é um debate entre duas opiniões diferentes e os seus respectivos defensores. E hoje a minha mente estava divida em dois.
A questão era: Será que, se nós damos a alguém muito amor, muito carinho, muita atenção, muita preocupação, se damos muito de nós e a pessoa não corresponde tanto ou não corresponde mesmo nada ( e não falo de relações amorosas atenção) será melhor continuar a dar o melhor de nós ou ir lentamente afastando a situação e doseando a quantidade de energia positiva que passamos?
À primeira vista, pelo menos para parte do meu cérebro, a resposta parece simples. Sim, devemos. Não importa se o outro retribuí ou não. Fazemos porque somos boas pessoas e queremos o bem-estar da pessoa. Fazemos porque mesmo que as pessoas não façam por nós, gostamos de ver o sentimento de felicidade na pessoa desencadeado pela nossa acção, conversa ou energia. Fazemos porque, mesmo que eles não tenha qualquer reacção, é o correcto a fazer. Senti-mo-nos bem com isso e é a atitude certa. Fazê-mo-lo e continuamos a fazer porque se nos damos a alguém( a nós e a tudo o que nos envolve) é porque não esperamos nada em troca. Não esperamos que eles tenham a mesma necessidade e reacção porque nos damos simplesmente pelo prazer de nos dar, de ser para o outro.
Mas a verdade é que nós queremos resposta. Ou não. Não sei.
Quando nos damos a alguém parte de nós pede sempre para o amigo/amiga/familiar/namorada/namorado/marido/mulher/desconhecido perceber esta acção, reconhecê-la e retribuí-la. Demos toda a nossa atenção aquela pessoa. Passamos horas a preparar algo para ela. Queremos esse tempo de volta na forma de atenção do outro. Agimos por interesse. Gostávamos que alguém percebesse isso e nos fizesse aquilo que fazemos aos outros. Mas como isso não acontece ficamos magoados. Porque se não o fazem é porque não gostam de nós, ou até porque não é a maneira de ser deles, mas isso é um problema dos outros. Alterem a sua maneira de ser. Se eu dou, quero receber. E se não recebo vou deixar de dar. Assim não me magoo, não me chateio nem me desiludo.
Pois.
Isso para mim não resulta.
Não que tenha chegado a uma conclusão brilhante que resolva o dilema mas o que me apercebi foi que me dou às pessoas muitas vezes. E não sou o único. Tu e os que te rodeiam também o fazem. E ainda bem. Mas o que me apercebi foi que, pessoalmente, sim, há vezes em que sinto que o amigo/amiga/familiar/namorada/namorado/marido/mulher/desconhecido podia retribuir alguma da energia que depositei nele, mas se não o fizer não é assim tão mau. Pode doer um pouco porque sou humano e dar simplesmente é difícil mas apenas por pequenos momentos. Porque a alegria de ter uma mente tranquila, com um amor próprio e com uma sensação de bem-estar satisfaz qualquer necessidade. Porque chegar ao fim do dia e saber que não desisti e que fiz a coisa certa dá muito mais prazer que ver que fui egoísta e que me afastei.
Porque acredito que o ser humano vai conseguir chegar ao patamar de um dia, dar-mos sem receber nada em troca. Sermos para o outro. Dar-mos ao outro. Viver com o outro. Positivar o outro. Amor o outro.
Porque acredito numa plenitude humana. Num amor tão grande que liga todos os seres humanos numa corrente de força e de apoio mútuo.
Um dia em que vou dar simplesmente por dar e em nenhum momento vou precisar de receber.
Porque sou feliz assim.
Dia 95: A primeira música que vier na sua cabeça.
Bad Boy - BigBang;
Naquela noite eu fui tão duro com você Eu realmente não achei que você ia me deixar Uma simples frase como "eu sinto muito" Se tornou tão difícil para mim, o que nos levou ao nosso fim já que eu sou tão temperamental Lutamos inúmeras vezes por coisas inacreditavelmente pequenas Eu fiz você chorar e me deixar E eu fiquei olhando e pensando: "Ela voltará amanha" Me convencendo de que "ela voltará na manhã seguinte'' Amor, eu não posso, eu não posso porque sou muito mau Eu queria tratá-la melhor, mas é difícil Todo dia e toda noite, eu sou muito mau, Porque é assim que eu sou e eu sinto muito (...)
Coloquei um trecho enorme porque gosto muito desta música, como gosto de escrever, ela me inspirou muito para um dos meus projetos. É uma das minhas preferidas do BigBang. E a escolhi porque estava ouvindo agora pouco.