Minha hora favorita do dia chegou... Escrever.
Passo o dia pensando no que direi à noite, qual será o tema do dia, ou simplesmente, em algumas palavras que gostaria de usar quando tivesse tempo para chegar aqui...
"Aquele viado que me fechou!" "Porque motoristas não conseguem simplesmente acionar as setas?" "Porque eu vivo pensando nela?"
São perguntas, afirmações, reflexões, tentativas, tudo para tentar explicar como me sinto. Por partes e convenções que chamo de etapas... Meu dia é dividido nelas!
Pela manhã meus cinquenta metros com barreiras, de arrumar-me para o trabalho, arrumar o Théo para ir à creche, tomar café da manhã, e, chegar ao trabalho sem me chocar contra nenhum carro no caminho.
Assim que chego à empresa, vem Triatlo... Atender bem, sorriso na voz e competência dinâmica, tudo no mesmo pacote. Mas, eu sempre faço pentatlo... Além do triatlo (que algumas pessoas com as quais trabalhei nem fazem uso) ainda procuro aprender sempre, e, lidar bem com o meio de trabalho.
O verdadeiro caos aparece, na minha prova mais complicada do dia... Chegar em casa inteira, sem ofender antepassados demais no caminho... Eu sou uma motorista boa e tranquila, em 85% do tempo, procuro não arrastar filas e filas de motoqueiros atrás de mim, e, nunca avancei um mísero semáforo nesses 7 anos de pilotagem! Mas, uma coisa que realmente me irrita, é o tal do motorista inútil, que consegue não trocar de faixas, atrapalhar as duas (Anterior e futura) e fechar corredor! Esse... Ah, esse ouve coisas hediondas! E, nem é pelo costumeiro uso de palavrões, eu raramente falo, é porque merece mesmo! O meu direito termina, onde começa o do outro... Fica complicado viver em sociedade se eu não tenho essa consciência!
Aí, vem o fulano de merda! Pula faixas como se estivesse na Nascar, e, se acha no direito de fechar quem seja, de fazer o que der na telha... Eu sinceramente reprovo, condeno e não escondo que acho errado. Depois de ser fechada por um caminhão, três meses atrás eu finalmente aprendi a usar a buzina... E, faço uma sinfonia divina, que irrita inclusive à mim, quando começa. Mas, que além de constranger, deixa a pessoa desesperada por uma saída.
Esse meu meio quilômetro com barreiras, geralmente é onde me sinto mais vulnerável. Já ouviram dizer que animal encurralado é mais perigoso que animal solto? A onça solta na selva, quando ouve um disparo sai à passos largos, já o leão enjaulado, ruge e avança no pescoço de quem disparou. É mais ou menos isso comigo. Me sinto encurralada e sem rumo, quando esse tipo de coisa acontece, e, o que eu faço? Ah, qual é, sou um animal de savana preso num corpo humano!
Eu me debato, grito, rio, xingo, e, num momento essa fúria cega some e volto a ser Alice de novo!
Acho que enquanto dirigir, isso vai acontecer, hora ou outra, vou trombar (Espero que seja apenas em metáfora), com um imbecil que não honra a habilitação que possui. Enquanto isso, vou levando a vida, pra que ela não me leve para onde não desejo ir!