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Era uma vez um Criador que se formou de algum modo que ninguém sabe, mas já existiam muitos outros antes dele, tanto abaixo quanto acima dele em hierarquias. Mas, Quem se interessava por isso? Esses eram planos altos demais até para as fadas! E altos demais até para a Beanshee, cujo o plano mais alto para ela era o plano das estrelas que, segundo com o que sabia, era a poeira deixada por aqueles dos planos mais altos. Será que existia a morte além daquele limite que a Beanshee poderia ir? Tudo indicava que sim, mas existia alguém com a função da Beanshee? Talvez sim. Mas, por que se preocupar com os planos altos se sua função é ficar no plano material? Porque Beanshee, mesmo sendo algo raso, só com a função de alertar a morte, ainda sonhava em um dia ser algo além de "um arauto". O criador que a pariu certamente deve tê-la usada como teste e esse teste deu errado e, com pena de sumir com sua existência, transformou-a. Claro, Beanshee não pensava nisso, mas era uma possibilidade! Por qual outra razão teria formas femininas? Por que tinha algumas pequenas ambições e ás vezes se surpreendia? E por que sentia um pouco de pena dos mortais? Seu Criador deve ter lhe dado sentimentos, só não ensinou a usá-los. E não lhe deu personalidade. Não lhe deu um ego real. Hoje, nada iria ocorrer. Era o dia da calmaria antes da invasão que viria ocorrer de surpresa nos portos de Arzallum. Tinha tempo! Tinha um tempo para ir ao plano mais alto que conhecia e tentar ultrapassá-lo! Pensando bem, não deveria nem tentar, pois era inútil. Não fora feita para ir a planos onde não tinha necessidade de ação, mesmo que ainda tivesse a chance de ir à Aramis e ao Reino das fadas comandadas por Titânia. E foi por não tentar que algo ocorreu. Não era de se surpreender, e por isso não se surpreendeu com a falta de equilíbrio de energia no plano da matéria onde ela residia como único ser onipresente absoluto, acima das fadas que viviam ali. Por acaso a fada Terra voltara ao seu ápice de poder? Bruja saíra de Aramis? Ou talvez foi uma decisão tomada pelo grupo dos mestres mais poderosos entre os vivos? Não era nada disso. Era algo que a Beanshee não conhecia e nem fora feita para tomar consciência do que era! O que era?! Era algo surpreendente, mas de certo modo, nada chamou a atenção de Beanshee por mais de um único segundo para os mortais. Nem mesmo aquela criatura que tinha potencial para vê-la. Aquela criatura que, visivelmente, não era daquele plano. Com certeza vinha de um plano mais alto que o das fadas, um plano sobre o qual Beanshee pensou se existia morte ou alguém como ela. Diria que aquilo era uma brincadeira dos diversos seres dos planos altos se assim achasse que fosse ou se tivesse senso do que era uma brincadeira. No fim, mesmo que tivesse pensado muito sobre como eram os habitantes dos altos planos, não sentiu alegria em ver um desses. Na verdade, Beanshee não sentiu nada, pois nunca sentia algo.












