dan+eli | small
As aulas já haviam acabado ha quase uma hora naquele dia, mas Elijah não estava nem um pouco afim de voltar para casa, estava sendo um dia difícil, seus pais haviam acabado de voltar de um retiro espiritual e ao contrario do que deveriam estar, voltaram muito mais agressivos do que estavam quando foram. Na noite passada ficou sentado por quase três horas de relógio ouvindo sua mãe falar sobre como ele envergonhava aquela família faltando aos compromissos, que toda a igreja comentava sobre a ausência do garoto e que aquilo de certa forma acabava rendendo uma imagem negativa a ela, nas palavras da mulher, ela não conseguia entender porque Elijah simplesmente não poderia ser “Um garoto normal” e por mais que não tentasse ligar para tudo aquilo, a verdade era que estava esgotado emocionalmente, aquela situação estava tirando dele todas as suas forças e as vezes tudo o que precisava era estar ali, deitado sobre a grama em um lugar escondido onde ninguém poderia encontra-lo, tentando por os pensamentos bagunçados no lugar, treinando a arte da paciência para que não colocasse tudo a perder, era como ir a terapeuta, embora a conversa ali fosse somente entre o seu cérebro e coração. Depois do que pareceu ser um longo tempo, Elijah já poderia descrever as formas de todas as nuvens próximas no céu, uma gota de chuva caiu sobre seu rosto avisando-o de que já era hora de ir embora. Um pouco mais leve o garoto se levantou, passou a mochila nos ombros e migrou para dentro da escola bem a tempo de não ser pego pela tempestade que se formou. Elijah caminhou para dentro e decidiu visitar partes daquele lugar onde nunca estivera antes. Passou pela sala de musica, um lugar onde ele sabia que não conseguiria reproduzir absolutamente nada, pois lhe faltava aquele dom, a sala de artes, onde uma replica muito bem feita da Monalisa secava na parede e então para o estúdio de dança, havia musica saindo de lá, uma musica leve, bonita, que te faz querer ouvir e ouvir e como o canto de uma sereia ele se sentiu atraído até lá, alguém dançava graciosamente, alguém que ele conhecia, era Daniel, ele parecia tão concentrado em sua arte, alheio ao mundo, que fez com que Eli questionasse se aquela não era para o outro, também uma forma de terapia. Sem pensar muito no que estava fazendo, empurrou a porta, que fez um barulho anunciando sua chegada e olhou para o amigo um tanto quanto constrangido. - Desculpe, eu não queria atrapalhar. - Murmurou, sua voz quase um sussurro pela vergonha.









