FUTURE PLACES: RESCUING ORAL MEMORY
FUTURE PLACES: RESCUING ORAL MEMORY
A escolha do Citizen Lab Rescuing Oral Memory surgiu pelo apelo do “oral memory”, que advém de interesses pessoais de música popular (tradicional cantante) portuguesa – ou música que daqui advém – pois trata-se de uma forma essencial da recolha de informação de tradições de gerações passadas. Tendo em conta que a música ou o cantar não é só feito como forma de arte mas também como forma de entretenimento ou forma de recordar ou transmitir ideias ou rotinas.
A experiencia pretendia registar as pessoas dentro da ilha da Bela Vista, com o intuito de recordar e tornar eterno o momento antes da ilha ser remodelada. Pretendia saber quem é e quem foi a D. Eugénia em particular. Como é viver na Bela Vista. Que impacto tem a remodelação na vida dela. E porque razão se tornou a Bela Vista o pano de fundo do vídeo documental e a D. Eugenia a protagonista assumida do mesmo. Basicamente o trabalho é responder a perguntas pela boca de outra pessoa.
“Fazia arte para adiar a morte”, é uma frase que me recordo bem e especificamente, porque aquilo que se fez naquele workshop foi imortalizar a história de vida e “ensinamentos” da D. Eugénia.
As recompensas da realização deste workshop são inúmeras, a construção de uma narrativa com fio lógico de inicio meio e fim através da construção de um som antes da construção de uma imagem. A imagem neste caso: as características visuais da nossa personagem principal, as rugas por exemplo, foram secundárias, o importante era ouvir a sua história correctamente para a poder transmitir.
A história, tal como nos ditos populares, é aquilo que tem a prioridade de ser registado e guardado para a posterioridade, evitando cair no esquecimento. Isto é a parte mais gratificante: ter ouvido a história, ter registado a história e saber que pode ser recordada e que vai adiar a morte da Bela Vista.
Este projeto servirá como alavanca para a concretização de outros dentro da mesma linguagem e objectivo, o de resgatar a memoria oral, as vivencias e costumes um dia esquecidos. É um passo para eternizar e reafirmar quem somos, pois so é possível andarmos em frente se conseguirmos olhar para trás.
Ricardo Filipe Ferreira Coelho







