Saudade
Dor lancinante. Corte de lâmina fria
Atravessa o meu flébil peito juvenil.
Mágoa negra, nefanda, maldita, sombria;
Sentimento mais vil entre tudo o que é vil.
Nunca mais ver do céu o fulguroso anil,
Não mais ver esta nívea luz clarear o dia;
Dar adeus às belezas de um triste Brasil,
Ah! como dói o corte da lâmina fria.
Da lâmina empunhada por minha saudade
Saudade de outros tempos, da tua amizade;
Saudade de ter rumo, de ter o meu norte...
Vem, tão terrível golpe, vem, lança me ao chão!
Pisa, fura, destrói meu fraco coração
E deixa-me a pedir apenas pela morte!













