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Who knows... When d' heart whispers somethng else, but d' mind keeps everythng in place Who cares... When d' heart is hurt, but d' mind knows how to smile . . #dontletthemknow #stayinborderline (at Nusa Tamalanrea Indah)
I’ve been holding in my pee for 3 hours cause someones in the room next to the bathroom.
Once again I'm silenced... I'm not allowed to speak or write to get ride of this horrible memories that's hunting me... I have to be silence or they will know! I'm tired of shutting my mouth just so that everyone else can pretend that's nothing have happened...
I'll make a Queen out of you || Black X Elsa
Black abaixou-se ao lado do lago congelado e tocou-o com a ponta do dedo. Numa fração de segundo o velyard deixou sua pele e se espalhou por debaixo da camada fria. Estava impregnado. Há muito tempo se ouvia falar do poder do líquido que Ícelo tinha correndo nas veias. Poderoso e mal. Há poucas sortes de sortilégios capazes de salvar uma pessoa transformada pelo veneno. E sua mutação dói, a não ser que você já nasça com ela. O caso do Lorde era o mais feliz e ao mesmo tempo mais infeliz de todos. Por séculos histórias de dominadores cujo velyard compunha seus corpos foram contadas. Alguns os temiam, outros ficavam encantados, ainda havia aqueles que preferiam assistir de longe. E, claro, havia muitos que não se importavam. Foi no meio de um povo sem medo que Black foi criado. Visto apenas como a criança maldita. O último dos trigêmeos. Sandman, o mais velho, e Phantasos, o do meio, eram motivo de orgulho. Mas ele era o escolhido para ser a personificação do medo. E por muitos anos acreditaram que ele era a própria Noite encarnada, mas o Lorde da Escuridão ainda estava vivo. Mesmo que ambos fossem semelhantes, eram diferentes. Breu não tinha chances contra o poder de seu “irmão” distante. Mas tudo por falta de experiência. A Ordem sabia disso. Breu não. Breu de certa forma acreditava em seu fracasso. E era justamente o que os governadores queriam. Alguém com a capacidade dele ciente de seus dons seria uma grande ameaça.
Mais uma vez, Ícelo acabava de retornar de uma importante reunião com seus superiores. Um deles é seu pai. Lorde das Tempestades. E como esperava, nada tinha dado certo. Eles exigiam dele a apresentação de uma mulher forte, majestosa, treinada e educada conforme a lei deles. Como poderia reeducar Elsa? Já com vinte e um anos! Era quase impossível. Fácil ensinar uma criança, mas cuidar de um adulto é uma tentativa quase frustrada. Eles já estão com opinião formada e presos a sua primeira educação. Amaldiçoou-se por ter deixado aquilo acontecer. Por toda a vida da garota ela a assistira, desde o berço. Era sua Lady dentro dela. E poderia tê-la levado consigo, poderia ter construído em sua mente amedrontada a rainha que ele sonhava ter de volta para si. Os reis de Arendelle nunca foram exemplos de pais. Eram tolos, temerosos, descuidados, atarefados, exageradamente carinhosos. Elsa não precisava de quem a colocasse pra dormir, precisava de quem a ensinasse a manter a cabeça erguida por que futuramente usaria uma coroa de muito valor e peso. Não deveriam ter posto bonecas em suas mãos, mas um martelo e um livro de leis. Não deveriam jamais tê-la ensinado a reprimir seus dons, mas sim a controlá-los e usá-los para fins concernentes a seu império que se construiria em breve. Tudo que deixaram para ele era uma jovem com medo das próprias mãos, e nenhuma preparação emocional para reger um povo. Ou ao menos para enfrentar os membros da Ordem e se assentar numa das doze cadeiras. Aquele era seu sonho, coroá-la para se juntar aos grandes. Era isso que precisava fazer. Esse era sua última tarefa. Estava cansado de ser bonzinho.
— Achei que não viria... — ele dizia enquanto se virava na direção da moça, ela acabava de alcançar o local marcado, pouco distante da cidade, no meio da floresta, o lago. — Sei que não se importa com isso, mas eu te aconselho a interessar-se pelo assunto o mais rápido possível. Concordei em te treinar, mas não quero que me questione. Mesmo que certas exigências não pareçam condizer com os poderes, apenas obedeça e acredite que faço isso para o seu bem. Mesmo que não te pareça uma idéia atrativa, eu ainda quero colocar uma coroa na sua cabeça. — ele dizia com calma, mas firme, andando vagarosamente demonstrando sua postura inabalável e transmitindo uma perigosa confiança em tudo que dizia. — Se não estiver disposta... Não quero perder mais meu tempo com você. Todos são substituíveis. Mesmo que eu te tenha escolhido, mesmo que eu acredite em você, não posso escolher em seu lugar, e não correrei mais atrás para que tornes a me desobedecer. Não vou pedir muito. Obediência e dedicação. É como aprender dança, ou música, eu vou gritar, e você vai se irritar, vai sentir que é impossível, mas no fim o instrumento fará parte de você, assim como o gelo também faz. — Breu fitava-a e tentava ler as expressões e os movimentos da loira. Ela era muito bonita. Ele se sentia bem ao saber que mesmo acidentalmente o corpo de sua rainha tinha escolhida uma boa criança. Demorou muito tempo para aprender a ver Elsa apenas como uma segunda Lady. Corria o risco de se apaixonar por uma estranha, de se sentir atraído por uma criança que pertencia a um mundo distante ao dele. Então trazendo a lembrança para si mesmo sabia: o que via era o que deveria recusar, mais uma vez venceu seus instintos e pôde se aproximar da moça sem medo de querê-la.