Os Elementais - Batalha pelos Elementos (Macabro)
Cibra: Isso é muito macabro.
Dórik: Lógico que é macabro, é um velório




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Os Elementais - Batalha pelos Elementos (Macabro)
Cibra: Isso é muito macabro.
Dórik: Lógico que é macabro, é um velório
‘Ionik, Tuskan & Dorik’ stools by Oeuffice.
essential form + classical architecture + primordial stones
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Um possível diálogo para meu livro
Dorik: Você tinha razão sobre ela.
Tegiz: Eu sei.
Dorik: Deve estar feliz com isso.
Tegiz: Na verdade não. Eu gostaria de não estar certo sobre isso. As vezes eu prefiro estar errado.
Os Elementais - A Batalha pelos Elementos - A sexta Gema (parte final)
Pelas ruas de Mapic, Dorik corre em direção à zona onde Zinteck e seus soldados estão atacando. Ele corre com sua nova arma, o machado Foloudi, preso em suas costas. Enquanto os habitantes da cidade correm o mais rápido que podem na direção oposta. Algumas das pessoas estão fugindo, em pânico, com apenas o que podem carregar, outras nem tem essa sorte.
Em seu caminho, atravessando o mar de gente, Dorik percebe, não muito longe dele, uma explosão. Dorik muda o seu trajeto e começa a correr em direção a ela.
Ao chegar no local da explosão, Dorik começa a ouvir vozes e sons, de disparos e construções sendo derrubadas. Ele se esgueira atrás de um dos prédios que ainda estão de pé. Ele se aproxima devagar para o fim da parede, até conseguir enxergar a movimentação na rua.
Escondido, Dorik observa as tropas de Zinteck, com suas partes dos corpos substituídas por partes mecânicas. Além dos soldados, ele encontra, pairando no ar acima deles, três aeronaves, que estão os protegendo, enquanto disparam no chão explodindo os prédios ao redor.
O que antes talvez tenha sido uma rua, com belos prédios, lares ou trabalhos das pessoas, estão agora reduzidas a escombros. Destruídas ou com enormes rombos em suas paredes, provocados pelas tropas de Zinteck.
Nos chãos de ladrilhos, além de estarem cheios de escombros, estão com corpos de várias pessoas, civis e soldados de Zarkiem, espalhados pelo chão. Na frente desses soldados, liderando-os, com sua máscara de prata com formato de caveira, com a perna e braços mecânicos está Zinteck.
Três de seus soldados estão arrastando uma família, um pai, uma mãe e a filha pequena. Os soldados arrastam a família até os pés de seu líder e forçam a família a ficar de joelhos. O pai, a mãe estão quietos tentam passar calmaria para a filha pequena, que está chorando em desespero.
– Mestre! – fala um dos soldados, com o braço direito transformado em arma, apontada para a família. – Encontramos eles escondidos, o que devemos fazer com eles?
– Mate-os! – responde Zinteck com frieza e indiferença.
– Por favor! – suplica o homem chorando. Ele abraça forte sua família, chorando junto com sua esposa e filha. – Faça o que quiser comigo, mas poupe a minha família.
– Mudei de ideia! – diz Zinteck, o homem ao ouvir isso fica mais aliviado. – Ao invés disso façam o quiserem com a mãe e a menina e as matem, quando se cansarem. Fazendo tudo isso na frente desse insolente. – Zinteck aponta o seu terrível dedo mecânico ao homem. – Depois arranquem os olhos dele, para que a última coisa que veja seja o sofrimento de sua família. E a arranquem-lhe a língua, para não me dizer mais insolências no futuro.
– Por favor, tenha misericórdia! – implora novamente o pai, enquanto é separado de sua família e arrastado pelos soldados de Zinteck.
– Eu estou tendo. – responde Zinteck ignorando o pai sendo arrastado, junto com sua família, pelos soldados de Zinteck. – Vou deixa-lo vivo a um pequeno custo.
De repente, os soldados que arrastam a família, desmaiam com os rostos no chão. Família fica aturdida e confusa, sem saber o que aconteceu.
– Solte-os agora! – fala uma voz.
A família, Zinteck e os soldados olham para a direção em que veio a voz. Diante de Zinteck e seus soldados, parado em pé, com uma mão estendida para os soldados, e com a outra segurando um machado de duas laminas, apoiado no ombro, está Dorik, o Elemental do Crepúsculo.
– Solte-os agora! – repete Dorik com o tom de voz mais firme. – Já.
Todos os soldados de Zinteck apontam suas armas para o Elemental. Porém, Zinteck faz um gesto com a mão humana, e os soldados abaixam suas armas.
– Deixem a família partir! – ordena Zinteck aos seus soldados. – Eu vou lutar sozinho com ele! Não interfiram.
Os soldados se afastam, de forma organizada. Zinteck transforma sua mão mecânica em uma espada. Dorik fica em posição de combate, com o seu machado herdado, preparado para qualquer ataque que Zinteck possa fazer.
Então Zinteck estende sua mão humana para o Elemental, no mesmo instante uma corrente de raios e disparada dela. Imediatamente, Dorik desvia dos raios rolando no chão, fazendo os raios atingirem e derrubarem um prédio, já vazio. Mais uma vez, Zinteck dispara outro raio. Dorik de joelhos, com o machado em mãos, faz um salto mortal para trás, desviando mais uma vez dos raios, fazendo os atingirem o chão em que estava há alguns segundos.
O Elemental pousa com os dois pés firmes no chão, segurando firme o cabo do machado. Ele se surpreende com o ataque feito agora pouco, se perguntando o que aconteceu. Pensando em como Zinteck pode ter disparado essa corrente de raios, uma vez que a mão direita dele é humana. Chegando a cogitar, a possibilidade, de Zinteck ter feito mais substituições de suas partes humanas por partes mecânicas.
– Surpreso! – fala Zinteck com arrogância. Ao mesmo tempo em que examina sua mão original, como se fosse uma obra de arte.
Zinteck estala os dedos da mão original. Subitamente, Dorik sente o machado, suas roupas e seu corpo mais pesado. Ele faz mais força para segurar o machado, que agora parece pesar mais de cem quilos.
Imóvel devido, ao aumento súbito de seu peso, o Elemental está vulnerável. Então Dorik percebe, uma possibilidade, que esse aumento de peso se deve a algo que Zinteck fez. Pensado em algum aparelho que Zinteck possa estar controlando, que aumente a gravidade em alguma área específica. Porém, por nenhum momento, lhe passa na cabeça que Zinteck possa fazer magia.
Ameaçadoramente, Zinteck estende mais uma vez sua mão humana para Dorik. Ele dispara mais uma corrente de raios, que acabam por fim atingindo o Elemental. Dorik sente a carga elétrica forte percorrer todo o seu corpo, cada nervo de seu corpo gritando de dor, enquanto seus músculos espasmam, devido a carga elétrica. Sua pele arde e queima. Sua respiração, assim como seu coração, se descontrolam, não consegue mais respirar muito menos pensar.
Quando Zinteck sessa o ataque, relaxando o seu braço humano, ele transforma sua espada novamente em um braço mecânico. O corpo de Dorik cai desmantelado no chão. Zinteck se dá por satisfeito, pois conseguiu matar um dos Elementais. Ele dá as costas para o corpo desfalecido de seu oponente e caminha para se juntar a seus soldados. Antes de dar seu terceiro passo, Zinteck escuta seu oponente tossir.
Ele se virá e se depara com Dorik, ainda vivo e tossindo, usando o cabo de seu machado como apoio para tentar se levantar.
– Isso doeu muito! – fala Dorik com muita dor na voz, em pé, com dificuldade. Dorik, além de dolorido, sente ardor em alguns pontos da pele de seu corpo, ao mesmo tempo uma dormência e formigamento em outras partes de seu corpo. – Onde você pensa que vai? Nós ainda não terminamos.
Olhando para seu oponente Zinteck fica surpreso, uma vez que a corrente elétrica que descarregou nele foi forte o suficiente para matar qualquer ser humano, pelo menos umas duas vezes.
– Surpreso! – fala novamente Dorik, já com alguma estabilidade para ficar de pé sem usar o cabo do Foloudi como apoio. Ele tira de dentro da camiseta branca, agora com buracos de queimado, a sua Gema presa ao medalhão no pescoço. – Enquanto tiver isso no meu pescoço, não vou morrer tão facilmente.
Embora Dorik soubesse disso, que sua Gema lhe protege da morte, ele pensou, por um instante, que iria morrer.
– Interessante! – responde Zinteck ao ver Dorik guardando a Gema de volta dentro da camiseta. – Fiquei preocupado que fosse ficar fácil demais.
Zinteck transforma seu braço mecânico novamente em espada e avança contra Dorik. Imediatamente, ao ver a aproximação do inimigo, Dorik gira o corpo, usando o machado como contra peso, tentando assim atingir Zinteck. Porém Zinteck bloqueia o ataque de Dorik com seu braço transformado em espada. Quando as lâminas das duas armas se encontram, Dorik percebe um pequeno arco voltaico azulado aparece por um instante. Percebendo o perigo, apesar do corpo ainda estar ferido, Dorik se afasta dando um pulo para trás.
Apesar do cabo de seu machado ser feito de madeira, ele não quer se arriscar a levar um choque. Dorik sabe que madeira é um bom isolante elétrico, mas sabe também que Zinteck deve saber disso, que provavelmente já deve ter pensando em como contornar a resistência elétrica.
Da mesma forma, percebe o truque escondido na arma de Zinteck. Ele passa uma corrente elétrica pela arma, assim, quando uma outra arma de metal atinge o seu braço, ele faz seu oponente receber uma corrente elétrica cada vez que bloquear um ataque. Desta forma, qualquer um que tente enfrentá-lo fica sem poder se defender, apenas se esquivar. Dorik concorda que se trata de uma tática muito inteligente.
Novamente Zinteck avança contra Dorik, com a lamina vinda de cima para baixo. Dorik desvia, esquivando-se para o lado ao mesmo tempo recuando. Zinteck ataca mais uma vez vindo da diagonal, o Elemental também desvia. Zinteck começa a fazer vário ataques sucessivos com seu braço transformado em espada. Os ataques vem de cima, de baixo e dos lados. Ele estoca e balança a espada. Contudo, o Elemental consegue desviar de todos. Ele não bloqueia, pois sabe que não pode bloquear com seu Foloudi, uma vez que sabe que quando seu machado tocar o braço transformado em espada de Zinteck, poderá levar um choque fortíssimo, e não está disposto a levar outro.
Cansado das esquivas consecutivas de seu oponente, Zinteck estende a mão humana na direção do Elemental e Zinteck começa a controlar novamente a gravidade ao redor de Dorik, deixando o mais pesado e mais difícil de se mover. Dorik não consegue mais se mover, percebe instantaneamente que seu corpo está mais pesado, não consegue mais se esquivar.
Diante dessa oportunidade, Zinteck tenta encravar seu braço transformado em lâmina do peito de Dorik. Porém, o excesso de confiança de Zinteck não o faz percebe um coisa, que a sombra dele está próxima da sombra de Dorik. O Elemental apenas move um pouco a mão livre, até a sombra de sua mão ficar perto do pescoço da sombra de Zinteck. Quando a mão da sombra de Dorik chega ao pescoço da sombra de Zinteck, ele fecha a mão, como se estivesse esganando alguma coisa. A sombra do Elemental faz o mesmo, esganando o pescoço da sombra de Zinteck.
Zinteck começa a sentir algo apertar seu pescoço, dificultando sua respiração. Ele leva a mão humana até o pescoço, como um reflexo para afrouxar ou soltar o que estivesse lhe apertando o pescoço. Dorik fecha mais a mão e Zinteck sente seu pescoço apertar mais ainda. Zinteck olha para o chão e finalmente percebe o que está acontecendo, que sua sombra está sendo esganada pela sombra de seu oponente. Zinteck não consegue se mover também, a magia que o Elemental está fazendo o impede de se movimentar.
Para se livrar da magia, Zinteck começa a aumentar mais ainda a gravidade ao redor de Dorik, forçando soltar o machado no chão, chegando a fazer uma cratera, com a silhueta do machado, ao atingir o chão. O Elemental responde ao aumento da gravidade esganando mais ainda seu inimigo.
Então começa uma batalha de resistência entre os dois. Dorik usando seus poderes de sombra, fazendo sua própria sombra esganar Zinteck. Por sua vez, Zinteck usa seus poderes sobre a gravidade, para aumentar ainda mais o peso do Elemental. O primeiro que não conseguir manter a concentração de seu feitiço, ou não conseguir manter a consciência, ira perder, cuja a penalidade para quem perder será a morte.
Vindo do céu, tiros de plasma atinge os soldados de Zinteck e a área próxima ao redor de Zinteck e Dorik, explodindo ao atingirem o chão. As explosões, o tremor de chão e a poeira, levantada pelas explosões, fazem ambos, Dorik e Zinteck, perderam o foco de seus feitiços e libertarem um ao outro, bambaleando ao ficarem livres.
Nos céus, Dorik e Zinteck se deparam com algumas aeronaves e caças do exército de Sarie, que começam a dispara no exército meio máquina e nas aeronaves que os acompanham acima deles. Enquanto outros caças voam rasante, para derrubar as forças inimigas e dar suporte ao Elemental.
Os soldados e as aeronaves de Zinteck respondem ao fogo, disparando contra as forças do exército de Sarie.
Aproveitando a distração feita por uma das aeronaves, Dorik segura o machado o mais próximo possível da ponta de seu cabo e tenta um ataque lateral com ele. Zinteck, por reflexo, pula para trás para se esquivar do ataque do Elemental. Ao terminar sua esquiva, uma bola-de-fogo explode ao lado de Zinteck, vinda da rua atrás de Dorik.
Tanto Zinteck quando Dorik olham para a direção onde veio a bola-de-fogo e se deparam com Tegiz, Cibra, Kira e Grico, acompanhado de outros soldados do exército de Sarie, correndo para ajudar o companheiro Elemental, que continua trocar golpes com seu oponente.
Impulsionada pelo ímpeto de fúria e do desejo de vingança, ao ver responsável pela morte de sua mãe, Kira avança a frente dos outros Elementais e dos soldados que os acompanham.
Percebendo o perigo que seu mestre está correndo, parte das tropas que acompanham Zinteck avançam. A primeira fileira de soldados se ajoelha no chão, criando campos de força para protege-los dos ataques. A segunda fileira, se mantem de pé, com seus braços transformados em armas, disparando contra os soldados de Sarie. Eles se posicionam de forma a ficarem como uma parede de soldados meio maquinas, separando as tropas de Sarie e os Elementais de Dorik e Zinteck.
No lados dos soldados de Sarie, a linha de frente posiciona rapidamente os braços a frente de seus corpos, como se estivessem com escudo invisível. De repente um campo de força côncavo começa a crescer dos braços esquerdos dos soldados. Eles se ajoelham no chão, em fila, formando uma parede defensiva para os soldados e os Elementais atrás deles.
– Kira recua! – grita Tegiz para ela, se protegendo dos disparos de laser dos soldados de Zinteck com sua espada.
Mas ela o ignora, e mesmo com essa movimentação de soldados Kira não recua, ela avança, desviando dos disparos. Para pular a parede de soldados, a Elemental Selvagem prende seu chicote em madeira exposta, de uma das construções em ruinas. Logo em seguida, ela pula e começa a correr pelas paredes, que ainda estão inteiras, usando o chicote como apoio, passando por cima da parede de soldados que separa ela de Zinteck.
Ao pousar, ainda segurando o Lipsos, imediatamente Kira faz um movimento com o braço que solta o chicote da madeira em que está preso. Tegiz, Cibra e Grico tentam derrubar a defesa dos soldados de Zinteck, mas a parede de escudo é bem forte, resistindo aos ataques dos três Elementais e dos soldados de Sarie.
Os soldados de Zinteck de trás não a atacam, estão ocupados demais segurando os outros soldados de Sarie e os Elementais. Zinteck ao se deparar com Kira, emparelha sua espada com o machado de Dorik e o empurra para longe dele.
Com mais distancia de seu oponente, Zinteck, com um movimento de seu braço humano, faz Dorik ser arremessado contra as paredes de um prédio em ruinas atrás dele.
Quando arremessado, Dorik sente como se a gravidade nele tivesse sido mudada de sentido, apontando para o prédio onde bate as costas e a nuca. Ao bater as costas e a nuca, além de sentir-se zonzo com o impacto, o Elemental se sente como se tivesse caído de uma altura considerável, apesar de que lhe pareceu que foi arremessado e não que caiu. O impacto acaba fazendo Dorik perder a consciência.
– Dorik! – exclama Kira ao ver a cena do companheiro sendo arremessado contra uma parede.
Kira tenta um ataque. Ela estende as pontas dos dedos para Zinteck e fala:
– Disparo de Espinhos!
Das pontas de seus dedos, Kira dispara espinhos, do tamanho de agulhas de seringa, em direção a Zinteck, que bloqueia os disparos com seu braço mecânico, transformado em um escudo redondo.
Em fúria, Kira começa a atacar com Lipsos varias e várias vezes contra Zinteck. Em todos os ataques, Zinteck apenas desvia, recuando passo a passo, enquanto Kira avança passo a passo.
Os movimento de Kira com o chicote, são rítmicos e harmoniosos, mais parecendo que está dançando com o Lipsos do que atacando. Mas são de fato ataques. Zinteck apenas desvia de cada um dos ataques. Ele não ataca, apenas se diverte com as tentativas da Elemental em conseguir lhe atacar.
Vendo que já está muito próximo de um dos prédios em ruinas, Zinteck decide parar com a brincadeira. Ele para o chicote com seu braço mecânico, enrolando-o nele. A Elemental tenta puxar Zinteck, mas ele puxa o braço com mais força, fazendo a soltar o cabo do chicote, ele se livra do chicote e o joga para longe dela.
Assustada e frustrada, Kira leva a ponta dos dedos aos lábios e assobia. Vários corvos aparecem e voam em direção a Zinteck. A Elemental se afasta, os corvos cobrem todo o corpo de Zinteck, como se estivesse coberto por um manto vivo de penas pretas, atacando com seus bicos e garras.
Porém, Zinteck acaba matando todos os corvos, fazendo uma corrente elétrica percorrer pelos corpos dos corvos. Deixando-o cercado por pássaros prestos mortos no chão, além das roupas com alguns rasgos e buracos.
Livre dos corvos, Zinteck estala os dedos da mão direita. De repente Kira sente o corpo ficar incrivelmente pesado, tão pesado que a faz cair de bruços no chão, sem poder se mover.
– Não se preocupe, vou lhe matar por último. – fala Zinteck a Kira, que está incapaz de se mover.
Com o Elemental do Crepúsculo e a Elemental Selvagem derrotados. Zinteck encrava no chão seus dedos mecânicos. Uma parede de metal gigante emerge do chão na frente das tropas de Sarie e dos Elementais. Outras duas paredes emergem do chão, emergindo uma de cada lado deles. Por fim uma atrás deles, prendendo-os em quatro paredes de metal. Com um único espaço aberto para os céu. Vendo seus inimigos presos, os soldados de Zinteck apenas disparam nas aeronaves de Sarie.
– O que está acontecendo? – fala Tegiz ao se ver cercado por grande paredes de metal, tentando derrubá-las com suas chamas. Também está preocupado em saber o que aconteceu com Kira e com o Dorik.
Zinteck faz um movimento de seu braço mecânico, então todos os soldados de Sarie começam a sentir que suas metralhadoras lasers estão sendo puxadas, como se estivessem sendo magnetizadas. Eles tentam fazer força para segurá-las, mas eles não conseguem, deixando as pôr fim escaparem e flutuarem no ar desordenadamente acima deles. Com outro movimento de seu braço mecânico, as armas que flutuam desordenadamente, agora, estão todas apontadas para os soldados de Sarie e os Elementais.
Com o fechar de sua mão mecânica, Zinteck faz todas as armas dispararem simultaneamente contra os soldados de Sarie e os Elementais. Porém, imediatamente, Grico estende seus braços para cima e fala:
– Escudo Mágico!
O Elemental do Alvorecer faz um escudo magico, em forma de calota, ficando visível apenas quando recebe os disparos.
Kira ao ver os ataques de Zinteck, tenta se mover, ela usa de toda a sua força, mas não consegue. Ela apenas só pode assistir, impotente e frustrada, os soldados e os outros Elementais serem mortos.
Vendo que o escudo de um dos Elementais está ativo, Zinteck estende sua mão humana, fazendo nuvens negras começarem a se juntar no céu. Todos dentro das paredes de metal começam a estranhar e se assustar com o céu, não sabem o que está acontecendo, pois não havia nenhuma nuvem de chuva alguns instantes.
Quando o céu já está bem cheio de nuvens, Zinteck começa a estalar os dedos da mão humana, para cada estalar de seus dedos um raio desce dos céus e atinge o escudo magico de Grico.
– Agrupem-se! – ordena Tegiz aos soldados, enquanto tenta, com suas chamas, derreter a parede de metal. – Não saiam do escudo!
Grico tenta manter o escudo em pé, porém está gastando energia demais para manter um escudo tão grande em pé, diante de vários ataques consecutivos tão fortes. Contudo, Zinteck sabe disso, e continua com seus ataques.
Não só os raios está caindo em cima dos Elementais e dos soldados de Sarie, como também estão caindo nas aeronaves do exército de Sarie, destruindo-as.
– Atirem em todos! – ordena Zinteck aos pilotos de suas três aeronaves, ainda inteiras.
As aeronaves de Zinteck começam a disparar dentro dos muros de metal. E todos esses disparos estão sendo bloqueados por Grico e seu escudo magico.
Diante desses ataques sucessivos, Grico começa a suar e ficar com a respiração pesada, uma vez que está se esforçando o máximo que pode para conseguir manter o escudo em pé.
– Eu preciso de ajuda! – fala Grico, como se estivesse fazendo um esforço enorme, para levantar um objeto extremamente pesado.
Tegiz atende ao pedido do irmão, com a mão espalmada no chão ele fala:
– Tremor!
O chão onde Zinteck e seus soldados estão começa a tremer. Zinteck, assim como seus soldados, tentam manter o equilíbrio. Porém acabam por fim perdendo o equilíbrio e caem no chão de joelhos.
– Rajada de ar! – fala Cibra ao espalmar as mãos para as aeronaves. Criando um vento que sopra as aeronaves para longe, fazendo duas se chocarem uma com a outra e caírem.
Assim que Zinteck é levado ao chão por Tegiz, todas as armas dos soldados que flutuam, sessão os disparos, e caem no chão, como os objetos inanimados que são. Grico tomba exausto, com os dois joelhos no chão. Tegiz corre em sua direção para socorrê-lo.
– Estou bem! – fala Grico cansado, enquanto recebe ajuda de seu irmão e de um dos soldados para ficar em pé. – Mas gastei energia demais, não sei se vou poder fazer outro escudo.
Com os soldados de Sarie e os Elementais ainda presos na armadilha, Zinteck se levanta e se prepara para fazer mais um raio cair em seus inimigos, com os dedos da mão humana prestes a estalar mais uma vez.
Entretanto Zinteck não completa o ataque. Ele desvia de cinco espinhos, que voam em sua direção, perdendo o foco de seu ataque. Zinteck olha para a direção de onde veio os espinho, e encontra Kira em pé. Quando o tremor de Tegiz o fez cair, ele perdeu a concentração do encantamento que fez em Kira. Uma vez capaz de se mover novamente, ele fez um novo ataque de espinhos.
Furioso com Kira, Zinteck faz um movimento com sua mão humana, e Kira sente como se a gravidade a está puxando contra a parede do prédio atrás dela. O impacto com o prédio a deixa zonza e desnorteada. Um alvo fácil para Zinteck, que estende sua mão humana para ela, preparado para disparar um ataque de raios.
Vendo que Zinteck não o percebe, Dorik, com seu machado em mãos avança mais uma vez contra Zinteck. Desta vez Zinteck está desprevenido. Mas não o suficiente. Com reflexo, Zinteck usa seu braço mecânico para se proteger da lamina do machado de Dorik, que acaba lhe cortando o braço mecânico fora.
Ao ver seu braço cortado, com faíscas e eletricidade estalando da parte arrancada, Zinteck agarra Dorik pelo pescoço com seu braço direito, antes que pudesse fazer qualquer outro ataque.
Por um instante, enquanto seu pescoço está sendo agarrado. Pelos buracos da camiseta preta de Zinteck, no lado do coração, Dorik consegue ver um preda prateada com um formato familiar. Mas antes que pudesse pensar sobre isso, ele sente seu pescoço apertar e Zinteck lhe fala:
– Morra!
Uma forte corrente elétrica começa a percorrer o corpo do Elemental, vinda do pescoço para o resto do corpo. O choque é várias vezes mais forte que o ataque que Dorik recebeu na primeira vez. A dor é tão forte que ele começa a gritar em agonia enquanto seu corpo sofre os espasmos elétricos, forçando a largar o machado no chão.
Após deixar Dorik gritando de dor, Zinteck o solta, de joelhos no chão.
Zinteck percebe que os muros de metal que conjurou estão começando a derreter. Também não quer se arriscar a enfrentar os soldados de Sarie e os aprendizes de Naistin sem seu braço mecânico.
– Recuar! – ordena ele aos seus soldados. – Vamos voltar a base!
Com essas palavras, uma das aeronaves ainda restante, pousa e o leva para longe de Mapic junto com suas tropas restantes.
Quando a parede de metal que Zinteck conjurou é derretida, fazendo um buraco grande o bastante para os Elementais e os soldados de Sarie passarem, eles veem que Zinteck e seus soldados já fugiram. Encontram Kira, inconsciente em um canto e Dorik de joelhos, com partes das roupas e partes de sua pele queimados pelo ataque Zinteck. Sua boca está entre aberta. Seus olhos abertos, vidrados, vazios e sem vida.
– Dorik! – fala Tegiz preocupado, correndo em direção do amigo.
Todos os Elementais e alguns dos soldados ficam ao redor dele, quando finalmente ele tomba de costas no chão. Todos começam a socorrê-lo e tentar reanima-lo.
Enquanto está caído no chão, Dorik consegue ver, porém é uma visão turvada, dos Elementais e dos soldados de Sarie. Não consegue ouvi-los, apenas um silêncio. Não sente nada, não sente dor, nem frio, nem calor, nem preocupação. Apenas uma sensação de alívio e conforto. Ele lembra de ter sentido algo parecido, foi quando ele ganhou a sua Gema. Quando morreu pela primeira vez.
Os Elementais - A Batalha pelo Elementos. - O sonho de Dorik.
Nessa mesma noite, no castelo de Zarkiem, o recém formado grupo dos Elementais dorme. O castelo de Zarkiem possui cerca de 40 quartos. No passado, o castelo de Zarkiem era usado como uma fortaleza, seus quartos eram usados para os soldados poderem ter onde dormir e protegerem o castelo ao mesmo tempo.
Hoje, com o fim das guerras e o avanço da cidade, muitos de seus quartos são usados por alguns criados e seguranças da rainha, as vezes usados como quarto de hospedes para outros líderes políticos, além de moradia da família real de Zarkiem e a família do primeiro-ministro.
Com o fim das festividades, Tegiz, Cibra, Dorik, Kira e Grico receberam um convite da rainha de passar a noite no castelo. Todos eles aceitaram.
Em um dos quartos, Dorik dorme e sonha. Um estranho sonho.
Um sonho onde se vê em uma escuridão profunda, onde há apenas um livro dourado. Ao redor desse livro estão cinco esferas de luz, de cores diferentes: uma vermelha, uma azul, uma preta, uma verde e uma branca.
O livro dourado se abre e de dentro das páginas do livro dourado, uma sexta esfera de luz sai, uma esfera de luz prateada. Essa esfera de luz prateada flutua acima do livro e das outras cinco esferas. De repente a esfera de luz prateada começa a disparar raios, destruindo as outras esferas de luz uma a uma. Quando não há mais o que destruir, as esfera prateada começa a crescer violentamente, tomando conta de todo o espaço escuro.
Dorik acorda, percebe que está deitado em um dos quartos do castelo. Por fim percebe que foi apenas um sonho, bastante estranho, mas apenas um sonho. Ainda coberto por uma manta cor de vinho, ele se deita de lado, com o rosto virado para o criado mudo ao lado da cama. Seu medalhão em seu pescoço escorrega para fora da regata branca que usa para dormir. Dorik percebe que o medalhão está pulsando uma luz escura, como fazia antes de todas as Gemas serem encontradas.
A luz pulsante faz Dorik tirar a manta de cima de si mesmo e se sentar na cama, para observar melhor o comportamento estranho de sua Gema, enquanto se pergunta o que está acontecendo.
Enquanto estuda sua Gema, três batidas são ouvidas na porta do quarto de Dorik. Em seguida Tegiz fala do outro lado da porta, com alvoroço:
– Dorik está acordado? Sou eu, Tegiz! Abra a porta rápido!
Dorik se levanta, usando uma camiseta regata branca e uma bermuda preta, ambas velhas e surradas. Seu cabelo está todo bagunçado. Ele caminha até a porta e abre. Ele se depara com Tegiz, com o rosto bastante aflito, iluminado pelas luzes vindas das estrelas, vindas da janela do corredor. Tegiz está usando uma velha camiseta, de gola “V”, vermelha e uma bermuda preta como pijama.
– Sua Gema também começou a brilhar? – pergunta Tegiz, mostrando a luva dourada com a Gema, pulsando, encrustada na luva em sua mão.
– Sim, mas tem outra coisa. – responde Dorik mostrando a Gema em seu medalhão. Inexpressivo, porém entendendo a preocupação de Tegiz. – Também tive um sonho estranho, talvez seja bom todos ouvirem esse sonho.
– Melhor acordá-los.
Tegiz e Dorik vão até o quarto ao lado de Dorik, Dorik bate à porta. De dentro do quarto, a voz de Kira responde:
– Já vai! Já vai!
Kira abre a porta, usando uma camisola em um tom de verde bem claro, com uma cara de sono e o cabelo todo desarrumado.
– Vocês sabem que horas são? – pergunta Kira sonolenta, com os olhos semiabertos. Esfregando com as mãos para tirar a ramela deles.
– Precisamos conversar Kira. – responde Tegiz. – Sua Gema, começou a piscar?
Um pouco mais acordada e estranhando a pergunta de Tegiz, Kira olha para o criado mudo em seu quarto, onde está o adereço para cabeça, com a Gema incrustada, pulsando uma luz. A Elemental Selvagem havia retirado para poder dormir. Ela volta seu olhar para o Elemental Ígneo e do Crepúsculo, mais acordada e um pouco mais preocupada.
– O que está acontecendo? – pergunta a Elemental Selvagem
– Não sei. – responde Tegiz. – Mas acordem o Cibra, vou acordar o Grico!
Tegiz se dirige a outra porta ao lado do quarto de Dorik. Enquanto Dorik e Kira se dirigem até a porta do lado do quarto de Kira.
A porta em que Tegiz bate, quem a atende é Grico, usando uma camiseta branca de gola “V” e uma bermuda velha listrada de preto e branco para dormir.
– Tegiz, ainda to meio de ressaca da festa. – responde Grico sonolento e irritado. – É bom que seja importante!
– E é Grico! – responde Tegiz sério. – Olhe para sua Gema!
O Elemental do Alvorecer olha para o anel em sua mão direita, ficando surpreso ao ver que a Gema nele está piscando.
– Vamos falar com os outros! – fala Tegiz.
Kira bate na porta do quarto ao lado do seu, é Cibra que abre a porta.
– Uau! – exclama Cibra com um sorriso bem safado no rosto, com o resto do corpo escondido atrás da porta. – Meu sonho virou realidade. Sonhei que você vinha no meu quarto a noite, para dormimos juntos.
Cibra abre mais a porta e se desanima, ao ver Dorik parado ao lado de Kira.
– Agora virou meu pesadelo.
– Sai logo! – manda Dorik pegando o braço de Cibra e o puxando para fora do quarto.
– Não, espera! – avisa Cibra ao ver Dorik o puxando pelo braço. Mas é tarde demais, ele já está no corredor fora de seu quarto. Usando apenas uma cueca box azul e o bracelete com a Gema em seu pulso esquerdo.
– Argh, mas que droga! – exclama Kira, enojada, tapando a visão de um Cibra seme nu, com as mãos.
– Poxa, Cibra, vista uma calça! – fala Grico, também enojado com a visão do Cibra de cueca.
– Eu ia vestir uma calça, mas o Dorik me arrastou para fora. – responde bravo Cibra, tentando se cobrir com as mãos.
– Temos algo urgente para discutir. – responde Dorik inexpressivo, mas adorando por dentro a ideia de envergonha Cibra dessa forma.
– Você por acaso quer me ver sendo preso por atentado ao pudor? – pergunta Cibra ao Dorik.
– Com toda certeza!
– Querem parar vocês dois! – manda Tegiz, interrompendo a discussão entre Cibra e Dorik. – Olha para sua Gema Cibra!
O Elemental Celeste olha para o bracelete prateado em seu pulso, percebendo que a Gema nele está brilhando, como as demais Gemas.
– Tudo bem! – exclama Cibra. – Alguém pode me explicar o que está acontecendo? Porque antes elas não faziam isso.
Antes que alguém pudesse dar qualquer explicação as Gemas param de piscar, refletindo apenas as luzes que batem nelas.
– Ótimo! – exclama Cibra com animação na voz, enquanto bate, bem leve, palmas. – Problema resolvido! Vou voltar para meu quarto! – Cibra aponta com os dois polegares para a porta de seu quarto.
Quando Cibra se vira na direção de seu quarto, Dorik o segura pelo ombro com uma das mãos, impedindo que ele volte para o quarto.
– Me solta Dorik, deixa eu voltar para o meu quarto para vestir algo. – fala Cibra com a voz mais manhosa.
– Sim, por favor! – concorda Kira, fazendo o possível para não olhar para o Cibra.
– Tá com medo de olhar o que Kira? – pergunta Cibra em tom malicioso de voz. – Tá com medo de se apaixonar?
– Por algo tão mole, pequeno e inútil! – responde Kira em tom de desafio, evitando de olhar para Cibra.
– Parem vocês dois com isso! – manda Tegiz. – Cibra pode ir se vestir, mas nos encontre depois na sala de estar do castelo. Precisamos conversar sobre o que aconteceu.
– Beleza!
Terminada essa discussão Cibra volta para seu quarto e tranca a porta, enquanto os demais Elementais vão em direção a sala de estar do castelo de Zarkiem.
Ao passarem por uma grande porta dupla de madeira, os Elementais se deparam com sala de estar do castelo de Zarkiem.
É uma sala bem espaçosa e elegante, com assoalho de madeira e uma grande janela voltada para o norte, com cortinas vermelho escuras, agora fechada mostrando o céu noturno de Nether próximo ao amanhecer. Além da janela, há também uma enorme tela de televisão, que agora está desligada, presa na parede do lado oeste do salão. Na parede ao lado leste, um enorme quadro, retratando Windar lutando contra Zinte pela Gema. Os sofás e poltronas, de veludo bege, estão dispostos em forma de círculo, ao redor de uma mesa de centro de vidro com um tabuleiro de xadrez no centro.
O xadrez de Nether é idêntico as regras do xadrez da Terra, porém a única diferença se dá ao nome de uma das peças. Na Terra, a peça que é chamada de “bispo”, em Nether, ela é chamada de “mago”.
Tegiz, Dorik, Kira e Grico passam pela porta dupla, ao sul do salão e se sentam nos sofás e poltronas. Logo depois entra na sala Cibra com um leve sorriso no rosto, vestindo uma bermuda branca com listras e uma regata azul claro.
– Desculpem a demora. – diz Cibra a todos.
– Pelo menos está vestido. – responde Dorik com cinismo.
– Cala a boca! – responde Cibra um pouco irritado.
Cibra se aproxima do sofá onde está sentada Kira e se senta ao lado dela. Ao se sentar, Cibra já levanta os braços para apoiá-los no encosto. Mas, ao perceber as intenções de Cibra, Kira rapidamente se levanta e se senta em uma poltrona vazia, ao lado da poltrona em que Dorik está sentado.
– Já que todos estão aqui, vamos voltar ao assunto. – começa a falar Tegiz assim que Kira se acomoda na poltrona. – As Gemas começaram a piscar de repente do nada.
– E por que temos que nos preocupar com isso? – pergunta Cibra.
– É uma boa pergunta que o Cibra fez. – pontua Grico.
– As Gemas só faziam isso quando havia outra Gema para ser encontrada. – começa a falar Dorik. – Quando encontramos todas, elas pararam. Mas hoje elas retornaram, mesmo que por alguns minutos.
– O que vocês estão pensando? – pergunta Kira. – Que uma outra Gema pode ter sido descoberta?
– Hora por favor! – exclama incrédulo Cibra, não acredito na conversa que está tendo. – Posso nunca ter acreditado nessa história das Gemas desde o início. Mas sei muito bem que a lenda conta, exatamente, cinco Gemas. – Cibra faz o número cinco com a mão. – Não seis.
– De fato você não está errado sobre isso. – concorda o Elemental Ígneo, se recostando no sofá em que se senta, bem ao lado de seu irmão. – Mas Dorik diz ter tido um sonho, que pode estar relacionado com o que está acontecendo.
– E o que isso tem haver? – pergunta a Elemental Selvagem.
– Eu sou um bruxo, já nasci com habilidade de usar magia, mais especificamente a magia de prever o futuro. – começa a responder o Elemental do Crepúsculo. – Herdei essa habilidade da minha avó, que também pode prever o futuro. Naistin tentou me ensinar a controlar, mas não consigo ainda dominar totalmente. O que ocorre é que muitas vezes meus sonhos acabam prevendo o futuro.
Todo voltam os olhares para Dorik:
– Então diga: qual foi esse sonho? – pedi o Elemental do Alvorecer.
Dorik começa a relatar o seu sonho das cinco esferas luz, de cores vermelha, azul, preta, verde e branca. Todas elas, ao redor de um livro dourado, de onde saiu uma sexta esfera de luz, prateada, que destruía todas as outras luzes, para depois consumir tudo.
Após escutar o relato do Elemental do Crepúsculo, Cibra fala, um pouco irritado:
– Na minha opinião foi um sonho bem babaca. Por que essa sua visão do futuro não pode ser mais clara?
– Eu já disse: não controlo meus sonhos. – responde Dorik seco. – E previsões funcionam.
– Se querem minha opinião, vou voltar a dormir. – fala Cibra irritado, se levantado do sofá em um salto. – Ainda não são cinco da manhã e posso muito bem voltar a dormir. Pois acho que esse sonho não quer dizer nada.
Com essas palavras, o Elemental Celeste se despede dos demais e sai da sala de estar. Para voltar a aconchego de seu quarto. Fechando a porta com força ao sair.
– E o que acha que pode ser esse sonho Dorik? – pergunta Tegiz assim que Cibra sai da sala de estar.
– Acho que deve ter alguma coisa haver com nós e as Gemas. Mas não tenho cem por cento de certeza. Penso que é melhor falar com minha avó sobre esse sonho, ela pode entender melhor do que se trata.
– Nesse caso, diga para sua avó que lhe mandei um abraço. – responde Tegiz, se levantando em seguida. – Por hora, acho melhor que todos devemos seguir o conselho de Cibra, e voltar a dormir.
Todos concordam e se levantam indo em direção a saída da sala de estar.
Diálogo entre Kira e Dorik
Kira: Eu sei que você não pode morrer e nem sente dor, mas por uma questão de educação eu vou perguntar: Dorik, você está bem?
Dorik: Isso depende do quão importante é um figado e um rim.
Culpa.
Dorik: Que droga! Esperava ter mais sangue.
Grico: Parabéns Tegiz! Você venceu!
Tegiz: Eu não diria isso...
Cibra: Não, foi uma vitória sua Tegiz, você apenas não quis me matar.
Dorik: Se fosse você Tegiz eu teria matado.
Cibra: Quero ver você tentar!
Grico: Pessoal já chega! Nós já fizemos bastante estrago por hoje.
Dorik: “Nós”? Como assim “Nós”? Eu estava bem ali, quieto, assistindo a luta.