Pedalar na praia à noite é o momento em que a minha ansiedade se perde no escuro, e eu fico ali, sozinho, entre o silêncio e o barulho das minhas próprias dúvidas, tentando encontrar alguma paz naquelas ondas que nunca param de bater.
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Pedalar na praia à noite é o momento em que a minha ansiedade se perde no escuro, e eu fico ali, sozinho, entre o silêncio e o barulho das minhas próprias dúvidas, tentando encontrar alguma paz naquelas ondas que nunca param de bater.
Sensação do dia: a de mil sois queimando a superfície da minha pele com a mesma velocidade de um gêiser. "Não é possível evitar a vida." Mas, e quando é a vida que te evita, Virgínia Woolf? E quando tudo o que você ama se converge para a sua própria destruição? Sempre existiu um aperto no meu peito, como um monumento de inconformidade pelo cotidiano que eu não posso modificar. Não dá para continuar varrendo para debaixo do tapete todas as lembranças ruins, porque elas se amontoam, elas se acumulam e uma hora, por descuido ou distração, eu acabo tropeçando neste tapete e os hematomas não são nada bonitos. Já ansiei pelo tempo em que alguém me pegasse pela mão e me conduzisse para um lugar onde o mundo não me pesasse tanto, mas "A arte de perder não é um mistério", não é mesmo, Elizabeth Bishop?! Perder a si mesmo não tem nada de artístico, é factual e catastrófico. Uma parte racional de mim sabe muito bem que estou preso em uma intercecção entre quem sou e quem eu quis ser. Apesar de amar as suas, tanto Woolf quando Bishop estão erradas, porque não é possível viver evitando a vida, a menos que você a perca e isso não é artístico. Não tem arte em perder. Não há nada bonito em romantizar o vórtice caótico que e se perder de si. Enquanto eu não tenho as respostas, enquanto a sensação comburente na minha pele não passa, escrever é uma forma de eclipsar aquilo que desconheço.
D.
Bom dia, Rapha!
Bom dia ♥
Não desista do amor!
O amor é um universo de complexidades articuladas em torno do nosso coração. Às vezes, nos privamos de uma relação com um apessoa especial por causa de nossas experiências frustradas, por causa dos esteriótipos que nos são impostos, pela idiotice de querer impressionar os outros ou pelo simples (e idiota) fato de que, às vezes, ainda temos esperança de que aquele 'amor' ferrado e mesquinho que nos ofereceram anteriormente, ainda brote algo bonito (quando na maioria das vezes, aquela sementinha no coração de outrem já feneceu). Depois de tanta coisa ruim, demonizamos esse sentimento que faz parte da essência divina, apenas porque alguém banalizou aquilo que nós tanto cultivamos. Podemos acabar não nos permitindo amar de novo, tentar ser feliz outra vez até por causa de nossos problemas de saúde. Colocamos nossas doenças em um pedestal muito acima do que julgamos ser o limite da capacidade dos outros de continuar ali, mesmo que elas optem por nos ver definhando ou até nos ver partindo. Temos essa infeliz ideia de que, outros não suportarão ver nossa decadência ou 'nossas costas' indo, e que nós conseguiremos fazer isso por ela. (Coitados, nós nos julgamos tão fortes e tão acima da natureza humana que acreditamos em nossa força impermeável e duvidamos de que os outros podem ser igualmente fortes). As feridas podem ser muitas, mas sempre se curam, independente do tempo que isso leve. Eu tenho pena das pessoas que se privam pelos motivos que eu citei. Tenho pena dos ouvidos que se polpam de ouvir a voz da razão, e das mãos que não conseguem esboçar metade da beleza das pequenas coisas que estão ao alcance de cada um , a partir do momento em que decidimos simplificar a nossa mente. Tenho dó das pessoas que se assustam com a profundidade das crateras que os outros abrigam em si mesmo, dó da covardia daqueles que não tem a ousadia de saltar abismos, e que não possuem a criatividade para conseguir voar. Tenho pena de pessoas que preferem rodopiar em torno de si mesmas ao invés de serem acompanhadas em melodias furtivas. então, se você perdeu as borboletas de seu estômago, se a poesia apodreceu entre seus dedos, se a beleza perdeu o sentido para suas retinas, se seu papel nas histórias de amor é meio coadjuvante, se seus textos sobre o amor são 'meia boca' demais pela sua falta de sentidos, se você não tem mais forças para dizer o que gostaria de dizer, se você acha que nunca mais sentirá aquele friozinho bom na barriga, ou se acha que está condenado a viver só, por favor: abra seus olhos. Olhe em volta, repare em coisas simples, não se paralise no tempo, não se limite pelas imposições dos outros e não permita que ninguém construa expectativas sobre você ou sua vida. . Com certeza, existe alguém que te olha das persianas da alma, com certeza, alguém, mesmo que você não perceba, te guarda nos olhos como sendo a paisagem mais linda. Com certeza, existe alguém que vai apreciar suas metáforas e amar sua essência literal.
É engraçado como, quando você é jovem, você acha que sabe tudo. Você sabe que você vai ficar com a garota, ter boas notas, fazer seus heróis orgulhoso. Você sabe que você vai ficar bem no final. É um pouco de senso de imortalidade, de esperança, de que nós nascemos com. Mas, lentamente, como todas as coisas, o tempo desgasta-o para baixo.
Doug Rodrix
Porque não basta querer amar, mas nem todos o querem, pois, embora tenha aqueles momentos bons, os ruins doem e machucam muito, muito mesmo e nem sempre suportamos a dor. É preciso ser forte. Amar requer mais do que isso, mais do que muita coisa, amor requer... Dor!
Doug Rodrix
Ela transformou meu paraíso em uma zona de guerra!
Doug Rodrix