I have something you can't fake I am someone you can't take I am just in time, you are late
Dowglasz Abjhorsky

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I have something you can't fake I am someone you can't take I am just in time, you are late
Dowglasz Abjhorsky
Respeitosamente, ao meu pai
Você não dá valor Você não sabe o que é amor Você nunca cheirou uma flor Nunca gostou da cor
E ainda quer dizer o que é respeito
Você nunca levou ao parque Sem arrastar malas à fila de embarque Você nunca torceu pelo craque Exceto quando explicaria o piripaque Nunca deu um Chico Buarque Nem falou sobre Joana D'Arc
E ainda quer ter respeito
Você não assinou o diário Mas leu como se fosse o destinatário Você sempre foi o maior otário
E ainda exige respeito
Tudo é movido a dinheiro O verniz não cobre seu rosto inteiro Engraçado você não sentir o seu próprio cheiro
Você não merece o menor respeito.
Inútil
Vejo as pessoas mas não as vejo Estou cansado mas não bocejo Pra que andar pra lá e pra cá É inútil.
Tenho uma vida lá dentro As pessoas não existem realmente Minha vida está lá dentro Onde é tudo mais real Tenho uma vida pra postar E há outras pra comentar Preciso manter-me vivo Mas meu tempo está pra acabar
Ouço vozes que não me dizem nada Estou confuso mas não pergunto nada a ninguém Por que andar, por que se calar É inútil.
Não vivo, não respiro Não falo, não penso Não pergunte, não respondo Silêncio
Ode to my friends
I don’t want to share my sorrows with you (I) don’t want to corrupt your heart With my grieves and my pain
I don’t want to declaim one more unhappy poem But I cry everyday I realize I need somebody to patronize (me) But I can’t find...
Suprimir você
Tudo isso serve pra suprimir as mágoas As dores e lágrimas Rancores e lástimas Esse barulho todo é pra não ouvir a voz que vem de dentro Aquela voz que eu quero ouvir mas finjo, lamento Me confino em qualquer cubículo Me escondo em qualquer labirinto Estou fugindo de coisas que eu nem imagino existir Estou cansado e ainda não consegui chegar ao fim Estou esgotado e acho que não estou perto nem da metade Parece que tudo vai desabar de repente Parece que tudo vai desabar
Tudo que eu faço Tudo que eu desfaço Tudo que eu quero Tudo que eu zelo É pra suprimir você É pra não querer te ver Tudo que eu busco Tudo que eu procuro Tudo que eu quero É suprimir você É só pra suprimir você Tudo é só pra suprimir você Tudo isso é só pra suprimir você Suprimir você
Me vejo como uma criança de oito anos Chorando na frente do espelho Sentindo a falta de você Dele Sentindo a falta de vocês Mas muita coisa mudou E eu já não me vejo mais Um rosto colado no papel Desejando drogas sintetizadas Pra suprimir uma vida apagada Pra suprimir uma voz Que diz que vai tudo desabar de uma vez só Dizendo que tudo vai desabar
Suprimindo você estou suprimindo a mim Suprimindo uma vida suprimida Suprimindo sentimentos submersos Afogados em supressão Suprimindo você Eu estou suprimindo a mim A mim!
Eu desisti de viver Eu desisti de você Eu desisti de morrer Eu desisti de contar Eu desisti de ir pra lá Eu desisti de falar Eu desisti da opressão Eu desisti do meu coração Eu desisti da depressão Eu desisti da minha vida Eu desisti da minha sina Só não desisti de suprimir você
Eu desisti de desenhar Eu desisti de comentar Eu desisti de estudar Eu desisti de traduzir Eu desisti de refletir Eu desisti De continuar De parar Eu desisti da minha vida Eu desisti da minha sina Só não desisti de suprimir você
Suprimindo você Eu estou suprimindo a mim Suprimindo uma vida suprimida Suprimindo sentimentos submersos No meu coração Suprimindo você Eu estou suprimindo a mim A mim!
Só faz aumentar meu ódio
Acendo velas em todo canto pela casa Mexo no interruptor Por que não há luz aqui? Isso só faz aumentar o meu ódio
O que eu quero fazer eu não posso Você me desmotivou Aquela luz sucumbiu Isso só faz aumentar o meu ódio
Você sabe o quanto eu te execro Você sabe que eu sou cruel Você sabe o quanto eu espero Que você seja posto réu indulgenciável; Você sempre soube que eu uso outras armas Suas palavras Deja-vou Isso só faz aumentar o meu ódio
Você quer me interdizer A minha perspicuidade A minha inteligibilidade Mas não vai alterar A minha personalidade Isso só faz aumentar o meu ódio
Que era apenas a chama do pavio de uma vela A mesma vela que me traz luz sobre o papel A mesma vela que, derrubada Domina, consome, “come” tudo à sua frente Devasta sonhos e matéria Que te mata com o calor vívido Que aquece minhas mãos e gela meus pés A chama do pavio da vela que ilumina o papel Só faz aumentar o meu ódio
Talvez estivesse melhor Se eu vagasse por aí Mas agora sou eu que quero ficar O seu filho morreu.
Oração
Obrigado pela esmola pelo pão amassado pela comida cuspida e pela roupa rasgada
Obrigado pelo teto pelo trabalho e pelo sexo Obrigado por gozar e me deixar de lado
Obrigado pela atenção pela polícia pela eleição e pelo papelão
Obrigado pelo seu dízimo pelo amor ao próximo pela igualdade e por sermos irmãos
Obrigado pela raça e pelo pedigree Obrigado pelo gênero e pela generalização pela banana e pela banalização
Obrigado por toda humanidade pela religiosidade e devoção Por todos os santos e pelo seu Deus que te abençoe, te guarde e te proteja de mim, Amém.
Perdão
Perdoe-me por existir
na sua vida
Por te fazer infeliz
e perder a medida
Por, ao passar por aquela porta,
te deixar sem saída
E, principalmente,
Por esta despedida
Eu não quero mais te ver
E espero que você
também não queira
aparecer
Quando eu me virar não vai ter volta
Melhor assim, agora me solta
Eu perdoo você
por me abandonar
Eu perdoo você
por me ignorar
Eu perdoo você acima de tudo
por não ter sido ninguém pra você