Druidas
Druidas eram os homens e mulheres da mais alta classe nas culturas celtas. Eles eram líderes religiosos, conselheiros, juízes, professores, cientistas naturais, médicos, astrônomos e filósofos. Eram chamados por esse nome, druida, porque frequentemente se reuniam em bosques de carvalhos.
deru (carvalho) + weid (ver/conhecer) = "conhecedor dos carvalhos"
Tornar-se druida exigia até vinte anos de estudo. O conhecimento era passado oralmente e os druidas eram divididos em três classes.
Bardo: poeta, contador de histórias, músico; o preservador do folclore e da tradição, a memória da tribo; eles eram os guardiões da sacralidade da palavra.
Ovate: médico, vidente, profeta; aquele que pratica o herbalismo, a cura e a adivinhação; um intérprete da natureza.
Druida: filósofo, professor, conselheiro; aquele que orienta, que ensina, que preside as cerimônias.
Como filósofos e líderes da vida espiritual, os druidas pregavam que a alma é imortal e viaja para outros mundos após a morte. Como cientistas e astrônomos, os druidas estudavam o movimento dos corpos celestes, desenvolvendo calendários lunares e solares.
Os irlandeses têm várias palavras para druidesa, a mais conhecida é bandruí ("mulher-druida").
A descendente mais famosa de uma druidesa foi a rainha Boudica, cuja mãe era uma bandruí. Boudica foi rainha da tribo celta Iceni que liderou uma revolta contra os romanos no século 1 d.C. Pesquisadores ainda discutem se Boudica também era uma druidesa.














