Benji - B.I.G (Colegial, Fluffy)
Pedido no Social Spirit por ~LunaBane
Se tem uma pessoa que é a mais detestável do mundo ela com certeza é um garoto chamado Bae JaeWook, ou Benji como os amigos desprezíveis o chamam, não, eu não estou exagerando, esse garoto realmente é horrível como ser humano, ele só sabe zuar com a "gangue" dele, se é que você pode chamar aquilo de gangue já que eles devem ter medo até de moscas, eles saem por aí chutando latas de lixo na rua e tocando campainhas igual uma bando de crianças, na escola eles colocavam o terror, não faziam lição, colavam em todas as provas e batiam nos coitados dos nerds que não tinham nada a ver com eles. Benji e sua gangue eram a escória da escola e já estava na hora de alguém acabar com isso, e infelizmente esse alguém tinha que ser eu.
- Saca só Benji ela está toda irritadinha. – J-Hoon disse, sim, cada um deles tinha um nome especial ou um codinome.
- ____________ o que você está fazendo aqui? – como ele sabe meu nome? Não é como se eu entrasse em contato com eles todos os dias.
- Eu vim aqui parar vocês. – Benji ficou me encarando enquanto os amiguinhos dele me rodeavam e mexiam comigo, puxando minha blusa, minha camiseta, minha bolsa, tudo isso só para me provocar e pra botar medo em mim, mas eu continuei ali encarando o líder deles. – Vocês são só um bando de crianças bobas que acham que são os donos do mundo.
- E por que isso te incomoda tanto meu amor? – disse Gunmin segurando meu queixo e se aproximando como se fosse me beijar e eu não me movo, não vou dar o gostinho de vitória para eles.
- Eu acho isso errado e decidi que estava na hora de alguém parar vocês, mas como ninguém vai fazer isso eu vou. – Gunmin se afastou e sussurrou algo que eu não entendi na orelha de Benji que ainda estava ali, parado me encarando.
- Você não aguentaria ficar com a gente te enchendo o saco nem cinco minutos. – disse Gookminpyo rindo, eu tenho dó desse coitado, não conseguiu achar um nome legal e simplesmente juntou todos eles.
- Eu já estou aqui a mais de cinco minutos. – provoco sabendo que eles perdiam a paciência facilmente.
- YAH! Você acha que está em posição de fazer gracinha? – Heedo pegou um canivete e colocou-o perto da minha garganta. – Vamos ver quem é a engraçadinha aqui.
- Você não teria coragem de fazer isso, primeiro de tudo ainda estamos em território escolar, segundo se você me matar você vai pra cadeia, vocês não tem experiência nenhuma com essas coisas. – falei rindo debochadamente. – Eu conheço cada um de vocês, cada detalhe, principalmente. – falei andando até Benji. – Você. – espalmei seu peito.
- Ai que medo, ela sabe tudo sobre a gente. – Gunmin disse fazendo graça. – Não é como se nós escondêssemos alguma coisa de alguém.
- Parem de tentar fugir. – eu disse. – Eu só quero saber, por que vocês fazem tudo isso? – perguntei diretamente para Benji.
- Não é óbvio ________? – o ouvi falando meu nome me fazia sentir estranha, e por incrível que pareça não era de um jeito ruim. – É divertido.
- Onde que chutar coisas e botar fogo em meio mundo é divertido JaeWook?
- Então você sabe meu nome – ele se aproxima e passa a mão pelo meu rosto, sinto uma eletricidade subir por minha espinha e me amaldiçoo mentalmente, o problema com o B.I.G, o nome da gangue deles, é que eles eram todos extremamente atraentes, não só no rosto como no corpo inteiro e isso era capaz de mexer com qualquer pessoa, mulheres e homens.
- É claro que eu sei seu nome você é da minha sala e o professor não te chama de Benji. – mentira, eu era completamente uma stalker dos B.I.G. e isso não era algo para se orgulhar.
- Eu nem vou para aula. – Benji diz sorrindo malicioso. – Vamos fazer assim, você vem com a gente hoje à noite e você vai entender porque a gente faz o que a gente faz. – ele não tira aquele sorriso malicioso do rosto e eu sinto meu coração pular, cerro o punho tentando fazer a sensação ir embora.
- Que seja. – eu viro de costas violentamente e saio dali.
- Sete horas na frente da escola. – Benji diz me observando ir embora. – Use roupa preta de preferência, mas pode usar calcinha de ursinho se quiser. – ele ri debochante e agradeço por estar de costas, a cor do meu rosto provavelmente era tão vermelha que eu só seria motivo de chacota dali para frente se eles tivessem visto.
Já eram seis e meia da noite e eu ainda não sabia o que vestir, eu nem sabia o porquê de eu estar tão preocupada com a roupa, parei de quebrar a cabeça e optei por um short preto e uma camiseta preta com um desenho de um gatinho usando óculos na frente, pego minha mochila e coloco umas coisas que talvez fossem úteis, e vou correndo em direção a escola, cheguei lá era sete e dez e os meninos já estavam lá.
- Você está dez minutos atrasada. – Benji diz olhando divertido para mim.
- Pra sair por aí quebrando coisas vocês são bem pontuais em. – eu disse. – Mas espera aí, cadê o Heedo? – falei procurando ele em volta.
- Ele foi buscar o carro, como vamos sair por ai sem carro? – J-Hoon disse.
- Vocês tem um carro?! – perguntei surpresa.
- Ué, eu achei que você soubesse tudo sobre nós. – Benji disse colocando a mão na minha cabeça, bagunçando meu cabelo e sorrindo divertido.
- YAH! Eu demorei vinte minutos para arrumar meu cabelo. – reclamei e arrumei meu cabelo, ele riu e foi em direção ao carro que parou ali depois de alguns segundos.
- Eu fico atrás hoje. – Benji diz e segura meu pulso me puxando em direção do banco traseiro do carro.
- Não vai caber todo mundo, o carro é pequeno. – falei com medo de morrer espremida por todos aqueles músculos, não que isso fosse um problema.
- Calma, eu sou um só. – Heedo disse e apertou um botão que fez o teto do carro começar a retrair e entrar no porta-malas.
- Vem. – Benji segura a minha mão e me coloca sentada em cima do banco traseiro e não no banco traseiro como qualquer outra pessoa normal faria.
- Não me solta. – eu disse quando Benji tentou soltar minha mão. – Eu não quero cair daqui e morrer. – ele riu e soltou minha mão mesmo assim, mas ele passou o braço em volta da minha cintura, me fazendo corar e meu coração saltar descompassadamente.
Os outros entraram no carro, Heedo deu a partida e começou a dirigir pela cidade, as luzes nas ruas eram a coisa mais linda que eu já vi na vida, não consegui segurar e acabei soltando um ‘wow’ que fez os meninos rirem e me encararem com uma cara estranha, Benji não soltava minha cintura e aquilo só fazia eu ficar mais nervosa, ele estava dedilhando minha cintura e a cada minuto eu estava mais perto dele, qual é a dele em? Paramos perto de um lago enorme e descemos do carro, eu desci correndo na frente e parei na beirada do enorme cais que tinha ali, olhei para trás e os meninos riam e desciam as escadas calmamente com a mão no bolso, todos com pose de mala, eles não eram tão ruins assim quando eles não estavam enchendo o saco de pessoas inocentes e quebrando coisas.
- Vamos para a beirada do lago soltar alguns fogos? – Benji perguntou se aproximando de mim e eu assenti com a cabeça. – Vem aqui. – ele segura na minha mão e me puxa até que chegamos à beirada do lago, os outros meninos já estavam tirando os fogos das mochilas e começando a acender.
- Aqui pra você. – Gookminpyo sorriu fofamente e me entregou alguns fogos de artifício e eu agradeci, Benji pegou o isqueiro que estava no seu bolso e começou a acendê-los para mim.
- O segredo é apontar para o fim do lago e para cima. – ele disse ficando atrás de mim e posicionando minha mão na posição correta, a pequena luz foi alto e parecia que nunca iria apagar e tinha uma cópia dela no lago, eu sorri com tamanha beleza e Benji sorriu pra mim. – Viu, sair com a gente não é tão ruim assim. – ele segura meus ombros me fazendo encará-lo.
- Vocês não destruíram nada ainda, então por enquanto até que está divertido. – dei de ombros indiferente e o outro suspirou.
- Espere mais um pouco que nós vamos encher a cara e começar a quebrar vidros de carro daqui a pouco. – ele disse e eu abri a boca surpresa, ele começa a rir debochado e me abraça. – Você é tão fofa. – ele volta a rir ainda abraçado comigo e eu só fico cada vez mais surpresa, que lance é esse de eu ser fofa agora? – Você não sabe, mas eu te stalkeio mais do que você imagina.
- Como assim? – perguntei receosa, ele era um delinquente ninguém quer um delinquente te stalkeando.
- Eu sei onde você mora, sei que você só mora com seu irmão mais velho, sei que trabalha meio período em uma sorveteria e que odeia seu chefe, cada dia da semana você tem que usar um uniforme de cor diferente e você também odeia isso, seu horário é dá uma da tarde até ás sete da noite, você estuda igual louca porque quer entrar na melhor faculdade de medicina daqui de Seul, eu sei também que você dança bastante quando está limpando a casa de fim de semana, ou só quando você está entediada em seu quarto. – ele se separa de mim, olha para meu rosto e ri. – Eu sei também que você fica muito linda toda surpresa e quando você está tentando dar uma de durona.
- Como você sabe tudo isso sobre minha pessoa? – perguntei depois de recobrar a consciência.
- Sou seu vizinho da frente e eu te observo desde que eu me mudei pra lá, acho que faz uns três ou quatro anos. – ele dá de ombros. – Eu sabia que você odiava o B.I.G e me odiava acima de tudo, mas eu adorava que você dava atenção pra gente de vez em quando, mesmo que fosse negativamente, eu só queria ser percebido por você.
- Você é meu vizinho? – falei colocando a mão na cabeça e tentando absorver toda aquela informação e ele ri.
- Nós não quebramos coisas e nem nada, isso é só boato, só temos essa fama na escola porque um dia nós implicamos com alguns caras que apareceram por lá tentando mexer com a gente e eles nem eram tão fortes assim, ganhei até um presente deles. – ele sorri mostra o ombro que tinha uma cicatriz, passei minha mão pela cicatriz levemente e ele se afasta um pouco.
- Doeu? O que fizeram aqui? – me aproximo tocando o local de novo depois de olhar em seu rosto e ver se tinha o machucado.
- O cara tinha uma canivete e cortou meu ombro, sangrou bastante e eu tive que usar uma faixa idiota por dias, foi mais fundo do que eu tinha pensado, mas agora está tudo bem entre eu e esse cara.
- Como você pode perdoar alguém como ele? – disse tirando a mão de seu machucado.
- No fogo da briga a gente faz qualquer coisa pra ganhar, eu quebrei alguns narizes também, inclusive o dele. – ele começa a rir. – Não sei se você percebeu, mas eu estou falando do Heedo. – ele aponta para o garoto que tinha um sorriso no rosto enquanto soltava fogos com os outros meninos.
- Então quer dizer que ele podia ter me matado aquela hora? – coloquei a mão no pescoço.
- Claro que não, ele tem muito medo pra fazer alguma coisa, você precisava ver o desespero dele quando ele me acertou com aquele canivete, chegou a ser engraçado, ele ficou estático e não sabia o que fazer só me olhava e depois olhava sua mão com o canivete cheio de sangue.
- Não vejo graça nenhuma nisso. – falei batendo nele, mas ele segura minha mão e me encara sério.
- Fazendo assim eu vou pensar que você se preocupa comigo e isso não é bom. – ele aproxima seu rosto do meu, me fazendo corra muito com sua mudança repentina.
- Por que isso não seria bom? – perguntei me aproximando mais e ele morde o lábio inferior e olha para os meus lábios.
- Você não pode fazer isso, você não quer fazer isso. – ele solta meu braço e se afasta um pouco.
-Quem disse?
- Você quer ser médica e eu sou um vagabundo qualquer. – me aproximo dele conforme ele anda para trás como se fugisse de mim.
- Nunca assistiu A Dama e o Vagabundo? – falei rindo da minha própria piada, Benji não pareceu achar graça.
- MENINOS, VAMOS PRA CASA MAIS CEDO. – Benji chamou os garotos que no início fizeram birra, mas logo aceitaram e se reuniram para voltar para casa.
Benji se sentou no banco do passageiro e me deixou no banco traseiro com os outros meninos, eles me deixaram em casa e Benji desceu no mesmo momento e foi para a casa dele sem sequer olhar para trás, entrei em casa e tive que escutar meu irmão me encher de perguntas que eu decidi ignorar, subi no meu quarto e fui até a janela, olhei para a casa da frente e lá estava Benji no andar de cima andando pra lá e pra cá, ele colocava a mão na cabeça e parecia preocupado com algo, “O que eu fiz de errado?” e “O que estava acontecendo com ele?” eram só algumas das perguntas que estavam passando pela minha mente, vi ele se jogar em algo que eu acho ser sua cama, peguei a primeira caneta que vi em cima da minha escrivaninha e arremessei na janela dele, mas a caneta acertou mais abaixo, fiquei tentando e gastando minhas canetas e outras coisas quando as canetas acabaram, quando eu finalmente eu consegui acertar a janela dele com alguma coisa que eu nem lembro o que era, ele se levantou assustado e olhou pela janela me encontrando, ele pareceu surpreso e balançou a cabeça meio que perguntando o que eu queria, apontei para meu celular e ele pegou o dele.
“O que está acontecendo?” perguntei.
“Nada importante.”
“Por que você estava se debatendo pelo quarto?”
“Você estava me observando? *emoticon feliz*”
“Eu não.” Menti descaradamente.
“Então como sabia que eu estava andando pra lá e pra cá.”
“Tudo bem, eu estava observando, mas eu fiquei preocupada.”
“___________ você estava se levando pelo momento, você não merece uma vida com alguém como eu.”
“Em algum momento você perguntou se eu quero uma vida com alguém como você?” enviei a mensagem e decidi ir até a casa dele, bati na porta e não demorou muito para ele abrir a porta.
- O que está fazendo aqui? – sem deixar que ele lutasse contra, coloquei meus braços em volta de seu pescoço e o beijei, ele arregalou os olhos por um momento. – Você quer ser médica e eu nem sei se vou conseguir entrar na faculdade ainda, não sei nem se eu quero.
- Sua vida profissional não me importa, mas você me importa até demais. – ele sorriu e me beijou.
- Fala pra mim que eu não estou sonhando. – ele diz rindo e eu mordo sua bochecha. – O que vão falar de você na escola?
- A opinião dos outros pode ter criado o marginal Bae JaeWook, mas elas nunca vão me atingir.
- Não quer esperar até você entrar na faculdade? – acaricio seu rosto de uma forma carinhosa.
- Por quê? Pra ter a chance de você se apaixonar por outro, nem em sonho. – ele ri baixinho. - Isso nunca. – ele me abraça pela cintura e me beija ternamente. – Eu te amo tanto __________.
- Eu também te amo meu marginalzinho. – ele ri e beija minha testa.
- Boa sorte para você amanhã na escola porque eu não vou conseguir segurar minha vontade de te beijar só porque estamos na frente de todo mundo.
- Por favor, me beije na frente do mundo inteiro para mostrar pra todas as pessoas da escola que Benji tem dona.
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