Leo - VIXX (Colegial, Fluffy) Pt.1
Pedido feito no Social Spirit por ~ Donghae_Wife
Leo POV
Escola é um saco, eu acho que eu nunca odiei algo tanto quanto eu odeio a minha escola, eu não quero dizer na parte do estudo, eu vou bem na escola em qualquer matéria, o grande problema são as pessoas, eu consigo contar meus amigos em uma só mão e todo o resto de seres humanos dentro daquele estabelecimento educativo gosta de viver a vida deles de uma maneira fútil e eu nem comecei a falar dos delinquentes, eles são os piores.
Tem um grupo de seis pessoas que adora mexer comigo e com meus amigos, eles são comandados por uma menina, seu nome é ________ e ela é o demônio em forma de guria porque ela consegue fazer as coisas mais irritantes e humilhantes que alguém já viu e para ajudar com isso tudo ela está na minha sala e se senta duas cadeiras de distância de mim.
- Ei nerd. – escuto no mesmo momento que uma bolinha de papel bate em minha cabeça.
- O que foi? – me virei para ela e ela estava mascando chiclete na sala, o que é extremamente proibido.
- Eu preciso de um favor. – ela falava sem nem se importar com o professor que estava ali, com a pessoa que nos separava ou com o resto da classe.
- E o que seria esse favor? Quer colar de mim de novo? – eu mal terminei a frase e outra bolinha de papel veio em direção acertando minha testa em cheio, ela fez uma bola de chiclete e a estourou.
- Você é engraçadinho em. – ela ri sarcástica. – Me encontre atrás da escola depois que acabar as aulas. – assenti com a cabeça mesmo morrendo de vontade de dizer que não, que eu não ia e que ela não mandava em mim, mas se eu falasse isso ela ia mandar os amiguinhos dela atrás de mim.
Eu não queria que o sinal tocasse, eu não queria ir atrás da escola onde ninguém vai, ainda mais para encontrar aquele monstro, eu sinceramente estava com muito medo de descobrir o que ela queria. No momento que o último sinal tocou eu não conseguia sentir minhas pernas e minhas mãos tremiam, eu não queria tomar uma surra, não hoje, fui andando o mais vagarosamente possível até o ponto de encontro, e por mais incrível que pareça ela estava sozinha, a observei de longe, ela andava de um lado para o outro enquanto mordia a ponta de seu polegar direito, seu rosto demonstrava preocupação e por um momento quase inexistente eu pensei em quão fofa ela estava ali toda nervosa, balancei minha cabeça fortemente para mandar aqueles pensamentos o mais longe possível e fui a sua direção.
- O... O que você quer de mim? – gaguejei.
- Eu preciso da sua ajuda. – ela parecia desesperada, ________ veio em minha direção e segurou minhas mãos me olhando com uma cara de cachorro abandonado, corei e virei o rosto.
- Q... Que tipo de ajuda? – será que alguém tem que me ensinar a falar novamente? Porque está tão difícil de pronunciar as palavras que eu já estava cansado de dizer?
- Então. – ela soltou minhas mãos e começou a mexer com sua própria mão de um jeito nervoso. – Minha família tem que ir a um casamento esse fim de semana.
- E o que isso tem a ver comigo? – eu comecei a ficar curiosa com tudo aquilo, era a primeira vez que nós tínhamos uma conversa tão longa que não envolvesse xingamentos da parte dela.
- A minha família sempre me pergunta sobre meus relacionamentos. – ela abaixou o olhar. – E na última vez que nos reunimos eu disse que tinha um namorado, e agora eles querem conhecer ele. – meu rosto corou na hora, ela não ia pedir o que eu estava pensando, certo?
- E isso quer dizer que? – mordi meu lábio inferior com vergonha do que estava por vir.
- Isso quer dizer que eu preciso que você vá comigo e finja ser meu namorado. – meu rosto cora mais forte, eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo.
- E porque você não pede para seus amigos?
- Porque eles são burros e eu quero que minha família se orgulhe do namorado que eu encontrei para mim.
- Mesmo ele sendo inexistente.
- Eu te peço só esse favor, eu paro de mexer com você para sempre. – a recompensa era tentadora demais para eu negar, e eu tinha medo de me ferrar se negasse.
- Tudo bem. – falo vencido. – Mas o que você quer que eu faça?
- Você dirige?
- Sim.
- Tem um carro?
- Sim.
- Me busque na sexta ás 19:00 da noite, vista-se com roupa de casamento, só isso. – ela sorriu e eu até achei fofa naquele momento, estava tão inofensiva ali.
- Certo. – assenti com a cabeça e sai de lá.
- Espera. – ela me segura pelo ombro e eu me viro em sua direção. – S...Seu número de celular. – ela gaguejou.
- Ah. – pego o celular de sua mão e anoto meu número, mando uma mensagem para mim para depois marcar seu nome.
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A sexta-feira chegou rapidamente e eu estava com os nervos à flor da pele e eu nem sabia o porquê, durante esse tempo eu e ________ conversávamos através de mensagens e na escola fingíamos que o outro não existia, ficamos mais próximos, mas mesmo assim separados.
Eu tive que alugar um maldito terno só para ir nesse maldito casamento, eu não imagino como é a família de ________ e espero que eles sejam bem diferentes dela porque se eles forem mais um bando de delinquentes eu não vou estar vivo até o fim da noite, e agora que eu paro para pensar é a primeira vez que eu vou ser apresentado a alguém como namorado de alguém, isso só serviu para me deixar mais nervoso com tudo isso, e se os pais dela não gostarem de mim, e se a família dela não gostar de mim, e se eu for muito feio.
Com toda essa confusão no meu cérebro eu fui tomar um banho longo para me arrumar para a festa, coloquei meu cabelo para cima depois de muito tempo, troquei meus óculos por um par de lentes, vesti o terno e pela primeira vez eu achei que eu até tinha potência para ser um playboy da escola, mas eu gostava da minha vida calma de nerd onde ninguém vinha e nem queria falar comigo.
“Já está pronta?” mandei uma mensagem para ________.
“Só mais dez minutos.” ela não demorou nem três minutos para responder.
“OK, daqui a pouco estou aí.” Tranquei meu celular e coloquei-o no bolso.
Fiquei na sala de TV e olhava meu relógio de segundo em segundo para saber se os dez minutos já tinham passado, esses pequenos dez minutos pareceram mais com dez horas do jeito que demorou, peguei meu carro e dirigi até o endereço que ________ tinha me dado anteriormente, parei o carro na entrada de sua garagem e fui vagarosamente até a porta, ajeitei meu terno e meu cabelo, toquei a campainha e fiquei encarando a porta, um menino de mais ou menos nossa idade atendeu a porta a abriu a mesma e me olhou de cima a baixo, ele também vestia um terno muito parecido com o meu.
- Oi. – ele abriu um sorriso largo muito parecido com o de ________, mas o dele parecia mais amigável, provavelmente porque ele nunca mandou os amigos dele enfiarem minha cabeça em um vaso sanitário enquanto sorria da mesma maneira. – Você deve ser o namorado da ________.
- Sim. – assenti com a cabeça e senti meu coração acelerar e meu rosto corar só com a palavra “namorado”.
- Por favor, sente-se. – ele apontou para uma poltrona que tinha ali na sala de estar. – Me desculpe a falta de educação, mas seu nome é?
- Jung Taek Woon. – sorri. – Mas pode me chamar de Leo.
- Prazer Leo, eu vou chamar a ________, espere só um pouquinho. – ele sai dali sem ao menos me dizer seu nome, não que isso fosse mudar muita coisa na minha vida. – Ela disse que já está descendo. – fiquei sentado quieto, meus olhos percorriam o local inteiro e eu não via uma alma viva ali até eu sentir uma mão em meu ombro que me fez pular de susto.
- Olá, você deve ser o namorado da minha filha. – um homem alto, grisalho e sorridente me cumprimentos, filha? filha? AH.
- Prazer em conhecê-lo senhor. – o cumprimentei rapidamente. – Meu nome é Jung Taek Woon.
- Taek Woon, nome forte. – ele solta minha mão. – Por favor, sente-se. – ele disse as mesmas palavras que seu filho, mas dessa vez ele se sentou no sofá ao lado. – Como conheceu minha filha?
- Nós estudamos na mesma escola. – engoli seco, vai começar o interrogatório.
- Eu sei que minha filha não é a melhor aluna. – ele coça a própria nuca e sorri sem graça.
- Que isso, ela não é tão ruim assim, acredite em mim, tem alguns alunos ali que não tem futuro algum. – os capangas da ________ não tem futuro algum.
- Você vai bem na escola? – ele parecia interessado naquilo.
- Eu estudo muito porque quero ser médico igual ao meu pai, por conta disso eu acabo sendo o primeiro da sala. – eu juro que os olhos dele brilharam.
- Você é mesmo o primeiro da sala. – assenti com a cabeça. – Posso perguntar pra ________ se você está mentindo?
- Pode. – eu rio de leve com toda sua ansiedade.
- Seu pai é médico geral?
- Cardiologista.
- E você quer ser?
- Neurologista.
- Se quiser pode me chamar de pai. – sinto meu rosto queimar.
- Querido, vamos porque já estamos atrasados, a ________ vai demorar ainda. – uma moça muito bonita desce as escadas, eu fico assustado com toda beleza que ela tinha, jurava que tinha brilho saindo dela. – Você. – ela aponta para mim e sua feição muda para uma assustadora. – Depois vamos ter uma conversinha, é bom não machucar minha filha e nem tocar um dedo nela, ouviu bem?
- Vamos querida, eles vão ficar bem. – o pai de ________ vai puxando ela dali, acho que sei da onde vem a personalidade forte.
Fiquei sentado ali por mais meia hora, eu não sei o que aquela menina estava fazendo que estava demorando tanto para ficar pronta, não é como se fosse o casamento dela, eu nem terminei meu pensamento e escuto barulho nos degraus da escada, olho para trás e o que vejo não era a ________, bem longe disso, era uma garota tão linda quanto a mãe da ________, seu vestido azul degrade roubou minha atenção na hora, provavelmente estava difícil descer as escadas com aquele scarpin de salto fino e enorme, parei de babar e corri até a escada.
- Vo... Vo... Você quer... Erm... Ajuda? – subo alguns degraus e estendo minha mão, ela sorri e entrega sua mão para mim, meu coração pula em falso e meu rosto queima, eu encaro meu sapato com vergonha.
- Você está muito elegante desse jeito. – ela diz parando no mesmo degrau que eu e olhando fundo em meus olhos. – E você fica muito bonito sem óculos e com o cabelo para cima, fica até namorável. – ela ri e eu me envergonho mais ainda.
- Caham. – coço a garganta e a ajudo terminar de descer a escada. – Vamos, estamos atrasados.
Fomos andando devagar até meu carro e ela ainda não tinha soltado a minha mão, se eu abrisse minha boca eu iria gaguejar, como ela podia estar agindo daquela forma, aquela garota não era a mesma que eu conhecia na escola e que achava divertido tirar sarro dos outros, riscar paredes e ser mandada para fora da sala. Entramos no carro, liguei meu GPS e comecei a fazer tudo que ele mandava, o silêncio naquele lugar pequeno estava me matando e eu estava me segurando para não olhar seus olhos, até porque se eu o fizesse eu ficaria tão hipnotizado que eu provavelmente bateria o carro em uma parede.
- Você deve estar achando estranho. – ela diz cortando meus pensamentos.
- O... O que? – pergunto nervoso, eu tinha que parar de gaguejar ou ela iria achar que eu sou realmente gago.
- Eu me vestir desse jeito. – ela sorri timidamente.
- Eu acho que você está linda. – falei depois de reunir toda a coragem que existia em mim e no segundo seguinte eu não acreditei que realmente tinha dito aquelas palavras.
- O... Obrigada. – ela corou? É isso mesmo que aconteceu? – Eu normalmente sou mais normal em casa, meu pai nem imagina que eu sou delinquente.
- E por que você é delinquente mesmo?
- Porque é divertido não fazer nada e não ligar para nada.
- Você poderia ser um pouquinho mais legal comigo não é mesmo? – chego no casamento e começo a estacionar meu carro.
- Eu não vou mais zoar você, esse era o trato lembra? – me senti um pouco triste por ela não fazer isso por causa do trato e não por causa de outras coisas.
- Vamos? – desço do carro e abro sua porta, estendo minha mão para ela que se apoia em mim e sai do carro.
Vejo todos os olhares sobre nós e por um curto momento cresce um ciúmes em mim, eu não queria ninguém olhando para ela, ou falando com ela, ou pensando nela, ________ estava comigo ali e ficaria ali comigo, não sei o porque desse sentimento, mas eu não negava que tinha ele.
- Vamos sentar nessa mesa. – ela aponta para a mesa que seus pais estavam sentados quando os vejo ali solto sua mão rapidamente e sinto meu rosto queimar.
- Então Taek Woon. – a mãe dela me olho como se ela fosse uma leoa e eu um pedaço de carne. – Onde você conheceu minha filha?
- Na escola, estamos na mesma sala. – se for as mesmas perguntas de antes eu já fico um pouco mais tranquilo.
- Faz quanto tempo que namoram? – olho para ________ desesperado.
- Vai fazer seis meses. – ela responde por mim e eu dou um gole em meu refrigerante.
- Você já fizeram? – eu quase cuspo todo o líquido da minha boca.
- Não, não, não, não. – digo nervoso enquanto balançava minha cabeça, eu queria me enfiar em um buraco depois dessa.
- MÃE! – ela chama a atenção da própria mãe.
- Vocês já estão no terceiro colegial, tem muitas crianças fazendo isso hoje em dia. – ela da de ombros. – Eu tenho medo pela minha filha.
- Não se preocupe com isso. – eu digo tentando amenizar aquele assunto.
- Seu irmão ficou chateado de você não chegar para a cerimônia. – o pai dela desconversou ao ver meu desconforto.
- Ele sabe que eu demoro para me arrumar e ele não me escolheu para ser a madrinha. – ela cruza os braços emburrada.
- Seu irmão que casou? – pergunto encarando-a e a assentiu com a cabeça. – Eu não sabia, eu nem dei os parabéns para ele.
- Ele nem é tão importante assim. – ela ri.
- Não fale assim do seu irmão. – sua mãe diz.
- VAMOS AGITAR ESSA FESTA, TODOS PARA A PISTA DE DANÇA! – um cara, que eu acredito que seja o DJ grita bem alto para todos ouvirem.
- Vamos dançar amor. – a mãe dela puxa o pai dela para a pista de dança nos deixando sozinhos.
- Me desculpe. – ela diz para quebrar o silêncio que estava começando a ficar incomodo.
- Por que você está se desculpando? – encaro ela, mas logo desvio o olhar quando nossos olhos se encontram.
- Minha família é muito vergonhosa. – ela cora e eu não consigo parar de olhar para ela, meu coração começa a bater mais forte.
- Eu gostei deles. – sorri e ela sorri de volta.
- Quer dançar? – ela pergunta já se levantando.
- Eu não sei dançar. – coro.
- Isso nunca impediu ninguém de dançar. – ela sorri e puxa meu braço me arrastando até a pista de dança que já estava cheia de pessoas.
Ela coloca minhas mãos em volta de sua cintura e suas mãos em volta de meu pescoço, nós estávamos dançando lentamente mesmo que a música fosse agitada, parecia que nem tinha música ali, eu só encarava seus olhos sem conseguir desviar a atenção, ela estava sorrindo docemente para mim e eu sorrio para ela, seu rosto cora e o meu acaba corando junto. Como é possível eu, o nerd da sala que nunca imaginou ter nenhum sentimento por _______ sem ser ódio, estar sentindo essas coisas estranhas e formigantes por meu corpo todo, eu comecei a desejar que aquele momento nunca acabasse e que eu não precisasse voltar para a escola onde ela ia fingir que não me conhecia.
- Eu... – ela ia dizer alguma coisa, mas parou no meio da frase.
- O que foi? – perguntei me aproximando para que eu pudesse ouvi-la melhor.
- Sabia que você está muito lindo de terno? – meu corpo da um pulinho surpreso e eu coro. – Nem parece aquele nerd da escola.
- E você não parece nada com uma delinquente. – sorri divertido e ela ri.
- Eu não quero que esse momento acabe. – ela deita sua cabeça em meu peito e meu coração começa a bater mais forte por causa do medo que eu estava dela conseguir o ouvir batendo forte, que sentido isso fazia? Meu corpo estava me traindo descaradamente.
- E... Eu... Eu também não. – meu rosto estava fervendo, eu desejei que ela ficasse deitada ali porque pelo menos assim ela não conseguia ver meu rosto extremamente corado.
- Eu quero continuar enchendo seu saco na escola.
- Tudo menos isso. – brinquei.
- Era daquele jeito que eu mostrava o que eu sentia por você, eu tinha inveja porque você era inteligente e eu sou burra.
- Você não é burra. – separo nossos corpos e arrumo sua franja.
- Obrigada. – ela sorri docemente.
- Eu devo estar ficando louco. – eu penso alto e me amaldiçoo mentalmente logo em seguida.
- Por quê? – ela olha toda cheia de dúvida para mim, eu respiro fundo e pela segunda vez no dia eu junto toda a minha coragem, isso está ficando cansativo.
- Eu nunca imaginei que eu fosse sentir tudo o que estou sentindo hoje, principalmente por você. – eu olho para baixo, mas consigo ver seu rosto surpreso corar fortemente antes de fazê-lo.
- Vo... Você...
- Eu... Eu acho que... – engulo seco. – Eu acho que estou gostando de você. – levanto meu rosto e a encaro sem desviar o olhar, ela parecia envergonhada e perdida, sem saber o que fazer ou para onde olhar.
- Le... Leo.
- Se você me permite eu vou te beijar agora. – ela aperta os olhos e afasta o rosto um pouco, eu respiro fundo e me aproximo, nossos lábios se tocam levemente e eu deposito um selinho ali me afastando.
Ela começa a abrir os olhos receosa e sua feição era a mais fofa do planeta, aperto sua cintura e a puxo para mais perto, colo nossos lábios começando um primeiro beijo de muitos outros, pelo menos assim espero.
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