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GENTE EU AINDA TO VIVA
POV Violet || Grow Up {Flashback}
Violet desceu do avião, estava em New Orleans, podia sentir o ar úmido e o cheiro de chuva que se aproxima, o cheiro de casa. Assim que respirou o ar local, se deu conta de como sentia falta disso, como esse lugar era parte de si mesma, o quanto sentia falta da chuva. Depois de terminado o desembarque, e de finalmente pegar sua mala entrou em um taxi para seu apartamento. Já havia acertado tudo com uma empresa de mudanças e estaria voltando para Stinson Beach em alguns dias.
Apesar do quanto sentia falta de New Orleans, não via a hora de voltar para lá. Não ligava para o quão pouco chovesse, ou para todo o calor e pouco movimento. Ed estava lá e era isso o que importava. Esse pensamento lhe fez sorrir enquanto observava a cidade pela janela do taxi. Os primeiros pingos de chuva começavam a cair e isso só fez seu sorriso crescer mais ainda. Adorava a visão da cidade pela janela do taxi com todos esses pingos caindo na cidade e contra o carro. Tudo parecia mais bonito assim, via as pessoas correndo para fugir da chuva, enquanto outras abriam seus guarda-chuvas, algumas crianças pulando nas poças que se formavam... Se distraiu tanto observando o movimento que quase nem percebeu que já havia chego. O trajeto pareceu mais rápido do que se lembrava.
Pagou o motorista e desceu, pegando a mala que levava ao seu lado no banco, havia levado um guarda-chuva consigo mas não se preocupou em o pegar. Assim que saiu para a rua sentiu a incrível sensação das gotas de chuva caindo contra seu corpo. Colocou a mala na calçada sem se preocupar com o fato de suas coisas se molharem e girou ao redor de si mesma varias vezes, isso a fez começar a rir, um riso genuíno de puta felicidade, conseguia sentir que era uma criança novamente enquanto olhava para o céu e girava. Se fechasse seus olhos não saberia quantos anos tinha, poderia ter cinco, seis, nove anos, não importava. Ela sempre se sentiria da mesma forma: livre. Quando já estava encharcada andou em direção ao prédio e foi para seu apartamento. (...)
Estava arrumando meus livros e discos em caixas de papelão, há dois tinha chegado em casa, e já encaixotara quase tudo que iria levar. Por sorte o apartamento que alugou em Stinson Beach já era mobiliado, então não levaria seus móveis, e não iria se desfazer desse apartamento. Ainda estava decidindo se o alugaria ou não, mas se o fizesse seriam contratos pequenos para que sempre tivesse esse lugar, não conseguia se ver sem isso. Pegou um disco do Paramore e o colocou para tocar. Foi até a cozinha enquanto a música preenchia seus pensamentos “I told 'em all where to stick it / I left town with a dime to my name” cantou acompanhando a música que era uma de suas favoritas “Said I'm done with all of my fake friends / Self-righteous pawns in a losing game” foi até a geladeira e pegou uma garrafa de vinho que estava lá junto com as poucas coisas que havia comprado em um mercado próximo. Não havia comprado muita coisa, preferia pedir comida se ficasse com fome e só iria ficar alguns dias então não viu necessidade em comprar muitas coisas.
A música continuava tocando e a distraindo, ela se perdia em meio aos versos “Some of us have to grow up sometimes / And so if I have to, I'm gonna leave you behind” Era isso o que estava fazendo, certo? Pegou uma taça no armário, onde estavam os poucos utensílios que não havia guardado, ainda. Abriu o vinho e encheu a taça. Estava deixando esse lugar, não sabia até quando, nem se voltaria um dia, mas tinha que fazer isso. Estava virando outra página do livro da sua vida, ou melhor encerrando outro capitulo. Tomou um gole do vinho e se lembrou de sua primeira noite aqui, quando havia decidido sair de casa por não aguentar mais seu pai e a madrasta, naquele dia também tinha começado outro capitulo, mas para começar novos capítulos sempre temos que acabar o anterior.
Levou o vinho e a taça consigo para a sala, mas ao invés de continuar guardando o pouco que faltava apenas se sentou o chão apoiada na parede, observando todas as caixas a sua frente com um sorriso no rosto, sentiria falta desse lugar, mas sentia mais falta ainda do Ed. Ela riu de si mesma, de como se tornou uma garotinha apaixonada, onde tudo o que importava era estar com ele. Ela achava que já tinha se apaixonado, mas enfim entendeu o que é isso. (...)
Arrastou-se para sua cama, estava aqui a cinco dias e amanhã finalmente iria embora. Tinha acabado de chegar de um jantar com seu pai, eles tinha se visto na maioria dos dias em que esteve aqui, mas só viu sua madrasta em um deles e já achou desperdício de tempo demais. Se deu ao trabalho apenas de tirar suas roupas e foi para baixo das cobertas macias, o barulho de chuva caindo lá fora a acalmava, e fazia com que o sono chegasse mais depressa. Ouviu atentamente a chuva e os barulhos da cidade, como tinha feito inúmeras vezes desde que se mudou para cá. Conseguia se ver levantando no dia seguinte para ir a livraria, trabalhar. Adorava aquele lugar, iria passar lá antes de ir para o aeroporto... Sentiu as pálpebras ficando pesadas e logo em seguida já estava dormindo.
Geo, me aceita no Zello
oi amores []
eu desci a ladeira, pra ver, o que tinha por lá....