A extinção da fotografia e a ameaça para os editores de imagem e ilustradores
É nítido que não temos o mesmo costume de fazer o processo fotográfico que nossos pais faziam e menos ainda o que nossos avós faziam. A fotografia como conhecemos inicialmente, desde o processo de não expor o rolo do filme ao sol até a revelação ou impressão dela para álbuns, sofreu muitas quebras deste procedimento ao longo das décadas e, agora, mais do que nunca, este processo já quase não existe, a não ser por amantes da fotografia e não apenas da imagem. Já não se vê fotógrafos conservadores como Sebastião Salgado, que manipula a câmera e não faz uso de softwares, redes sociais e filtros digitais, não que seja ruim o processo de fotografia ter evoluído, mas tudo isso faz com que a essência e a base da fotografia seja esquecido? Existem fotos famosas e históricas que foram manipuladas (foram editadas) manualmente como veremos na imagem abaixo.
Muitas pessoas nem sabem que é possível fazer esse tipo de manipulação sem nenhuma digitalização. Assim como a fotografia está com seus dias contados, só vemos em exposição ultimamente, a edição de de imagem cada vez está passando por mais evoluções, os softwares estão cada vez entendendo mais o que fazer na imagem e com mais facilidade pro usuário manipular. Isso é bom, não é? Sim, fica mais fácil para pessoas que não estão acostumadas ou não sabem fazer a edição passo a passo a modificarem a sua foto e entender um pouco mais sobre as diferenças do antes e depois. Com toda essa evolução, os editores de imagem precisam correr à frente de seu tempo para não perderem espaço e acabar “chupando dedo”, pois com toda esse dinamismo dos softwares a necessidade de tantos processos como: recorte, sobre-exposião, diluição e tantos outros são descartados por uma nova ferramenta de ajuste a cada atualização dos softwares, cada dia que passa existe um novo app para fazer isso por você. Quanto as máquinas fotográficas? podemos arriscar sim que um dia elas estarão profissionais e dentro de um smartphone.
Contudo, chegamos até os ilustradores, a ilustração vai muito além de desenhos fofos de rostos de pessoas com olhos grandes, no mínimo são a montagem ou invenção de uma imagem e mesmo assim, vem um monte de gente dizendo “me desenha?”. No momentos em que vivemos, hoje, tem muita demanda para ilustradores, apesar de poucas oportunidades de trabalho, o que não falta são pedidos dos seus serviços, mesmo em meio a essa turbulência, é bom ter cuidado e se juntar aos editores de imagem nessa corrida para inovar seu ramo ou, pelo menos, sua atividade. Na revolução industrial, as pessoas perderam lugar para as máquinas e apesar de ter sido um caos para muitas famílias, surgiram novos empregos e empreendimentos. Hoje, mais do que nunca podemos ter uma previsão do futuro de nossas áreas, saber no que investir, ter pra onde correr antes que seja tarde.
Sabemos que o mercado é instável para qualquer profissão, posso arriscar que chegará o dia em que, assim como o jornalismo, as áreas citadas acima perderão a necessidade de ter um diploma ou no mínimo 5 anos de experiência para estar apto para se denominar um fotógrafo, editor de imagem ou ilustrador, basta entender as ferramentas e saber “fazer umas artes”, mas no dia em que esse ponto chegar, estará mais que na hora de dar tchau e inovar suas “skills”, não espere acontecer, faça o que você ama e evolua com ela.














