Resenha #133: O Lado Bom da Vida
Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
O lado bom da vida trata de uma doença que apesar de toda a divulgação, ainda é pouco conhecida: o Transtorno Bipolar. Muita gente acha que as pessoas que possuem essa doença não têm nada e estão agindo dessa forma por que querem. Infelizmente, um bipolar é difícil de ser diagnosticado, pois até mesmo os médicos se confundem na hora de dá o veredicto.
Pat é um ex-professor de história, que começar o livro com um único objetivo: encontrar sua esposa, a Nikki. Ele não lembra o que aconteceu, só sabe que está em um hospital psiquiátrico e que seu único objetivo é sair de lá o mais rápido o possível. Seu melhor amigo no hospital, é Danni McDanni, um negro que fala muito de seu cabelo.
Um dia, a mãe de Pat resolve tirá-lo do hospital por conta própria. E essa decisão surpreende o homem, já que quando ele sai da instituição tem um choque de realidade, ao perceber que ele passou mais de 3 anos internado. Durante o período em que esteve em tratamento, Pat não teve absolutamente nenhuma notícia do mundo exterior, daí ele não ter nenhuma noção das mudanças que o esperam.
Ao chegar em casa, ele não é muito bem recebido por seu pai, que passa a ignorá-lo em quase todos os momentos. Os únicos dias em que o pai de Pat o trata bem são os domingos, dias de jogos dos Eagles, o time de futebol americano da Filadélfia. Ao chegar em casa, outra coisa que muda é a rotina de Pat, que passa os dias praticando exercícios físicos com um único objetivo, ficar em forma para Nikki.
E aí está o maior mistério do livro: O que teria acontecido entre a Nikki e o Pat, que resultou em levá-lo a ser internado em um hospital psiquiátrico? Esse mistério acompanha o leitor até o final do enredo.
Após voltar do hospital, Pat reencontra seu melhor amigo que o chama para jantar em sua casa. Nesse jantar, ele conhece a Tiffani, a cunhada do seu amigo que após uma tragédia familiar também desenvolveu transtorno bipolar. Após suas vidas se cruzarem, Pat ainda não sabia, mas a vida deles iriam mudar para sempre.
A diagramação do livro é bem simples. As folhas amareladas, com a margem/fonte/espaçamento bem elaborados, contribuem para que o leitor tenha uma experiência agradável ao ler esse livro. A capa original do livro é bastante diferente da que está sendo vendida agora, após o filme.
E por falar nele (o filme), eu já assisti duas vezes e tenho alguns comentários a fazer. Primeiro: Entre o livro e o filme, houve uma grande suavizada sobre a história. O livro mostra de maneira profunda como uma pessoa que é bipolar, sofre. Segundo: O amigo de Pat, Danni, é completamente diferente do livro para o filme. Terceiro: A relação entre Pat e Tiffani também é retratada de maneira bastante diferente entre os dois. Se querem um conselho, aí vai o meu: Leiam o livro antes de assistir ao filme, pois isso ajuda na hora da compreensão do enredo.
Eu nunca tinha lido um livro de Matthew Quick, mas apesar da minha opinião sobre a história, acredito que ele foi muito feliz ao abordar esse tema. Espero em breve ter contato com outras obras do autor.