@ledanielmars @themorgangirl
O que diabos acabou de acontecer? For fuck sake, everything is falling apart.
Vocês estão bem? Tudo no lugar?

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@ledanielmars @themorgangirl
O que diabos acabou de acontecer? For fuck sake, everything is falling apart.
Vocês estão bem? Tudo no lugar?
@hblprince
Severus... Vejo que encontrou algum tempo na sua agenda apertada para dar o ar da sua graça.
E acompanhado ainda por cima! Que surpresa agradável.
kiss me bad karma | madmore
@jazz-maverick
A semana que antecipou à chegada do circo no Beco Diagonal foi bastante agitada. A papelada em sua mesa parecia se multiplicar e a pilha só crescia; quando achava que estava perto de acabar suas tarefas, Sturgis era surpreendido por mais documentos para revisar, assinar e encaminhar para outros departamentos. A cada dia que passava, o Podmore tinha mais certeza de que nunca chegaria à ocupar um assento na confederação e isso lhe fazia sentir completamente perdido. Sem a perspectiva de conquistar uma posição onde pudesse tentar mudar o sistema por dentro, Stu era apenas mais um rebelde sem causa. As coisas na Ordem também caminhavam num ritmo lento para o seu gosto, mesmo que constante. Novas pessoas tinham se juntado à causa, mas Sturgis não via progresso de fato; ele sabia que isso era apenas a perspectiva dele, fruto da sua impaciência e imediatismo. Era angustiante, mas ele estava de mãos atadas. Não podia conduzir investigações sozinho sem colocar a vida de outros membros da organização em risco. Não era auror para ter acesso às informações do ministério. Tudo o que lhe restava era se afogar em fire whiskey e se agarrar a qualquer que fosse o entorpecente que tivesse acesso. Era um caminho perigoso o que estava percorrendo, ele tinha plena consciência, mas ainda era melhor do que lidar com suas falhas e inseguranças. Era menos incômodo fumar um maço de cigarro por dia do que pensar em como redirecionar sua frustração para algo mais saudável. Tentava esconder isso dos seus amigos mais próximos, mas Fabian e Gideon eram perspicazes o suficiente para notar quando algo não estava certo. Talvez por isso Sturgis tivesse se aproximado tanto de Jazz; mesmo que a mulher ainda lhe fosse um enigma, ele encontrou um tipo diferente de liberdade em não ter que pensar nas coisas certas para dizer ou no jeito certo de agir. Entre eles um trago e um copo eram o suficiente para manter uma relação amigável.
No sábado, Stu estava mais do que pronto para curtir um tempo de qualidade com Jazz - regado a álcool, deboche e piadas de gosto duvidoso sobre o tal cantor que estavam divulgando tanto. Depois da última noite de bebedeira que tiveram juntos, Sturgis fez questão de chamá-la para sair oficialmente e esperava que a tatuadora tivesse entendido a mensagem. Ele deixava que suas intenções ficassem cada vez mais claras, mesmo que acabasse se sentindo um adolescente ansioso e inexperiente no processo. Se isso o levaria a algum lugar? O Podmore não sabia, mas não tinha nada a perder. Seu nervosismo, no entanto, não diminuía com o passar do tempo. Antes de sair de casa, Stu conferiu sua aparência no espelho pelo menos três vezes antes de se dar por satisfeito. Mesmo usando suas roupas de sempre - jaqueta de couro, jeans e botas -, ele tinha se certificado de que elas estavam limpas e em bom estado. Era mais do que ele fazia normalmente. Quando chegou no Beco Diagonal, levou o dobro de tempo para alcançar o pequeno estúdio de tatuagem onde tinha combinado de encontrar Jazz. A noite estava apenas começando, bruxos e bruxas já enchiam o lugar, todos aparentemente animados para assistir as apresentações do Circo e aproveitar a fartura oferecida pelos estabelecimentos. — Big crowd out there, huh? — Disse, entrando no estúdio e fechando a porta atrás de si. O lugar, que num primeiro momento lhe assustou, tinha se tornado familiar pelas vezes que passava ali para checar como a tatuadora estava. — Ready to go? I'm starving. — Perguntou, ansioso para pôr alguma coisa no estômago e um copo em suas mãos. Não havia nada de diferente em Jazz, mas Sturgis se controlava para não pousar os olhos nela por mais tempo do que deveria. Naquela noite, em específico, fazia mais força do que o normal para não parecer interessado demais. Ele ainda tinha algum orgulho dentro de si e ainda estava mordido por ter sido deixando na porta da casa da mulher da última vez.
lorcan d'eath — diagonal alley parade’s setlist
getting caught up in the circus-like atmosphere feeling less responsible to conventional ethical practices | elle & lupi
@lupitasastre
Maëlle sabia que não deveria estar ali. Esperavam que ela estivesse no famigerado baile de caridade para representar a família junto de suas irmãs. Sua mãe esperava sua presença lá, como uma prova de que ela agora era uma filha direita que fazia tudo o que era esperado dela. Mas ela não era. Podia estar melhor, ter superado toda aquela fase ruim da sua vida, mas ainda não era o suficiente para que abrisse mão de sua liberdade para agradar a mulher. E não havia nada que a fizesse se sentir mais como um passarinho aprisionado do que usar um vestido, saltos altos, maquiagem e sorrir para homens ricos e nojentos. Aquele teatro todo lhe dava ânsia de vômitos, e isso era exatamente o que estava buscando evitar naquela noite. Não conseguiria ficar com Adrian de qualquer forma, sua mãe a havia impedido para tentar forçá-la a ir naquele baile, mas não se renderia a isso. Teria diversões muito maiores para comparecer no Beco Diagonal, e era para lá que aparatava naquele início de noite.
Sentia falta de ambientes como aquele, desde que havia ficado sóbria passara a se policiar muito para não comparecer a festas daquele tipo, sempre tentando evitar qualquer tipo de escorregão que pudesse devolvê-la para o fundo do poço onde um dia estivera. Mas já havia se passado quase um ano que estava sóbria, sentia merecer pelo menos sair para dançar sem se preocupar com mais nada. Então tirou aquela noite para fazer isso. Preferia estar com seu filho, claro que preferia, mas a mãe havia decidido colocar uma mulher desconhecida para cuidar dele e não tinha nada que Elle pudesse fazer por isso. Gritar com a mesma para que fosse embora não parecera surtir efeito, então precisaria apenas aceitar, mesmo que a contra gosto. E então tentar não pensar que aquela maluca poderia estar cuidando de seu bebê naquele exato momento. Ou tentar não pensar naquela maluca de qualquer forma que fosse, esquecendo-se até mesmo de suas feições, não pretendendo vê-la tão cedo. Pelo menos, era o que esperava, mas devia imaginar que nunca conseguia aquilo que desejava, pois mal havia começado a andar pelo local quando avistou aquela mesma face dentre as pessoas. Não pretendia se aproximar, mas quando viu já o estava fazendo. “Não deveria estar cuidando do meu filho?” as palavras saíram menos desagradáveis do que intencionara inicialmente, quase parecendo que realmente queria puxar assunto. Quase.
and I’m older but don’t mean I can’t learn your ways || tomiline
@emmsvance
Tomika não estava exatamente nervosa. Ter um encontro com Emmeline Vance não era nada que ela já não tivesse feito ao longo de sua vida. Mesmo assim, um leve frio percorria toda a extensão de seu abdômen, por vezes chegando até a base de sua nuca. Sim, um encontro com Emmeline Vance não era nada que ela já não tivesse feito ao longo da sua vida. Mas isso era diferente e esse pensamento sozinho era suficiente para justificar seu leve nervosismo.
Sem saber muito o que deveria fazer do lado de fora da casa da ruiva, Tomika andava de um lado para o outro, por vezes perdendo rapidamente sua atenção em qualquer outra coisa mais interessante do que aquela espera. Era quase como voltar para casa, o caminho mais do que registrado no fundo de sua mente. Mas a casa não era exatamente a mesma. E nem as sensações ao entrar se mantinham iguais. Era Emmeline Vance. E ao mesmo tempo que ela era confortavelmente familiar para Tomika, ela também era assustadoramente desconhecida.
Ela não bateu na porta, não teria ainda coragem de olhar nos olhos da avó de Emmeline e reconhecer perfeitamente o peso por trás de toda gentileza que ela sempre carregava. Tomika tinha medo de reconhecer a esperança que sentia ao olhar para a mais velha. E ela tinha ainda mais medo de acabar decepcionando. Resignou-se, então, ao somente ficar esperando do lado de fora, sabendo que Emmeline entenderia melhor do que ninguém. Ela sempre entendia.
Não demorou muito, de verdade. E apesar de Tomika ter consciência da passagem de tempo, ainda assim pareceu algo eternamente prolongado. Ter um encontro com Emmeline Vance não era nada que ela já não tivesse feito ao longo de sua vida e, ainda assim, sentia-se como uma criança perdida. Quando a ruiva por fim apareceu, Tomika sentiu todo seu corpo relaxar, seu coração de repente parecendo muito tranquilo com a perspectiva de encontrar novamente com seu mais antigo amor. Inclinando a cabeça, sorriu de forma impossivelmente doce. Olhando para Emmeline ali, na porta de casa, Tomika percebeu o que há muito lhe faltava. “Hey there, Vance.” Ela estava, enfim, em casa.
true friends stab you in the front {pov, june}
Há anos Brent estava escondido na mansão dos Carrow, focado em treinar suas habilidades de obliviação e as Maldições Imperdoáveis, primeiramente em animais pequenos e com o tempo passando a testá-las em humanos, em sua maioria trouxas cujas memórias eram sempre apagadas após as sessões. O rapaz vinha mantendo um perfil discreto, sem fazer aparições públicas, saindo da residência que habitava apenas para missões que seu mestre orquestrava, afinal, era para ele estar morto - e era assim que o rapaz se sentia na maior parte do tempo, como se seu corpo fosse apenas uma casca vazia sendo pilotada por um propósito maior, desprovida de sentimentos e desejos próprios.
Quando soube que ocorreria uma missão em um evento público, no entanto, Travers foi um dos primeiros a se oferecer para estar disfarçado na multidão para assistir ao discurso e apreciar - se possível incrementando discretamente - o caos que seria instaurado. Sua motivação para se oferecer não era inteiramente pela causa purista, contudo, visto que procurava arejar a cabeça em um novo ambiente longe dos olhares observadores dos Carrow e Travers. Sua família não entendeu o motivo de sua vontade para tal, mas ele precisava de uma escapada, e usaria qualquer desculpa para fazê-la. Estaria quebrando uma regra que impusera para si mesmo cinco anos atrás? Tecnicamente, sim, pois não era uma missão exatamente sua, mas o moreno ansiava por qualquer situação diferente, mesmo que arriscasse ver alguém que teria dado-lhe como morto até então. Tudo era contornável, e ele sempre poderia apagar uma memória ou outra se algo desse errado, ou assim pensava.
Assim que o caos se instaurou no show de Lorcan d’Eath, Brent passou a observar ao seu redor o terror na face do público. Grande parte das pessoas começaram a se aglomerar e a correr, e o rapaz estava sentindo uma certa satisfação por aquela missão ter sido completa. Nada podia dar errado... até avistar um semblante conhecido. Seu rosto ficou mais pálido que o usual e o corpo congelou no lugar que estava, perto da saída do recinto. Era Keagan, que havia sido seu amigo durante anos. Seus olhos acompanharam ele até que o rapaz fosse de encontro a outra figura familiar, que fez seu coração então empoeirado ter um vislumbre de memória do que era sentir amor por alguém. Uma memória tão distante cujo sabor agora tornava-se ainda mais amargo ao ver a cena que seguiria: um beijo entre os dois amigos. No fundo, Brent sempre soube. Jamais poderia ter sido ele o alvo dos afetos românticos de Rey, isso estava reservado para Keagan, que aparentemente só estava esperando Travers sair de cena para cumprir seu papel.
Brent demorou-se um pouco ao observar a cena, arriscando ser visto em prol de um mergulho em sua própria dor. Sentiu aquele beijo atravessar suas costas como uma adaga gelada, e naquele momento foi como se ele realmente fosse um verdadeiro fantasma; não existia mais para os dois, não fazia parte daquele universo, estava apenas espreitando um passado que já não lhe pertencia. Foi cortado de seu transe, no entanto, quando percebeu os olhos de Rowle pairarem sobre os seus. Fizeram contato visual por alguns segundos e Brent imediatamente aproveitou-se da multidão que caminhava para a saída e perdeu-se no meio das pessoas. Àquela altura, ele nem importava-se mais com o fato de que deveria estar morto para os ex-amigos.
yes i’m a mess but i’m blessed to be stuck with you || amey
@braus-haley
Era uma das poucas vezes que Amos passava um sábado a noite longe de Cedrico. Não por achar que ele não ficaria bem ao cuidado de seus pais, mas somente por não conseguir ficar realmente longe. Amos sabia que eventualmente passaria mais tempo longe do filho, especialmente a medida que ele crescesse, só não estava ainda preparado para dado momento. Mas faria uma coisa de cada vez e deixar Cedrico com seus pais para acompanhar Hardin não era nenhum grande esforço para ele, ainda mais agora que seu primo estava precisando de todo apoio possível.
Amos só não esperava, porém, acabar ficando sozinho num evento daqueles. O aparecimento de Agnes havia sido repentino e inesperado a julgar pelo que Hardin havia lhe contado sobre o sumiço da mesma. E com a situação que tinha nas mãos, ele fez o que pode para tentar fazer com que seu primo finalmente resolvesse sua situação com a melhor amiga e Amos realmente esperava que a conversa não terminasse com Hardin no hospital, mas conhecendo como era a relação dos dois ele não poderia sonhar muito.
O movimento no beco diagonal era grande e Amos já começava a cogitar voltar para casa, afinal não era como se tivesse muito o que fazer agora que estava sozinho, depois acharia outra coisa para fazer com Hardin e dependendo do rumo da conversa dele com Agnes talvez os dois acabassem no chão de sua casa fazendo vasos junto com Cedrico. No meio da multidão, Amos tentava achar um lugar mais adequado para aparatar quando de repente se sentiu empurrado; sem entender muito, olhou em volta e logo percebeu que todos ao seu redor estavam correndo. Confuso, Amos tentou não ser derrubado no meio da confusão; quase cinco minutos depois conseguiu chegar em um local de movimento mais moderado e foi ai que quase tropeçou em uma garota que havia acabado de cair. Sem pensar duas vezes, segurou a mão dela e a ajudou a levantar, já correndo para outro lugar ao perceber que a quantidade de pessoas havia aumentado.