@bones-hugh
Foi uma cerimônia muito bonita. Como você está? Eu sei que é uma pergunta péssima para se fazer diante da situação, mas não nos falamos desde a noite do leilão.
Como estão seus irmãos e sua mãe?

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@bones-hugh
Foi uma cerimônia muito bonita. Como você está? Eu sei que é uma pergunta péssima para se fazer diante da situação, mas não nos falamos desde a noite do leilão.
Como estão seus irmãos e sua mãe?
@peneloped
Penelope? O que está fazendo aqui a essa hora?
Não que você não seja bem-vinda a qualquer hora, mas aconteceu alguma coisa?
kiss me bad karma | madmore
@jazz-maverick
A semana que antecipou à chegada do circo no Beco Diagonal foi bastante agitada. A papelada em sua mesa parecia se multiplicar e a pilha só crescia; quando achava que estava perto de acabar suas tarefas, Sturgis era surpreendido por mais documentos para revisar, assinar e encaminhar para outros departamentos. A cada dia que passava, o Podmore tinha mais certeza de que nunca chegaria à ocupar um assento na confederação e isso lhe fazia sentir completamente perdido. Sem a perspectiva de conquistar uma posição onde pudesse tentar mudar o sistema por dentro, Stu era apenas mais um rebelde sem causa. As coisas na Ordem também caminhavam num ritmo lento para o seu gosto, mesmo que constante. Novas pessoas tinham se juntado à causa, mas Sturgis não via progresso de fato; ele sabia que isso era apenas a perspectiva dele, fruto da sua impaciência e imediatismo. Era angustiante, mas ele estava de mãos atadas. Não podia conduzir investigações sozinho sem colocar a vida de outros membros da organização em risco. Não era auror para ter acesso às informações do ministério. Tudo o que lhe restava era se afogar em fire whiskey e se agarrar a qualquer que fosse o entorpecente que tivesse acesso. Era um caminho perigoso o que estava percorrendo, ele tinha plena consciência, mas ainda era melhor do que lidar com suas falhas e inseguranças. Era menos incômodo fumar um maço de cigarro por dia do que pensar em como redirecionar sua frustração para algo mais saudável. Tentava esconder isso dos seus amigos mais próximos, mas Fabian e Gideon eram perspicazes o suficiente para notar quando algo não estava certo. Talvez por isso Sturgis tivesse se aproximado tanto de Jazz; mesmo que a mulher ainda lhe fosse um enigma, ele encontrou um tipo diferente de liberdade em não ter que pensar nas coisas certas para dizer ou no jeito certo de agir. Entre eles um trago e um copo eram o suficiente para manter uma relação amigável.
No sábado, Stu estava mais do que pronto para curtir um tempo de qualidade com Jazz - regado a álcool, deboche e piadas de gosto duvidoso sobre o tal cantor que estavam divulgando tanto. Depois da última noite de bebedeira que tiveram juntos, Sturgis fez questão de chamá-la para sair oficialmente e esperava que a tatuadora tivesse entendido a mensagem. Ele deixava que suas intenções ficassem cada vez mais claras, mesmo que acabasse se sentindo um adolescente ansioso e inexperiente no processo. Se isso o levaria a algum lugar? O Podmore não sabia, mas não tinha nada a perder. Seu nervosismo, no entanto, não diminuía com o passar do tempo. Antes de sair de casa, Stu conferiu sua aparência no espelho pelo menos três vezes antes de se dar por satisfeito. Mesmo usando suas roupas de sempre - jaqueta de couro, jeans e botas -, ele tinha se certificado de que elas estavam limpas e em bom estado. Era mais do que ele fazia normalmente. Quando chegou no Beco Diagonal, levou o dobro de tempo para alcançar o pequeno estúdio de tatuagem onde tinha combinado de encontrar Jazz. A noite estava apenas começando, bruxos e bruxas já enchiam o lugar, todos aparentemente animados para assistir as apresentações do Circo e aproveitar a fartura oferecida pelos estabelecimentos. — Big crowd out there, huh? — Disse, entrando no estúdio e fechando a porta atrás de si. O lugar, que num primeiro momento lhe assustou, tinha se tornado familiar pelas vezes que passava ali para checar como a tatuadora estava. — Ready to go? I'm starving. — Perguntou, ansioso para pôr alguma coisa no estômago e um copo em suas mãos. Não havia nada de diferente em Jazz, mas Sturgis se controlava para não pousar os olhos nela por mais tempo do que deveria. Naquela noite, em específico, fazia mais força do que o normal para não parecer interessado demais. Ele ainda tinha algum orgulho dentro de si e ainda estava mordido por ter sido deixando na porta da casa da mulher da última vez.
“Alright, alright.” James conceded, but it wasn’t without much chagrin. “Fine. The squid probably wouldn’t like to be ridden. At least,” he changed his tune again. “Not with a saddle.”
@dorcasisntdeadyet
“Fuck, that is strong.”
quando você me abraça, o mundo gira devagar | howle
@rowle-reyman
Sábado à noite e Keagan estava saindo de casa em vez de se recolher na sua própria companhia e estudar algum assunto aleatório. Quando não estava trabalhando no Ministério, treinando novos aurores nos headquarters, estava em casa - com o nariz enterrado em um livro. Nunca fora um rapaz muito interessado em socializar e fazer amizades, pois muitas vezes achava que não entendia muito bem como as regras desse jogo funcionavam. Era tudo muito cheio de sutilezas e subjetividades que Keagan muitas vezes se encontrava confuso tentando entender. Por isso ele preferia ler as palavras concretas em uma página do que tentar ler as emoções no rosto de alguém. Porém, quando se tratava de Rayman, as coisas mudavam de figura. Tinham sido inseparáveis nos anos que passaram em Hogwarts e ela o conhecia o suficiente para não se deixar abalar pelas gafes que cometia frequentemente. A menina se sentia confortável para tentar lhe fazer entender as nuances das interações sociais, e ele era grato à amiga por isso. No entanto, as coisas entre eles não eram as mesmas, não desde o acampamento em que pretendiam celebrar a formatura com Brent. A ausência do amigo parecia sempre ocupar um espaço desconfortável entre eles e, mesmo tento prometido que cuidaria de Rayman caso acontecesse algo, Keagan não estava fazendo o seu melhor para cumprir a promessa. Tinha mergulhado de cabeça no treinamento para se tornar auror, usando o início da carreira para ocupar a mente. Os encontros com a amiga se tornaram mais ocasionais e ela mesma parecia ter problemas em lidar com a perda de Brent. Estaria mentindo se dissesse que a culpa não lhe consumia de tempos em tempos, levando-o a tentar se aproximar novamente, e naquela noite estaria tentando mais uma vez se redimir. Quando desceu as escadas da casa em que morava desde a infância, sua mãe esboçou um sorriso. A mulher sempre tentava lhe convencer que ele precisava sair mais, conhecer novas pessoas, talvez uma garota interessante. Nessas situações, Keagan apenas sorria timidamente e desviava o rumo da conversa. Depois de se despedir da mãe com a promessa de que não voltaria tarde, aparatou próximo ao Caldeirão Furado - sua entrada usual para o Beco Diagonal.
A noite estava apenas começando e Keagan se surpreendeu com o movimento do lugar. Bruxos e bruxas aproveitavam a comida em abundância, se divertiam com fantasias circenses e se preparavam para a atração da noite. Tinha combinado de se encontrar com Rayman na frente do Gringotts, pois sabia que seria o lugar mais fácil de achar no meio de tanta gente. No caminho até o ponto de encontro, Keagan notou que os hitwizards escalados para fazer a segurança do evento já circulavam pelo evento e teve que conter seu ímpeto de se envolver. Não estava ali à trabalho e tinha prometido à amiga que se esforçaria para se divertir e relaxar. Era natural para ele manter uma parte da sua mente sempre alerta, além de se sentir mais confortável quando tinha um plano e as coisas sob controle. Aquilo quase sempre lhe tornava um cara engessado e talvez até um pouco chato, Brent costumava lhe atentar para isso com certa frequência. Talvez por isso, após a perda do melhor amigo Keagan tentava com tanta força ser uma pessoa mais tranquila e mais flexível. Não podia dizer que era sempre fácil, mas ficava feliz em constatar que tinha conseguido mudar pelo menos um pouco. Assim que chegou à Gringotts, encontrou Rayman rapidamente. — Natalie, você chegou cedo. Te deixei esperando por muito tempo? — Perguntou, mantendo as mãos nos bolsos e se questionando se deveria tocá-la de alguma forma. Nunca tinha sido muito afável, mas costumava abraçar Rayman até com certa frequência. Acabou esperando uma atitude da menina, decidindo apenas corresponder. — Eu achei que estaria cheio, mas não sabia que esse festival faria tanto sucesso assim. — Olhando em volta, Keagan se sentia um pouco claustrofóbico com a quantidade de pessoas transitando e esbarrando umas nas outras. Lembrou-se novamente o porquê de estar ali e espantou o sentimento de desconforto. — Temos um tempo para matar antes do show. O que quer fazer? Você que manda. — Esboçou um sorriso tímido para a amiga, tentando deixar o clima entre eles mais confortável e leve.
“Mind if I join you?” Dawn was already flopping down next to Danny on the grass. She took a large drink from her water bottle. “Merlin, I’m exhausted.”
@dannygeist
When: Saturday 27th June, 1979 Where: St Mungo’s Who: @clementinerobards
Percy had spent almost all of the past two days slumped in the uncomfortable hospital chair next to Clem’s bed. She was still out of it, but the Healers assured them all it was nothing to worry about -- they were simply giving her time to rest, so that she could heal. His own injuries had been fixable with a few potions and a check over, and ever since he’d been by her side. Except when his dad had made him go home to change, when he’d seen Alecto. He’d brought an old text book back with him, in a weak attempt to distract his mind running loops of destructive thoughts. He knew Clem would wake up, at least. But what would she be like when she woke? How much would she remember? How much of the horrors of that night would she had to relive night after night? What did she remember of him? The longer she was out, the more agitated he got, to the point he’d genuinely considered turning himself in -- stepping up and owning what he’d done, getting the punishment he deserved.
It was when he was in one of these particularly dark train of thoughts that Percy decided he needed some fresh air, and a cigarette. He wouldn’t duck out for long, he told himself, he’d be back soon enough.
It ended up being longer than he first thought, that he was sitting in the hospital’s court yard. He managed to finish the crumpled pack of cigarettes that were in his jacket pocket, and he stayed out there a while longer, fingers twisting together. At one point, his dad joined him, sitting together in silence. Percy didn’t look at him once, not even as John left, squeezing his shoulder as he went.
Finally, Percy willed himself back inside. As he reached the door to Clem’s room, he braced himself. Every time he saw her lying there, looking so peaceful in her sleep, but still so exhausted, his heart broke all over again. He wasn’t prepared to walk back in and see her sitting up. She looked tired, pale, and utterly unhappy. It was, perhaps, worse than when she’d been asleep. At least before, she hadn’t looked quite so ruined. The sight caused his vision to blur, a lump forming in his throat that he was quick to swollow down. “You --” he stepped further into the room, a weak smile flickering across his features for the smallest of moments. She’d woken up. He felt a greater relief than he thought he would. There was a part of him that worried she’d never wake up, despite what the nurse said. Seeing her awake, that worry flooded from him, replaced with a new one. How would she react to seeing him?
He let out a shaky breath, stepping further into the room. “You’re awake.”