Amor que não se mede?
Uma xícara limpa, uma casa varrida, um almoço bem feito, o chão feito um espelho, um molho cheiroso com macarrão macio, um travesseiro emplumado e limpo, o taco bem encerado e com brilho.
A roupa de cama não mente, pois se trocada a cada quatro dias você se torna uma dona de casa eficiente, deus o livre de ter teu cabelo crespo no chão pois, isso para os outros é sinônimo de podridão.
Que relaxada! Olha a meia dela, toda encardida! Pra você ver como um pedaço de pano rege sua vida. Menina, mulher e negra ou até mesmo daquela outra cor, tua vida desde que nasce é ser asseada, bem cuidada e boa cuidadora, se essas três coisas lhe faltam, você é resumida como uma má pessoa, uma mulher que tem seu valor invalidado devido ao fato de não ser ou agir como a sociedade espera.
E esse amor aí? Experimenta preta, deixar a sala por varrer e a louça por lavar... Experimenta a sensação que é não se importar, não se cobrar, porém, com isso, o sabor da sua experiência será amargo, pois o amor e paciência que lhe foi jurado, será dissipado.
Experimentará angústia, desprezo, insensibilidade, ódio, abandono. Me escuta preta, é isso que acontece, e eu não to falando de homem não, falo daqueles com quem compartilhas dna, daqueles que deveriam ajudar mas, só fazem cobrar, avacalhar.
Te liga mulher, amor se mede S I M, e muita das vezes basta uma poeira para este, se extinguir.
Juliana Diaz.















