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#elinho
Bj e Bom Dia #elinho
E eu não paro um segundo de pensar em você..
Não sei explicar o que sinto agora, é uma mistura de impotência e raiva com tristeza e arrependimento. Meu coração se contraiu e me sufocou no momento em que vi, que além de mim, existe uma pessoa com os mesmos planos que os meus, te conquistar, no meu caso.. reconquistar. Mas, a verdade é que esse joguinho me incomoda, me tira o sono, mexe com meu ego, alfineta meu orgulho e acima de tudo, testa minha paciência. Nunca me coloquei nessa situação, ter que "lutar" por alguém, consertar um erro e a verdade é que não sei fazer isso.. Sempre estive do outro lado, sempre fui "conquistada", sempre correram atrás de mim. Essa situação me incomoda demais, se não houvesse alguém que te conhece tanto me controlando, eu já teria aberto o jogo, colocado as cartas na mesa, e ai? me quer ou não?! E o pior é que eu sei a resposta. Eu mexo contigo, na mesma intensidade que você mexe comigo, eu sei, você sabe. Nos mantemos assim, por puro egocentrismo. Somos iguais. Eu olho pra você e me vejo. Nós dois fomos feitos muito pra nós dois. Como eu pude te deixar?
Ana Evelyn Melo
De tudo o que o vento traz Quase nada permanece Permanente vem e vai Coisas sempre morrem, nascem Os afetos são iguais Amores desaparecem Mas de tudo o que se vai Algo finca o pé e não arreda Pra que esconder que é você? Que aparace toda vez Bagunçando a minha ideia Nas menores distrações Dentro de um jogo da velha E não é que eu queira paz Eu até que gosto de uma encrenca Mas mesmo pra mim é demais De tudo o que o vento traz Quase tudo a gente varre Folhas secas, palha e pó Incerteza, medo e fome As delicias de um verão As lembranças de uma tarde O quê vai determinar, o quê a mente guarda ou descarta? A minha não larga você..
5 à seco
To chateada contigo. Você não é assim.. Ou pelo menos não era tão assim. Qual a necessidade de você falar aquilo quando seu sobrinho me chamou de tia? Tive que respirar fundo, contar muito e continuar comendo pra não responder sua "alfinetada" de maneira grosseira. Ele é uma criança, não tem nada a ver com o que aconteceu entre a gente e você sabe. Porra! Fiquei e na verdade ainda to machucada pra caralho, tentei não deixar transparecer, o que pra mim é uma coisa extremamente difícil, até pensei em te chamar pra conversar sobre, antes de ir embora mas tive receio de você "fugir" do papo.. Mas agora aqui.. É impossível não lembrar e não falar, eu não sei ser assim. Queria de verdade entender a necessidade disso.. O que você quer? Me fazer remoer ainda mais o que eu fiz? Porra.. Atitudes como essa me deixam totalmente desanimada, desesperançosa, triste.. Parece que nada do que vivemos conta, parece que não tenho nenhum mérito, parece que só errei contigo.. Eu estava feliz por termos voltado a nos falar numa boa, estava feliz por poder te cumprimentar numa boa, conversamos coisas sérias, brincar, rir, até sair.. E do nada você joga um tijolo desses? Pra quê? Pra me dizer que todas as coisas que tenho feito na tentativa de me reaproximar são vãs?! O engraçado nessa história é que você abre a boca pra dizer que te larguei, passa na cara as coisas que você fez por mim. Mas, é incapaz de reconhecer que eu voltei atrás, que eu também fiz coisas por você e que tenho tentado me aproximar e recomeçar! Tenho tentado me por no seu lugar sempre, em cada diálogo nosso, mas você realmente acha que essa situação seja necessária? Essas alfinetadas e indiferença? Não sou só vilã, você também não é só mocinho e nós dois sabemos muito bem. Fico me perguntando o que falta pra você dizer pra mim: "Ana Evelyn, agora é só amizade!" e acabar com esse auê ou simplesmente zerar o jogo e tentar de novo.. Eu gosto de você e você sabe, você sabe das minhas pretenções! E as únicas coisas que ainda me incentivam a continuar insistindo na gente, foram todas as coisas que vivemos intensamente. E eu, Ana Evelyn, duvido que o sentimento que cada uma delas nos proporcionou simplesmente sumiu de dentro de você. Não to na posição de te cobrar nada, nem quero que isso pareça uma cobrança. Prefiro que essas coisas que eu te disse sejam interpretadas como um jogo aberto, sincero e as minhas cartas estão na mesa. Eu só preciso que você diga: "vamos tentar recomeçar", se essa for a sua vontade. De dizer tudo isso me assusta, não me lembro qual a última vez que me expus assim.
Ana Evelyn
Ela lembrou de como ele a tocava. Lembrou também de como tocava o violão, escolhido entre outros dois que se alocavam num suporte na parede. Lembrou das 'serenatas' realizadas nas manhãs dos finais de semana, principalmente aos domingos, fossem eles chuvosos ou não. Lembrou das gargalhadas na cama de solteiro, enquanto se espreguiçavam na tentativa de mandar embora a preguiça, e das peripécias dentro do banheiro quando finalmente decidiam sair do quarto. Ah, as perícias... Gemidos e sussurros silenciosamente emitidos na tentativa de disfarçar a pornografia apaixonante, executada enquanto a música da playlist que fora minuciosamente escolhida, tocava alto pela casa e tudo se misturava e tornava mais interessante enquanto as pessoas lá fora o chamava com o intuito de comprar um simples retalho de cigarro. Ela lembrou de quantas vezes reclamava sobre a demora dele se arrumar e da total despreocupação com o atraso para os compromissos. Ela lembrou da risada solta, das mordidas e das palavras bonitas que ele proferia, afirmando e reafirmando que era algo bom demais, e que nem se recordava de quando tinha sentido isso por alguém. Ela lembrou dos dias de sol e das breves caminhadas na beira da praia. Ela lembrou das carícias dele na perna dela enquanto pilotava seu 'cavalo branco' em direção a algum lugar. Lembrou da maneira que ele a apresentava as pessoas, e a entonação de prazer ao fazer aquilo. Ela lembrou das vezes que 'disputou' quem cochilava primeiro durante um filme e que no final nenhum deles realmente assumia. Ela lembrou do céu estrelado que ele a apresentara, das estrelas cadentes que contara, dos pedidos que realizara e do amor que fizeram na beira da praia. Da viagem de volta pra casa, do desejo de não acabar toda aquela magia existente entre os dois. Por fim, a insegurança a atingiu, a descrença e tudo que existia se esvaiu. Ela que sou eu, lembro com saudade e lamento que o orgulho se destaque em meio a tanta vontade.
Ana Evelyn Melo
Eu vi uma estrela cadente! Eu vi uma estrela que brilhou e correu pelo céu igualzinha àquelas que vimos naquele dia na praia, logo após uma transa na areia a luz de velas. Quando eu vi a estrela cadente, meu coração acelerou, um frio na barriga me tomou e eu lembrei de tanta coisa, eu senti tantas coisas que na hora, não consegui fazer um pedido. Lamentei, mas logo pensei: E daí? Eu vi a estrela caindo, eu tenho o direito de fazer um pedido. Ei, Estrela! Estrelinha!! Você vai me ouvir? Fiz mesmo assim!
Ana Evelyn