Os Observadores estão de olho em AARON MELBON. Eles dizem que ele tem 25 anos e que está na Ilha há TRÊS ANOS, já deve estar acostumado com as regras da cidade. Como MEL se parece com MILO MANHEIM, é bom tomar cuidado e não sair do CHALÉ 2 de noite porque mesmo sendo filhe de AFRODITE, vindo do ACAMPAMENTO MEIO SANGUE, aqui é apenas mais ume no meio da multidão.
Curandeiro.
𝐈𝐅 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐁𝐄𝐈𝐍𝐆 𝐖𝐀𝐓𝐂𝐇𝐄𝐃, 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐒𝐓𝐈𝐋𝐋 𝐔𝐒𝐄𝐅𝐔𝐋.
Um homem cheiroso, romântico, divertido. Quer saber mais? Arrasta pra cima ;)
Aaron Melbon, carinhosamente chamado pelos amigos de Mel, não foge muito ao estereótipo das crias de Afrodite. Tem um ego grande, um coração de igual medida, e a certeza de que o amor é capaz de transpassar qualquer desafio. Quando está nervoso ou estressado, suas emoções saltam no rosto sem rodeios; mas tende a ser, na maioria do tempo, uma pessoa calma e polida, daqueles que sabem que a palavra convence, mas o exemplo arrasta. Não é o melhor dos guerreiros, mas é corajoso (e ingênuo) o suficiente para se colocar em risco por outros, guiado por um forte senso de honra e moral. Gosta de desafios, de se provar merecedor, de dar e receber presentes, de se sentir necessário.
𝐘𝐎𝐔 𝐃𝐈𝐃𝐍’𝐓 𝐀𝐑𝐑𝐈𝐕𝐄 𝐇𝐄𝐑𝐄. 𝐘𝐎𝐔 𝐖𝐄𝐑𝐄 𝐓𝐀𝐊𝐄𝐍.
Engraçado pensar que a primeira vez que teve contato com a mãe foi através de um… pombo. E não um pombo correio, daqueles que voam por aí com bilhetinhos amarrados nas patas, não, mas uma bela pomba branca, reluzente aos raios do fim da tarde, recém liberta de um casamento que acontecia na igreja justo ali na esquina. Melbon, um garotinho magro e de passos errantes, caminhava distraído de volta da escola quando um cheiro forte e desagradável atraiu sua atenção, levando-o a olhar para trás bem a tempo de ver um homem reagir ao ataque súbito de uma rajada de fezes. Só que o homem em questão tinha apenas um olho entre as orelhas, e quando aquele olho voltou-se em sua direção com fúria, a criança correu para longe como se não houvesse amanhã.
E não houve mesmo, ao menos não o amanhã de uma vida normal, na qual se vai para a escola normal, se fala com os amigos normais, se come um pão com geleia normal. Dali em diante o acampamento tornou-se sua rotina, seus amigos viraram semideuses e sátiros, um quinto de sua comida sempre ia parar na fogueira. Melbon não tinha do que reclamar, no entanto. Floresceu naquele ambiente como uma rosa num jardim bem regado, contente em estar cercado por uma família amorosa (nem tanto) e sob solo seguro (nem tanto). Das atividades do acampamento, destacou-se na busca e rastreio, não demorando muito até compor missões. Especialmente quando os deuses e amigos começaram a desaparecer.
Foram tempos frustrantes. Nessa época, Melbon mal era visto no 10. Hora estava na floresta, aperfeiçoando suas técnicas, hora estava em missão, e a cada retorno de mãos vazias o ciclo se repetia. Até… o sonho. Até acordar naquela cabana e ler as instruções de Rachel. Até enfim encontrar todos aqueles que havia perdido. Mas todo bom rastreador sabe que a busca nunca acaba até que se retorne ao ponto de partida.
Ao perceber que suas memórias estão apagando, Mel começou a escrever diários. Nele estão fatos, desenhos, lembranças e, principalmente, descobertas sobre a ilha. Atualmente tem três cadernos cheios, escondidos sob as roupas no baú do chalé.
No começo de sua estadia, saía em buscas de reconhecimento, mas deu uma parada após aparecer ensanguentado e não fazer ideia de como aquele sangue havia chegado lá. Atormentado, ainda continua ensinando técnicas de sobrevivência na selva para aqueles que tem interesse, mas trocou momentaneamente a patrulha pela enfermaria. Lá, sua função é anestesiar a dor dos campistas, seja ela física ou emocional, essa última através de seu autointitulado charme natural.
Tem um anel no anelar que costuma mexer em momentos tensos, mas não consegue se lembrar como ou quando o adquiriu. Tudo o que sabe, por instinto, é que é um objeto importante.
𝐒𝐎𝐌𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐄𝐒 𝐀𝐑𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐒𝐄 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇.
Manipulação sensorial (Ativo): Como filho de Afrodite, Melbon possui certo domínio sobre a sensibilidade corpórea. Num dos extremos, seu alvo sente dor intensa; No outro, paralisia; No meio, sente calor, frio, prazer. Melbon sempre precisou do contato físico para ativá-lo e, embora agora tenha que tocar com os dedos, antes da ilha era capaz de expandir os efeitos até a ponta do chicote. Por estar enfraquecido, também já não consegue acessar os extremos com total eficácia, mas é o suficiente para aliviar ao menos um pouco aqueles feridos na enfermaria.
Domínio dos odores (Passivo): Perfumes fazem parte do domínio de Afrodite, e Melbon tem a capacidade passiva de senti-los e diferenciá-los às mínimas nuances. Seu olfato exacerbado lhe confere grande vantagem no rastreio, sendo mais guiado pelos cheiros do que pela visão quando está na busca de alguém. Agora, na ilha, o alcance do olfato diminuiu consideravelmente – e já não consegue filtrá-lo tanto assim, de modo que pode se confundir ou sobrecarregar se houver muitos aromas juntos.
𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍𝐒
Mel tem perícia em chicotes, sendo essa sua principal arma de combate. Tal instrumento foi trançado com fios finíssimos e maleáveis de bronze celestial em todo o comprimento, tornando-o eficaz contra monstros.











