Segunda Feira, dia 23 de Junho de 2025 às 04:29
dias de luta, cafés frios e corações teimosos. ando com o coração como bússola — ele erra rotas, sim, mas nunca me deixa totalmente perdido. estou só, ao menos no plano visível. no invisível, caminho escoltado por uma fé que não precisa gritar pra ser sentida.
não nasci pra agradar plateias. e nem quero. agradar a todos é missão de quem vive de aplausos. eu vivo de silêncios que dizem muito e de verdades que incomodam mais do que deveriam. divergências? fazem parte. mas o desrespeito travestido de "sinceridade" já perdeu a graça.
valores? cada um com o seu. o meu vem da empatia que ofereço como ponte e recebo como muro. talvez eu espere demais. talvez eu apenas recuse o pouco.
esses dias foram quase um rito. revisitei fatos, dores, decisões — e tentei encontrar algum sentido entre o que fiz e o que precisei fazer. crescer, no fim, não é sobre colecionar vitórias, mas sobre suportar derrotas sem deixar de ser gentil.
sou personagem secundário em mil histórias. em outras, nem isso. só uma lembrança desbotada numa tarde chuvosa qualquer.
dói perceber que quando erro e busco redenção, esbarro em gente acorrentada ao próprio ego. gente que ouve, mas não escuta. que diz “entendo”, mas entende nada. é… surreal como a vida bate — e como, mesmo assim, o coração insiste em bater também.
mudei. muito. e nem sempre por escolha. mas em cada versão minha, teve um pouco de dor e um tanto de fé.
no fim, sigo. com deus no peito e os olhos bem abertos. o vale da sombra da morte não me assusta. me assusta o brilho vazio de quem já morreu por dentro e ainda sorri.













