Blue Monk
David Amram’s Birthday Jam Band
Diane Perry – violin Jeff Schiller – saxophone Erik Lawrence – saxophone Nabaté Isles – trumpet David Amram– piano, french horn John de Witt – bass Kevin Twigg – drums
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David Amram’s Birthday Jam Band
Diane Perry – violin Jeff Schiller – saxophone Erik Lawrence – saxophone Nabaté Isles – trumpet David Amram– piano, french horn John de Witt – bass Kevin Twigg – drums
Sometime in August Yes indeed, more Space Exchange from Thunderbird Cafe. It was a refreshingly new combination: Soy Sos and Erik Lawrence. The crowd was light and I was warding off a head cold but the music was interesting. One could hear them feeling out the relationship...and I felt it was most strong when Soy Sos moved away from responding to Erik's playing and into his own textural context and beats. The beats were key. I had to head out early due to my head but I felt I got a good sense of the edges of where they would go before I left. Is it good? Mostly. As are many early iterations and partnerships it felt too new to really fly, but there was potential and interest.
Hockey's area @Perik
Não existem palavras para descrever o quão feliz Penelope sentia-se agora que estava no Mont Blanc e que sua vida começava a tornar-se mais digna dela mesma. Suas notas ainda eram incrivelmente altas, mas ao contrário de quando morava com os pais tinha liberdade para fazer o que quisesse, conviver com quem quisesse. Claro que não o fazia pelo simples medo de ser tirada do lugar, mas o que tinha era de bom tamanho. Aproveitava os dias muito mais com seus novos amigos, fazia coisas que sempre tivera vontade de fazer, mas nunca fez. E além de tudo isso, ainda podia treinar. Saltar, correr, alongar, fechar os olhos e deixar-se levar pelo som alto da música e das lâminas dos patins contra o gelo liso e quase transparente.
A neve cobria todo o Mont Blanc e as ruas da cidade francesa, impedindo que carros saíssem de suas respectivas garagens e que Penelope fosse treinar no local onde estava matriculada. Era proibida a saída de alunos do instituto quando nevava daquela forma, mesmo com a autorização dos pais. Restavam à garota duas opções, a) ficar no quarto ou b) encontrar no colégio algum lugar para substituir seu treino sozinha. Não era difícil fazê-lo, afinal, havia uma grande diversidade de turmas extracurriculares no seu atual colégio e com certeza alguma delas usava um ringue, no mínimo similar ao de patinação. Depois de uma breve pesquisa no site da escola, descobriu que ali, próximo aos dormitórios, havia um local onde os garotos da equipe de Hockey treinavam, e de acordo com as fotos do site era mais que suficiente.
Rapidamente, Pen desligou o computador e caminhou até o banheiro, tomando um banho rápido e quente apenas para despertar para seu treino. Prendeu o cabelo longo em um rabo-de-cavalo alto, que mesmo preso de tal maneira continuava a cobrir um quarto de suas costas. Vestia uma regata nude, uma calça flexível de um material semelhante ao veludo e um par de tênis cinzas, que seriam substituídos pelos patins brancos da patinação artística que levava em uma pequena bolsa apropriada para isso. Gostava da sua aparência quando estava pronta para treinar, às vezes até mais do que sua aparência usual e comum, como a de todas as garotas daquele colégio.
Lancaster caminhou sem muita pressa entre os corredores para chegar até o ringue, de onde alguns jogadores saiam cumprimentando-se e falando do jogo do dia, deixando a garota envergonhada e um tanto encabulada. Era claro que tinha vergonha de pessoas mais velhas, ainda mais em tão grande quantidade enquanto ela era só mais uma e indo na direção contrária à deles. Ainda precisava pedir permissão para treinar, mas a garota apesar de nova passava uma impressão de profissionalidade quando se tratava de treinos, e assim que falou com o responsável pelo time, teve permissão. Uma vez sentada na arquibancada, fez seus alongamentos difíceis, abrindo escala para todos os lados e sustentando ambas as pernas tanto quanto fazia desde sempre. Fazendo tantos cambrets de alto grau que algumas pessoas podiam acreditar que ela quebraria no meio, mas nunca quebrava. Segurando a perna no alto da cabeça, e puxando-a para o corpo com facilidade inacreditável. Tudo se tornava ainda mais bonito no gelo.
Desceu as escadas acreditando estar sozinha no lugar fechado para entrar no ringue, dando voltas e voltas no gelo irregular pelo jogo e treinando seus melhores saltos. Axels, Loops, Flips, Lutz... Eles pareciam ser tão fáceis diante de tanta concentração estampada no rosto de Pen, que finalizava cada movimento pousando suavemente e voltando a patinar com discrição, quase como se tivesse quase caído e tentasse disfarçar o que houve, mas ela não estava nem sequer perto de cair.
The Lost Brothers + Glen Hansard - 06.10.12 San Francisco