Starting Something. | Holly & Pen
Após sua viagem e sua conversa na direção, Holly parecia meio perdida e não sabia por onde começar. Via um monte de gente e muitos lugares nos quais nunca havia visto antes. Não se sentia muito a vontade em fazer amizades logo assim. Até viu que havia um comitê de boas vindas mas preferiu não incomoda los. Resolveu então que o mais importante naquele momento era conhecer o território pegou um mapa e começou a fazer uma visita por conta própria. Deixou por último sua visitação à sala de esgrima, ela queria se surpreender. Então iniciou o ‘tour’ por todo o Campus de Mont Blanc. Ficou impressionada com a quantidade de atividades naquele lugar. Havia coral, animadores de torcida, clube de teatro, xadrez, caiaque e um monte de outras coisas. Isso a deixou levemente mais aliviada pois não sabia que ela não passaria tédio, ao menos.
Após horas de visitação, a garota estava exausta, isso porquê não havia visitado nem metade de todo o campus… Foi então jantar e se sentiu um pouco deslocada pois ainda não havia feito nenhum amigo. Por um momento pensou em ligar para seu pai e dizer o quanto sentia a falta de casa, mas sabia que aquele sentimento não era recíproco, e desistiu. Voltou a pensar na falta de amigos, e lembrou de sua antiga escola onde Holly sempre fora enturmada, falava com todos. Mas de repente, tudo mudou, depois de tudo o que lhe havia ocorrido. Ela não era mais a mesma Holly, era como um furacão que ser tornou tão importante como uma mera brisa, como aquelas que haviam em Cannes, insignificantes e comuns.
Sentou em sua mesa e voltou a ver suas fotos com Arthur, esperando que a fome viesse. Sempre que o fazia sentia uma mistura de ódio e frustração. Ficava observando uma por uma e lembrando de cada palavra, cada jura, cada momento que os dois haviam trocado. Sentia-se uma estúpida por tudo isso. Passaram-se uns 20 minutos até que a vontade de chorar tomasse conta. Ela não chorava na frente de ninguém, portanto saiu correndo e foi até o banheiro mais próximo. Depois que sua recaída passou, começou a guardar suas coisas e percebeu que algo faltava: Seu celular. Saiu correndo em direção ao refeitório para buscá-lo. Correu que nem uma louca, não via nada a sua frente… e muito menos em baixo. Não foi por menos que Holly atingiu uma garota que andava também rapidamente e não a viu. Quando se deu conta do que aquilo causou os pertences da garota já estavam todos no chão e então Holly resolveu ajudá-la. Reparou que a menina era meio desaparada, e então disse: “Me desculpe, acho que eu estava tão rápida que você se tornou invisivel…”, logo depois viu que os pertences não eram qualquer pertences, e sim equipamento de patinação.
Durante o dia inteiro, o iPhone de Penelope emitiu sinais sonoros sem parar, desde o despertador, logo cedo de manhã, até as mensagens que a mãe mandava naquele exato momento. Não tivera aula alguma essa semana por causa de um assassinato ocorrido dentro do Instituto mesmo, durante alguma noite coberta de neve cujo resultado chegou aos ouvidos de Sarah Lancaster. A mulher podia não ser a que mais se preocupava ou amava sua filha, mas não queria perder todo o trabalho duro que teve para fazer com que a garota se tornasse o mais perto da perfeição que era possível para a mesma. Foi amaldiçoada com uma filha que não podia ser tão perfeita quanto ela queria. Por mais que lhe fosse fácil ter uma outra criança, não podia ter certeza de que seria uma outra garota, e logo tratou de criar uma lista de razões para ligar para Penelope regularmente, o que lhe deixava bastante irritada.
Não havia opção alguma senão caminhar com o objeto para cima e para baixo, na frente dos olhos, onde podia ler com clareza as mensagens aleatórias da mais velha. O único momento que sempre teve para si diante de Sarah eram os treinos de patinação artística que, graças a Deus, aconteceriam hoje. Quando estava perto de anoitecer, a garota foi até o quarto e aprontou-se para mais um treino, carregando em mãos uma garrafa d'água e os patins em sua devida capa. Caminhava distraída pelos corredores, olhando o visor de seu celular por tanto tempo para responder recados que nem notou quando uma garota vinha correndo e acabou por esbarrar nela, deixando que a garrafa e os patins caíssem no chão. Tomou um susto no momento da batida, mas logo abaixou-se para pegar a garrafa, notando quando foi buscar os patins que a garota estava estendendo-os em sua direção. -- Não tem problema -- Respondeu sorrindo enquanto segurava os patins e levantava-se.












