5 diários x 1 psicopata
Tive debatendo aqui (comigo), como entrar nesse nosso confessionário de todo dia?
E, quando digo “nosso”, não digo escrita terapêutica, mesmo que criativa, somente. Tem alguém aí, do outro lado, lendo. Por isso quero – espero – ofertar uma leitura. O que nem sempre é difícil, nem nunca é fácil.
Posso fazer como Jonathan Harker, seu relato pretensioso e semificcional das vilas da Transilvânia. Embora, se considerar seu fim, excruciante, nas mãos do Conde, dentuço, Drácula... Ehh... Nope. Obg. Bjos.
Posso fazer como Dr. Watson (não confunda com Winston, pois minha leitura de 1984 é juvenil). Um ex militar, um homem da ciência e um católico; todos em um só.
É. Consigo até me ver emitindo as qualidades e fraquezas das pessoas que encontro, enquanto analiso-as de cima a baixo tomando notas sobre seus pecados mais obscuros.
Vai saber onde vão acabar esses relatórios? Lembrando que vai ser tudo on-line... Tentador. Arriscado, mas tentador. Vou continuar investigando.
Posso, então, fazer como Anne Lister, ou Anne Frank, e tornar vossa leitura prosaica, pois não?
Admita, seria sensual e secreto; constrangedoramente específico, mas discreto, claro.
Vejo isso dando certo, sim... A língua do velho continente, a era vitoriana... Desculpa Lobatão, vem aí Shakespeare. Depois de cruzar umas barreira, claro.
Ou... posso, quem sabe, ir totalmente serial killer, ignorando todos os métodos científicos e emocionais.
“Fragmentos aleatórios extraídos da mente embaralhada de um homem louco.”
Se o Morgan Freeman falou tá falado. Sim, eu tô falando de Seven.
Sabe o que é pior? Esse nem é um método que daria certo comigo, já é mais ou menos como faço agora – com exceção de todos os crimes e atrocidades, que, sinceramente, deixariam um diário on-line, sem dúvidas, muito mais interessante.
No final das contas, posso escrever minhas entradas—nossas entradas—do jeito que achar melhor, mas não tem jeito de escrever sem achar o melhor que ainda tenho a dar pra vocês.
Então, como posso fazer do nosso diário nosso consumo diário?
Desconcertado uma vez mais, fabricielo.














