Minhas preocupações só aumentam!
Olá pessoal,
ontem fui dormir com a triste notícia sobre a liminar que barra a volta ás aulas na cidade de São Paulo, as cinco da manhã acordei com insônia e com muita preocupação sobre o tema. As mães querem ver seus filhos na escola, enquanto os sindicatos querem que as aulas só voltem com a vacina pra os professores.
Em 2020 diversas categorias como profissionais da saúde, caixas de supermercados, carteiros, motoboys etc, tiveram que se expor ao então vírus tão desconhecido na época, enquanto que os professores foram poupados pois na época não se sabia sobre o contágio em crianças e o que esse vírus poderia provocar nelas.
Hoje já sabemos que as crianças são as menos afetadas pelo vírus e também são menos transmissoras do que os adultos. Também sabemos que manter escolas fechadas gera prejuízos futuros que talvez nunca mais consigamos voltar ao normal. Nas periferias os prejuízos são incalculáveis já que hoje não há como medir como as crianças estão fora escolas.
Pensando em todos esses problemas o secretário da educação Rossieli conseguiu implementar no Plano SP a educação como prioridade e também a abertura das escolas, incluindo no plano merenda para todos os alunos mais vulneráveis. Tais medidas que eu julgo como fundamentais para o futuro do nosso país, pois se ainda acreditamos que podemos ser referência na América Latina tudo deve partir da educação.
Porém ontem , dia em que a prefeitura assinou o decreto de volta ás aulas, os sindicatos conseguiram uma liminar judicial para que fosse barrada a decisão do governo e prefeitura, algo bem parecido com o que o STF vem fazendo em relação as decisões do governo federal desde o começo da pandemia. Eu estou aqui indignada, ainda não acreditando nessa decisão.
As escolas abririam na segunda-feira e agora estamos nessa insegurança total. Pais que já haviam se programado, escolas que já fizeram todos seus protocolos de segurança já não sabem o que fazer. E eu aqui cheia de preocupações sobre o futuro da minha filha, pois em um país onde a educação não é prioridade, onde os professores não tem coragem para cumprirem sua missão, fica difícil acreditar em um bom futuro. Espero que as coisas mudem, por ora me resta a dor de cabeça que não quer mais me deixar.









