Se me perguntarem quem eu sou, diria, sou alguém. Não saberia me definir, pois ainda não me conheço. Já me vi de formas que nunca esperava ver, já descobri faces desconhecidas. Percebi que estou em um processo, de autoconhecimento. Por hora, minha vida não é colorida, nem tão clara quanto deveria. Talvez do fundo do poço, eu consiga ver apenas um feixe de luz. Essa luz tem uma essência que me chama pra fora, dessa luz só vejo a mão, estendida pra mim. Essa luz, diz que me ama, mas meus olhos ainda sangram, tanto que a visão que tenho é turva. Mas, pra quem outrora era cego e hoje algo pode ver, há esperança, de um dia ver nitidez. Há esperança de um dia a escuridão refulgir em um alvorecer. Neste dia então a luz brilhará tão forte, que descobrirei minha identidade, sei que está nesta luz, este pequeno feixe de luz, de mãos estendidas pra mim.