Escolhas silenciosas
Assim que o sol desponta e iniciamos um novo e promissor dia, deparamo-nos, muitas vezes de maneira sutil e quase imperceptível à nossa consciência, com dezenas de minúsculas e silenciosas encruzilhadas morais, financeiras, profissionais e familiares. Longe de serem acasos vazios ou ocorrências sem qualquer impacto, essas pequenas decisões habituais e rotineiras moldam, com a precisão afiada de um grande escultor, o paradeiro definitivo do nosso caráter e o endereço da nossa alma na eternidade. A Palavra inerrante de Deus aponta nitidamente que cada um de nós é um peregrino diário em trânsito contínuo, e cada ínfimo passo constitui um inegável degrau em ascensão para a vida majestosa de Deus ou um tropeço lento para a escuridão da ruína iminente.
A desobediência sistemática e a rebeldia do pecado nunca apresentam de imediato a feiura e a dor do seu final desastroso e infernal. Ao contrário, aproximam-se encobertos em pequenos e atraentes flertes com a cobiça, fofocas corriqueiras no ambiente de trabalho ou num simples e inofensivo relaxamento do hábito de orar e ler a Bíblia, afirmando com cruel sarcasmo em nossos pensamentos: "isso não causará mal nenhum; é só hoje". Os perigosos degraus que resvalam fatalmente no abismo nunca são construídos com grandes estrondos repentinos, mas com passos de concessões silenciosas, contínuas e toleradas. Felizmente, para a nossa esperança, o reverso disso também é libertadoramente real e acessível. As pequenas porções de honestidade escondida, o perdão que libertamos no nosso íntimo amargurado e o silêncio reflexivo diante da ofensa nos elevam, passo a passo brilhante, em direção a Cristo e ao amadurecimento.
O chamado do próprio Pai a você soa altivo, imperativo e urgente hoje: "Escolhe, pois, a vida". Analise com rigor absoluto as suas práticas, manias e comportamentos do dia a dia. Você não pode terceirizar a culpa das consequências dos degraus que as suas próprias pernas decidem subir ou descer hoje.







